APOIO
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
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Até o dia 18 de dezembro, Miami recebe a primeira edição norte-americana da CASACOR, maior evento de Arquitetura e Design da América Latina. Com cerca de 20 ambientes, a mostra ocupará três penthouses dentro de uma das torres residenciais do grande empreendimento imobiliário Brickell City Centre.
Convidado para ambientar o hall de acesso da mostra, Paulo Alves apresenta a força das raízes brasileiras ao combinar suas criações à arte modernista de Tarsila do Amaral. Esta é a oportunidade para que os norte-americanos que visitam o evento conheçam o trabalho da artista, que em 2018 será homenageada com uma exposição inédita no Instituto de Arte de Chicago e no MoMA, de Nova Iorque. No espaço “Tarsila Hall”, a mescla entre o traço do designer e as cores vivas da pintora emociona e exala a cultura e a natureza do país canarinho em todos os detalhes. Vegetação exuberante, céu aberto, terra fecunda e pele vermelha se misturam às formas de morar e viver na cidade e no campo.

A tapeçaria exclusiva da by Kamy expressa o olhar do modernismo sob a história do Brasil através de importantes obras de Tarsila, como Abaporu, Antropofagia, Palmeiras, E.F.C.B., Morro da Favela, Passagem de Nível III, O Porto e O Lago. As peças têxteis seguem expostas pelas paredes e são concebidas manualmente por artesãos chineses especializados em arte. Já no mobiliário, a forma escultural representa a riqueza da floresta nativa e a diversidade das madeiras pela combinação dos traços de Hugo França e Paulo Alves, este responsável também por conceber com expressão a identidade do espaço.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
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Com curadoria de Susana Barbosa, diretora de redação, livro reúne fotos de street style das principais capitais da moda pelas lentes de Leo Faria

Já no aquecimento da comemoração de seu aniversário de 30 anos celebrado em 2018, a ELLE Brasil lança seu primeiro livro. Intitulado Street Style Book – Moda em Movimento (Editora Abril), a nova publicação reúne imagens de street style de fashionistas a personagens anônimos que prenderam a atenção do fotógrafo Leo Faria nas ruas das principais capitais da moda.
Em um mundo com tantas pautas urgentes a roupa é também uma ferramenta poderosa de expressão. O olhar dos fotógrafos de street style se voltou para o estilo pessoal e intransferível de cada personagem retratado. Nos looks há espaço para o protesto, a ironia e para questões complexas como identidade e gênero.

Leo, que em 2016, recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo de Melhor Fotografia de Moda, assina com frequência editoriais para a revista ELLE e há quatro anos vem se dedicando a registrar imagens desse universo que se tornou essencial para o business das marcas, alavancou uma geração de blogueiras e personalidades e, de certa forma, transformou a imagem de moda em algo mais acessível, feito a céu aberto e ao alcance das mãos.
Com curadoria da diretora de redação da ELLE, Susana Barbosa, o novo livro viaja pelas ruas de Nova Iorque, Londres, Milão, Paris e São Paulo, essa última, a mais novata entre as cidades que viram na moda uma ferramenta importante em termos de mercado e criatividade. Os textos são de Vivian Whiteman e a direção de arte de Lucia de Menezes Farias.
O livro poderá ser encontrado a partir de hoje, 8 de dezembro, nas principais livrarias do Brasil.
A equipe ELLE e Leo Faria se reúnem ainda na próxima quarta-feira, dia 13, a partir das 19h, na Livraria Cultura, no Shopping Iguatemi, em São Paulo, para celebrar o lançamento do livro em evento aberto ao público.

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Em sua produção, Sandra Mazzini investiga um tema caro à história da arte: a paisagem. Consagrado pelos pintores holandeses no século XVI, o gênero passou por inúmeras transformações, chegando a ser deixado de lado por parte da arte conceitual, para emergir novamente na produção de artistas contemporâneos como o alemão Anselm Kiefer e o brasileiro Paulo Pasta. É a partir desse contexto de renovação da paisagem que Mazzini concebe suas pinturas, exibidas em sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, em São Paulo.

Intitulada Como os rios correm para o mar, a mostra reúne cerca de dez obras produzidas nos últimos anos. Nos trabalhos, é possível identificar elementos figurativos que são sobrepostos por formas geométricas, numa espécie de “quebra-cabeças”, como define Sandra: “A pintura é uma técnica complexa que possibilita vários desdobramentos de sentidos. Nas minhas obras, há várias pinturas dentro de uma só. É uma espécie de trama composta por unidades autônomas”.

Para o artista Sergio Romagnolo, que assina o texto de apresentação da mostra, a produção de Sandra exige que o público tenha um olhar ativo. “As manchas coloridas, em alguns momentos, quase abstratas, se juntam e formam paisagens complexas. As pinturas de Sandra ativam a visão, fazem o observador se aproximar da tela, ver as bordas e depois se afastar novamente na tentativa de ver mais longe”.

Nesse jogo de ótica, as obras se distanciam de uma representação realista, apresentando uma paisagem fragmentada. Familiarizada com o trabalho de Sandra, a artista Leda Catunda afirma que suas obras trazem uma “visão poderosa, alterando o real para em seguida reapresentá-lo repleto de nuances particulares e vibrações improváveis”.

Todos os trabalhos expostos são figurativos, retratando elementos da natureza. São árvores, folhas e flores que emergem nas pinturas de Sandra, que tem como grande referência os artistas Luiz Zerbini e Ana Elisa Egreja. “Aos poucos, as plantas se tornaram o tema central da minha produção. Elas acrescentam movimento ao trabalho, rompendo com a rigidez das formas geométricas”, conta.

Esse olhar bucólico é inspirado nas memórias familiares da artista, cujos avós eram agricultores em Ibiúna, no interior de São Paulo. Na tela Mangueiras e Barranco em Ibiúna, por exemplo, ela representa uma árvore, cujos frutos estão escondidos por sacos. A técnica era empregada pelos seus avós para proteger as mangas dos insetos e acelerar o seu amadurecimento. Lembrança afetiva, o cenário rural aparece em grande parte das obras, configurando “um mundo introspectivo, caseiro e silencioso”, como afirma Romagnolo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
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A Verve Galeria inaugura sua primeira pop-up internacional, em parceria com a Curator’s Voice Art Projects em Wynnwood, distrito das artes de Miami – EUA, exibindo “Surround”, do artista brasileiro radicado em Nova York Michael Drumond, sob curadoria de Milagros Bello. Composta por 05 obras da série “Surround” – em técnica que combina pintura e fotografia -, a exposição trata da abstração de diferentes estados psicológicos do artista, que revisita momentos originalmente obscuros de sua trajetória, transformando-os em trabalhos caracterizados por sentimentos de beleza e redenção.

Selecionados pela curadora Milagros Bello, os trabalhos ocupam uma sala da galeria em Wynnwood e são impressos em chapas de alumínio de grandes dimensões, no intuito de trazer a experiência imersiva ao espectador, sobre as quais são realizadas as intervenções em tinta esmalte high gloss precisamente pintadas. A série “Surround” explora o grande interesse de Michael Drumond por temas psicológicos, e vem sendo elaborada ao longo dos últimos dois anos, em constante “metamorfose” visual. Nas palavras do artista: “Além da questão conceitual, minhas obras incorporam pesquisas técnicas próprias da nova geração de artistas, em que as linguagens se fundem e a tecnologia tem papel fundamental na metodologia e no processo de produção da obra de arte”.

O projeto acontece durante a Miami Art Week, que reúne as feiras Art Basel Miami Beach, Untitled, Scope, entre outros eventos paralelos, e atrai pessoas de todas as partes do mundo para a cidade, festejando o fim do calendário do circuito internacional das artes. “Esta iniciativa é o primeiro passo no projeto de internacionalização da galeria, que já representa artistas estrangeiros e propõe o constante intercâmbio de artistas brasileiros em projetos no exterior”, comenta Allann Seabra, que representa Michael Drumond no Brasil pela Verve Galeria.

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Na 16ª edição da Art Basel Miami Beach, o público poderá conferir de perto o universo criativo de Wesley Duke Lee (1931-2010). Durante os quatro dias de duração da consagrada feira – de 7 a 10 de dezembro – a Ricardo Camargo Galeria, em parceria com a Almeida e Dale, expõe nove obras do artista, entre colagens, pinturas e uma instalação. Expoente da Nova Figuração no Brasil, Duke Lee é reconhecido internacionalmente por uma obra múltipla e irreverente.

Os trabalhos selecionados, que mostram as várias técnicas empregadas por Duke Lee ao longo de sua trajetória, estarão no setor histórico da feira. Intitulada The Survey, a seção, presente nas últimas quatro edições do evento, reúne obras paradigmáticas da arte no século XX. O espaço expositivo da galeria será ambientado com pertences pessoais do artista: tintas, pincéis, fotos, móveis e objetos colecionáveis darão ao visitante a sensação de estar em seu ateliê.

Dentre as obras de Duke Lee que serão apresentadas, está a icônica instalação O/Limpo: Anima, iniciada em 1971. O trabalho é composto por um conjunto de objetos de papel machê, metal, tecido, madeira, plástico, ferro, palha, pedra, osso e um espelho em que o espectador vê a si mesmo. Com referências à mitologia grega, a instalação foi aumentando de tamanho ao longo da vida do artista, que costumava inserir novos objetos à obra.

A tela A iniciação do mito de Narcissus (1981) traz um retrato da atriz Sônia Braga, de quem o artista era fã. “No quadro, usei a curva francesa para expressar a sensualidade da atriz; os pontos cardeais indicam que ela não se enquadra, se amplia sempre e tem um espaço a tomar”, descreveu Duke Lee.

Outro destaque é The Zone: I Ching (1964), que o pintor apresentou em 1965, na Tokyo Gallery, no Japão. O país nipônico foi bastante importante na trajetória de Duke Lee, que viveu durante oito meses na região, após ser premiado na VIII Bienal de Tokyo – a máscara prêmio que recebeu na ocasião também será apresentada na feira de Miami.

Cosmopolita, Wesley Duke Lee também passou temporadas nos Estados Unidos e na Europa, implementando aqui algumas ideias de vanguarda. Em 1963, por exemplo, causou um grande impacto no mundo das artes, quando apresentou o primeiro happening do Brasil. No lendário e já extinto João Sebastião Bar, o artista expôs a Série das Ligas – conjunto de desenhos eróticos barrado por museus e galerias da época. Com as todas as luzes do bar apagadas e em meio a uma performance realizada por uma bailarina, a multidão presente pode contemplar os trabalhos vetados com o auxílio de lanternas.

Na Bienal de Veneza de 1966, o artista apresentou Trapézio ou Uma Confissão, aquela que foi considerada a primeira obra ambiental realizada no Brasil. Também na década de 1960, Duke Lee fundou, ao lado de Geraldo de Barros e Nelson Leirner, o icônico Grupo Rex, coletivo que questionava o sistema da arte em plena ditadura militar.

A presença de Duke Lee na feira dialoga com um movimento de revalorização de sua obra. Em 2015, o galerista Ricardo Camargo realizou uma mostra individual do brasileiro; paralelamente, inaugurou, junto com Patrícia Lee, sobrinha do artista, o Wesley Duke Lee Art Institute, casa-museu que abriga móveis, gravuras, telas, fotos e objetos pessoais do pintor. No mesmo ano, sua obra também foi incluída na mostra The World Goes Pop, na Tate Modern.

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A Galeria Houssein Jarouche exibe “Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche”, com curadoria de Luisa Duarte. A mostra abre 30 de novembro de 2017, quinta-feira, às 19h. Composta por 24 obras de Ann Hamilton, Ed Ruscha, Frank Stella, Iran do Espírito Santo, Ivan Serpa, Judith Lauand, Luiz Zerbini, Max Bill, Rodrigo Torres, a exposição sinaliza um olhar histórico que ultrapassa o movimento pop art, do qual é composta a maior parte do acervo do galerista, dando destaque à produção de caráter construtivo e abstrato-geométrico.

Tendo surgido após o auge do expressionismo abstrato, a pop art utiliza a sociedade de consumo do pós-guerra como crítica e, por vezes, ironia. As obras selecionadas para a nova exposição da Galeria Houssein Jarouche são produzidas logo após a arte pop, entre os anos de 1960 e 1970. “Se na arte pop temos uma atmosfera ruidosa, marcada por um excesso imagens, cores e referências a um universo amplo de signos que acompanham o cotidiano da vida nas cidades, a produção vista em ‘Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche’ tem como origem o concretismo, um tipo particularmente rígido de abstração geométrica que se desenvolveu na Suíça, no meio do século XX, tendo Max Bill (1908- 1944) – presente na mostra com uma série de serigrafias – como uma de suas figuras centrais”, comenta a curadora Luisa Duarte.

Na direção contrária da carga imagética própria à arte pop, a ideia é voltar o olhar para uma parcela do acervo da galeria cujo conteúdo demonstra a economia de gestos, apostando, assim, na vocação de amplitude da Galeria Houssein Jarouche para também sugerir pausa, silêncio e vazios. Como conclui a curadora: “Não como sinônimos de passividade, mas como espaços abertos para um olhar e uma escuta atentos para o mundo ao nosso redor”.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017
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A Converse, uma das marcas mais originais e presentes na moda e no street style mundial, participa de uma ação inédita: a exposição do segundo volume da saga de ficção científica nacional SCI-FI PUNK PROJECTS. Na história em quadrinhos, o personagem central da trama, o rockstar Caohell, estrela suas aventuras calçando o icônico Chuck Taylor branco.

O modelo da Converse que comemora 100 anos faz parte da mostra que acompanha o lançamento da Graphic Novel, além de estar presente numa série limitada de 50 pares customizados pelo criador da saga, Martielo Toledo, que serão vendidos com exclusividade na Footbox Store, loja do Cartel 011.
A saga consiste em uma trilogia de ficção científica no formato de Graphic Novel – uma longa história contada por meio de arte sequencial – retrô-futurista, publicada pela Devir Livraria, que traz referências ufológicas, esotéricas, misticismo, cosmologia, moda e rock´n roll. A estética gráfica do projeto é inspirada em fanzines e posters de bandas punks como: Sex Pistols, The Clash, Ramones e Misfits.

A exposição que acompanha o livro 2 ficará em cartaz na galeria do Cartel 011, entre os dias 23 de novembro e 03 de dezembro. A mostra será composta por esculturas, objetos, bandeiras, adornos, figurinos, posters, vídeos produzidos pela produtora Tanto Expresso e trilha sonora composta pelo DJ e produtor Anderson Noise.

Além disso, o Cartel 011 terá uma coleção cápsula de camisetas com estampas alusivas ao livro 2, criadas por Martielo em parceria com a marca de streetwear Nephew Clothing. Acompanha o material de divulgação do lançamento, um editorial “SCI-FI PUNK”, de fotos clicadas pelo fotógrafo Fernando Schlaepfer, da Rede “I HATE FLASH”.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017
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No dia 2 de dezembro, o Red Bull Station recebe a sétima edição do Lambes na Laje, plataforma que fomenta e
difunde o formato lambe-lambe por meio de feira, oficinas, palestras e espaço de produção e discussão com artistas. Com curadoria de Nancy Betts junto à equipe Lambes na Laje e realização da produtora MOVA, o evento toma conta de todos os andares do prédio durante um dia inteiro: das 11h às 22h.

Este ano, além de reunir mais de 70 artistas oferecendo suas obras a preços que vão de R$ 25 a R$ 125 na já tradicional feira de lambes (selecionados por inscrições), o evento organiza, ainda, a oficina aberta chamada “Lambe-Letras”, ministrada pela gráfica Fábrica. Nela, os participantes poderão criar seus próprios cartazes utilizando sets tipográficos compostos por carimbos e tipos móveis. Os interessados devem se inscrever na hora.

Segundo a curadora Nancy Betts, a ideia de criar a feira há sete anos surgiu de um gosto antigo de trabalhar com artistas jovens e com uma linguagem artística que ainda era bem pouco conhecida. “Nesses sete anos, muita coisa mudou. Saímos de um espaço pequeno para um bem maior e temos muito mais artistas, jovens e mais velhos, interessados em fazer esse tipo de arte. Além disso, há um interesse maior de pessoas que consomem formas artísticas que fogem do mainstream”, diz. Outra vantagem de ter uma feira de lambes é a democratizar o acesso à arte. “Os lambes são baratos. É muito fácil levar o seu pedaço de arte para casa”, finaliza.

Como um dia inteiro de atividades pede também uma pausa para recarregar as energias, o Red Bull Station preparou uma feirinha com comidinhas na laje comandada pelo Coletivo P.U.R.A. em parceria com o projeto Comida Invisível. Eles oferecerão quitutes como um hambúrguer de kafta com salada (R$ 18), os chips de batata doce orgânica (R$ 5) e os cookies de maracujá com banana e castanhas (R$ 5). O combo com os três sai por R$ 25. Completam o line-up
gastronômico os sandubas do Mano Sanduíches (o de salmão defumado, pepino e coalhada custa R$ 22) e as guloseimas veganas do Move Institute, como o hambúrguer de espinafre e linhaça com molho de rúcula, bacon vegano, alface, tomate e cebola, a R$ 18.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017
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A Galeria Luisa Strina tem o prazer de anunciar a exposição individual de Fernanda Gomes (Rio de Janeiro, 1960). Em sua oitava mostra na galeria, a artista apresenta trabalhos recentes e inéditos, prosseguindo sua pesquisa singular que engloba pintura e escultura, luz e espaço. A abertura é quinta-feira, 23 de novembro, 19h às 21h

Entre exposições individuais recentes a artista participou de Alison Jacques Gallery, Londres (2017); Peter Kilchmann, Zurique (2015); Galeria Luisa Strina, São Paulo (2014); Centre International de l’art et du Paysage, Vassivière, França (2013); Alison Jacques Gallery, Londres (2013); Museu da Cidade, Lisboa (2012), Galerie Emmanuel Hervé, Paris (2012); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2011), Centro Cultural São Paulo, 2011.

Exposições coletivas recentes incluem: 35o Panorama da Arte Brasileira, MAM Museu de Arte Moderna, São Paulo (2017, até 17 dez ); Ready Made in Brasil, Centro Cultural Fiesp, São Paulo (2017, até 28 jan ); OSSO – Exposição-apelo ao amplo direito de defesa de Rafael Braga, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2017); “Doubles, Dobros, Pliegues, Pares, Twins, Mitades”, The Warehouse, Dallas (2017); “Third Mind. Jiri Kovanda and (Im)possibility of a Collaboration”, Galeria Nacional, Praga (2016); “Cut, Folded, Pressed & Other Actions”, David Zwirner, Nova York (2016); “Accrochage”, Punta della Dogana, Veneza (2016); “Imagine Brazil”, DHC/ART, Montreal (2015), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2015), Musée d’Art Contemporain de Lyon (2014), Astrup Fearnley Museum, Oslo (2013); “Une histoire, art, architecture et design, des années 80 à aujourd’hui”, Centre Pompidou, Paris (2014); 13a Bienal de Istambul, Turquia (2013); 30a Bienal de São Paulo, Brasil (2012).

Coleções públicas das quais seu trabalho é parte incluem Centre Pompidou, França; Tate Collection, Inglaterra; Art Institute of Chicago, EUA; Miami Art Museum, EUA; Fundación/Colección Jumex, México; Fundação Serralves, Portugal; Museum Weserburg, Alemanha; Vancouver Art Gallery, Canadá; Centre National des Arts Plastiques, França; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017
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No dia 21 de novembro de 2017, a Japan House São Paulo abre a exposição “Futuros do Futuro”, sua última exposição do ano, assinada pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto, em cartaz até 14 de fevereiro. Com produção de TOTO GALLERY · MA, de Tóquio, a mostra é composta por painéis e pequenas maquetes que retratam parte do trabalho deste que é um dos nomes mais inventivos e aclamados da arquitetura internacional.

A exposição retrata a ambiguidade presente no trabalho do arquiteto japonês de 46 anos, nascido em Hokkaido, atualmente morador de Tóquio. Natural de uma cidade cercada por natureza, Sou Fujimoto encontrou no contraste das estreitas ruas da capital e suas pequenas e características casas, a essência de seu estudo sobre projetos arquitetônicos, como a relação entre os espaços internos que se confundem com os externos, como quintais que se assemelham com ruas e ruas que são ocupadas como quintais.

No térreo, o tema “Arquitetura Está em Toda Parte” mostra 70 peças que propõem uma aproximação com o público em geral e uma experiência de pensamento sobre novas possibilidades de uma “arquitetura a ser encontrada”. Neste momento, simples parafusos ou caixas de fósforos são retratados como inimagináveis potenciais arquitetônicos. Aqui, temos maquetes que surgem do inusitado e interessante”, declara Sou Fujimoto.

No segundo andar, o tema “Futuros do Futuro” mostra 50 peças e 20 painéis de trabalhos antigos e recentes do arquiteto. Neste panorama, que apresenta maquetes de projetos icônicos e outros que ainda estão em andamento, é possível observar a proposta de Sou Fujimoto para a arquitetura do futuro, incluindo suas tentativas, acertos e erros. A “imaginação da imaginação” pode ser observada em maquetes de projetos que ainda não foram executados e que, de alguma forma, servem como semente para idealizar o futuro na arquitetura.

Nos trabalhos de Fujimoto, a ausência de delimitações é constante, como em um dos pavilhões temporários, instalado em 2013, no jardim da Serpentine Gallery, em Londres. Apelidada como “Nuvem”, a estrutura tridimensional translúcida é feita de hastes de aço de 20mm de diâmetro que somam 8km, pintadas de branco, e que traduzem com beleza a criação de algo artificial que não anula o que é orgânico, conversando com o local onde está instalada, neste caso, no Kensington Gardens.

A visão utópica de Sou Fujimoto, que relaciona características das florestas em seus projetos arquitetônicos, revela ideias engenhosas como a House NA: uma casa transparente vertical localizada em Tóquio, com 914 m², feita de concreto, cercada por vidros em toda a sua estrutura, com espaços internos vazados que variam entre 1,95m e 7,52m. Os espaços são ligados por escadas e patamares, incluindo degraus fixos e móveis. Quem está fora, enxerga o que está dentro, quem está dentro enxerga o que está fora. O arquiteto faz uma analogia sobre a House NA, uma casa sem pilares, vigas ou telhados.

Expandir o potencial da arquitetura com projetos audaciosos é uma forte característica de Sou Fujimoto. A relação entre o ambiente e o homem está presente em diversos detalhes de seu trabalho. O arquiteto assina o projeto da Musashino Art University Museum & Library, em Tóquio, que tem como proposta instituir uma nova relação entre os livros e o usuário. Com dois andares, uma única estante com paredes de 9m de altura, em espiral, ocupa o espaço circundo de 2.883 m².

Além desses locais, os trabalhos de Sou Fujimoto podem ser vistos hoje em diversas partes do mundo. O profissional mostra uma arquitetura única, que sempre se relaciona com algum aspecto natural, um diálogo sobre a harmonia entre a complexidade e a simplicidade. Para ele, o futuro exige uma reconexão com a natureza, um resgate de algo que se perdeu ao longo do tempo.