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O artista plástico Alê Jordão promoverá, nos dias 16 e 30 de setembro, duas oficinas de neon abertas ao público em seu ateliê. A iniciativa, que ocorre em paralelo à Iluminata, exposição promovida no espaço pela galeria Choque Cultural, tem como intuito propiciar aos participantes uma experiência imersiva em seu processo criativo, gerando neles sensações diversas – sejam visuais, sensoriais ou até mesmo auditivas. Para isso, o artista lança também uma trilha sonora autoral, assinada pelo projeto L’opera Di Chi Collabora (Felicio e Meu Nome é Carlos).

As oficinas permitirão aos curiosos pela arte presenciar, de perto, como surge a luz neon. A experiência será cadenciada pela trilha inédita, pilotada ao vivo por seu idealizador. Em ritmos que vão do tango argentino ao punk rock, as músicas condensarão sons industriais e ruídos de correntes elétricas, combinadas às frases que dão forma às obras em neon.

“A luz neon provoca sempre um encantamento nas pessoas, talvez pelo destaque das peças, talvez por certa nostalgia”, afirma Ale Jordão. “Cada obra é um recomeço. Cada peça é única. Como no murano, a torção no vidro não se repete. Trabalhar com o neon é uma paranoia delirante, minha nova forma de expressar o grafite”, diz o artista, lembrando que, em grego, a palavra também remete a algo novo.

Acompanhado por um especialista, Alê Jordão fará uma série de demonstrações ao vivo, expondo ao público seu processo de criação. Os vidros serão modelados, soprados e iluminados com o uso de maçaricos e instrumentos elétricos. Os convidados também poderão conferir como se formam as cores do neon – uma quase mágica combinação de gases e vidros coloridos.

O público será convidado a interagir e poderá, inclusive, levar algumas peças para casa. Ao final da experiência, os convidados receberão uma pulseira pen drive com a trilha sonora.

Com curadoria de Baixo Ribeiro, Iluminata apresenta obras recentes do artista, nas quais a luz – refletida, projetada, impressa ou sugerida – é a verdadeira protagonista. A mostra é organizada em núcleos, que se integram por meio de grandes instalações e dão uma nova cara ao espaço expositivo de 500 metros quadrados, oferecendo uma potente experiência imersiva. A exposição segue em cartaz até 29 de setembro.