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quinta-feira, 6 de julho de 2017
Skol apresenta Lee “Scratch” Perry no Cine Joia

Em agosto, Skol apresenta Lee “Scratch” Perry no Cine Joia. Jamaicano nascido em 1936, Lee é um dos nomes mais respeitados e expoentes da cena reggae e dubama na Jamaica e no mundo. Tendo seu trabalho refletido no desenvolvimento e aceitação dos gêneros ao longo das últimas décadas, o músico é, provavelmente, o primeiro “artista-produtor” criativo, na música gravada moderna, ocupando os altos níveis da indústria fonográfica ao lado de pioneiros como George Martin, Phil Spector e Brian Wilson.

A carreira musical de Perry começou no final da década de 1950, com o produtor Clement “Coxsone” Dodd em sua gravadora, a famosa Studio One, em Kingston. Depois de alguns anos de parceria, desacordos entre Perry e Dodd devido a personalidade e conflitos financeiros – um tema recorrente em toda a carreira de Perry – levaram-no a deixar a sociedade com Coxsone e buscar novas oportunidades.

Trabalhando com Joe Gibbs, também produtor jamaicano, Perry continuou sua carreira mas mais uma vez problemas financeiros causaram conflito. Perry associou-se à Gibbs e estreou sua própria label, a Upsetter, em 1968. Seu primeiro single ‘People Funny Boy’, que era um insulto dirigido a Gibbs, surpreendeu no volume de vendas. É inesquecível o uso inovador do som de um bebê chorando junto à batida que logo seria identificada como “reggae” – o gênero não tinha nome definido naquele momento.

Durante a década de 1970, quando muitas de suas músicas já eram bastante populares na Jamaica e no Reino Unido, Perry fez história também por suas técnicas de produção inovadoras e principalmente por seu caráter excêntrico. Ainda nessa década, o produtor foi um dos responsáveis pela mistura de técnicas que resultaram no dub. Em 1973, Perry construiu um estúdio em seu quintal, o The Black Ark, para ter mais controle sobre suas produções e continuou a produzir músicos notáveis como Bob Marley e Wailers, Junior Byles, The Heptones e Max Romeo. Com seu próprio estúdio à sua disposição, as produções de Perry se tornaram mais prodigas.

Em 1978, o estresse e as influências externas indesejadas começaram a incomodar; tanto Perry quanto o The Black Ark rapidamente começaram a ruir. Eventualmente, o estúdio pegou fogo. Perry constantemente insistiu que ele queimou “a arca negra” em um ataque de raiva, mas também foi dito que o incêndio poderia ter sido um acidente devido a fiação defeituosa. Após o fim do estúdio, no início da década de 1980, Perry passou algum tempo na Inglaterra e nos Estados Unidos, realizando shows e criando músicas com diversos colaboradores. E foi no final dessa década, quando ele começou a trabalhar com os produtores britânicos Adrian Sherwood e Neil Fraser (mais conhecido como Mad Professor), que a carreira de Perry começou a voltar às boas novamente.

Em 2003, Perry ganhou o Grammy de “Melhor Álbum de Reggae” com o álbum ‘Jamaican E.T.’. Em 2004, a revista Rolling Stone classificou Perry em sua lista dos 100 maiores artistas de todos os tempos. Mais recentemente, ele se associou a um grupo de músicos suíços e se apresentou sob o nome de Lee Perry e White Belly Rats, além de uma breve visita aos Estados Unidos com o grupo Dub is a Weapon da cidade de Nova York como sua banda de apoio. Atualmente, há dois filmes de longa-metragem feitos sobre sua vida e trabalho: Volker Schaner ‘Vision Of Paradise’ e ‘The Upsetter’.