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Neste sábado, a partir do meio-dia, o público poderá conhecer mais de 40 obras na exposição “Arquivo Bijari 1997-2017”, que marca o aniversário de 20 anos do coletivo de artistas Bijari na galeria Anti-Pop em Pinheiros.

Fazem parte da exposição trabalhos emblemáticos da produção artística do grupo, além de obras inéditas. Com curadoria dos próprios artistas, a “Arquivo Bijari 1997-2017” celebra projetos que ajudaram a discutir e a propor reflexões sobre as dinâmicas urbanas. “É consenso entre nós quais são os projetos mais interessantes, as imagens mais fortes e as ações que ainda repercutem. Os trabalhos que ainda ecoam e permitem ser revistos com um frescor, mesmo 15, 20 anos depois, são aqueles que escolhemos mostrar nessa retrospectiva e que nos representam melhor como grupo”, explica Maurício Brandão, um dos seis artistas do Bijari.

Estarão na galeria desde peças gráficas para lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

Entre os destaques da retrospectiva está “Galinha”, de 2002, vídeo em que uma galinha é solta em lugares com distintos perfis socioculturais, como o Largo da Batata em São Paulo e o calçadão em frente ao Shopping Center Iguatemi. As reações das pessoas e da galinha são registradas pelo grupo. Este projeto foi reeditado em Cuba para a 8ª Bienal de Havana, em 2003.

Um dos projetos mais conhecidos do Bijari, o Praças (Im)possíveis, também estará na exposição. O grupo criou bicicletas adaptadas que se transformam em praças articuláveis, cujos espaços temporários de convivência e desaceleração se confrontam com a brutalidade dos territórios viários onde se instalam de forma nômade.

O Estúdio Bijari ainda realizou as intervenções da série “Natureza Urbana” em veículos abandonados nas ruas de São Paulo, transformando-os em jardins, trincheiras verdes que brotam da lataria recortada de carros, caçambas e ônibus inutilizados. Um destes veículos ocupará a fachada da Galeria Anti-Pop. O nome do novo espaço é uma referência à primeira série de intervenções gráficas criadas pelo Bijari, que se expandiu para sets de live-images exibidos em grandes festivais de música eletrônica no começo dos anos 2000. A Galeria Anti-Pop será aberta para veiculação de projetos, conversas e exposições de artes.

A exposição vai até 3 de fevereiro de 2018 e tem entrada gratuita.