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quinta-feira, 8 de junho de 2017
Instalações_para_viagem170518_105646

Tudo em Claudio Alvarez nos conduz a uma poética dos fenômenos cinéticos e óticos. As formas de suas obras, em constante interação com o observador, despertam a sensação retiniana por meio do movimento e da vibração. A partir de 13 de junho, o público poderá conferir de perto vários de seus trabalhos em “Sobretempos”, mostra individual do artista que a Galeria Lume recebe até 12 de agosto.
Com curadoria de Paulo Kassab Jr., a exposição apresenta 11 esculturas recentes do artista, 8 delas ainda inéditas. Juntas, elas propõem uma série de diálogos e reflexões sobre a realidade ou virtualidade.
“A exposição apresenta ao espectador uma forma distinta de compreender e questionar a própria realidade diante do objeto, as obras confundem nossos sentidos e desestabilizam nossa percepção do espaço”, afirma o curador.
O movimento mecânico, os jogos de espelho e a interação do visitante, tem papel decisivo na estrutura expositiva de Claudio Alvarez.
Nas Instalações para viagem, Claudio Alvarez critica a falta de espaço demandada para as instalações na arte contemporânea. Dentro de pequenas caixas, temos um imenso espaço visual onde são instalados objetos produzidos pelo efeito de luz e sombra que invadem o interior da caixa por orifícios minuciosamente planejados. São obras luminocinéticas, que possuem sempre a luz e o movimento como tema principal.
Em Espaços Simultâneos, o artista dialoga com a tênue linha que separa a verdade do quimérico. A obra, estática, é constituída por uma dimensão real que cria, através de espelhos, mais dois espaços, potenciais saídas desses ambientes: uma virtual, aos fundos, e outra real, para fora do espaço construído. A ligação entre esses dois ambientes é representada por uma escada.
“O observador consegue se enxergar naquele espaço, mas, diante do jogo ilusório que lhe é proposto, fica sem saber dizer se está do lado de dentro ou de fora”, pontua Claudio Alvarez. “Como o próprio nome da mostra sugere, são sobreposições, um tempo que se sobrepõe a outros, que dilui e atravessa o espaço e que nos coloca aqui e lá ao mesmo tempo”, completa.