APOIO
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A Bossa Nova Sotheby’s International Realty realiza, no dia 18/06, a partir das 19h30, o 2° evento do projeto Viva Arte, que tem o objetivo de fomentar a produção artística, com a organização de eventos, na sede da marca em São Paulo, sejam exposições de artes plásticas ou encontros sobre temas contemporâneos.
Sob o título As Cores, Formas e o Design Interior, a 2º edição do Viva Arte apresenta uma roda de conversa inspirada na artista sueca, Hilma af Klint (1862-1944), que, em sua obra, incorpora arte, espiritualidade e ciência. Serão reunidos especialistas para o bate-papo, que envolve a arte como forma contemplativa, meditação e bem-estar.
Participam da conversa Luciana Pinheiro, estudiosa da artista, Charlie Barnett, diretor do YogaFlow, e Rui Afonso, pesquisador em Neurociência. A mediação será feita por Renata Veneri, jornalista, apresentadora e colunista do programa de rádio BandNews – Em Forma, sobre saúde e bem-estar.
De acordo com a curadora do projeto, Elisabeth Leone, a obra de Hilma af Klint revela mistérios que vão além da linguagem estética, são imagens de culto elaboradas para unir o mundo terrestre com o celeste. Ela cria uma cosmologia particular e para percorrer sua obra e decifrar suas mensagens precisamos de um guia! Em seus trabalhos há crucifixos e, ao mesmo tempo, representações de códigos de DNA, ondas de rádio e revelações de um mundo invisível.
“Em muitas telas Hilma é, literalmente, guiada – como ela mesma escreve – por mestres do plano espiritual, Amaliel, é um deles, indiano e citado várias vezes por ela. As imagens pintadas em grandes formatos, como as do Templo, conduzem à prática de meditação contemplativa, autoconhecimento e uma subida energética.”, explica a curadora.
Hilma apresenta imagens que cumprem, além da estética, a função de ponte para outro mundo possível. Ela frequentou grupos filosóficos que trouxeram o conhecimento ancestral da Índia para a Europa, como a Teosofia e a Antroposofia. O mesmo ocorre nas últimas décadas, com o enorme interesse pelo estudo dos sistemas de medicina tradicionais do Oriente e pela yoga. O profundo conhecimento das relações entre mente, energia vital e corpo, acumulado no Oriente, por milênios, desperta interesse e pesquisas.
“O yoga une o “eu pequeno” (meu corpo, minha mente) com o “Eu Maior” (também denominado como: Deus, amor, consciência pura, fluxo de energia). “No yoga existem vários caminhos a serem seguidos, como Bhakti (devoção), Karma (serviço, ação) e Jnana (conhecimento)”, afirma Charlie Barnett. Ele propõe para o encontro uma breve prática meditativa e amplia o tema do “design interior”.
Mas, que benefícios trazem as imagens de Hilma e ou a prática do yoga para a saúde física, mental e espiritual?
Para responder a essa e outras questões, o Professor Rui Afonso, com uma visão sobre as práticas contemplativas e seus benefícios. Em sua pesquisa de doutorado em Neurociência, resultados sugerem que o yoga pode ser uma maneira de proteger o cérebro contra o declínio cognitivo que ocorre no envelhecimento.

Sobre os convidados da roda de conversa do 2º Viva Arte:

Luciana Pinheiro, autora do primeiro livro em língua portuguesa sobre Hilma af Klint, As Cores da Alma, após 10 anos de pesquisa. É também artista plástica, terapeuta biográfica e arte educadora, que na roda de conversa é chamada para ser a “guia”, para decifrar algumas imagens sutis transpostas para o mundo no plano físico, repletas de símbolos, letras e formas geométricas, que exigem um esforço para sua compreensão.

Charlie Barnett, idealizador e diretor do YogaFlow, que inaugurou, em 2006. Nascido em Nova York, vive há mais de 10 anos em São Paulo e começou a praticar Yoga em 1989, quando trabalhava no mercado financeiro, em Nova York. Foi estudar meditação em 1995, com Rudrani Farbman, no World Yoga Center e morou 6 meses na Índia, onde estudou Ashtanga com Srik Pattabhi Jois e Pranayama com BNS Iyengar, em Mysore.

Rui Afonso, professor e pesquisador, doutorando em Neurociência do Hospital Israelita Albert Einstein, é um dos autores de um estudo sobre a ‘prática de yoga para ajudar a prevenir problemas comuns do envelhecimento’, feito por pesquisadores do Instituto do Cérebro do Einstein, em parceria com a Universidade Federal do ABC e com a Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

Renata Veneri, jornalista, apresentadora e colunista do programa de rádio BandNews Em Forma, sobre saúde e bem-estar. Experiência de mais de 20 anos em redação cobrindo hardnews. Foi editora-chefe e editora-executiva do Café com Jornal, chefe da pauta geral do jornalismo da Band, diretora da Rádio Bradesco Esportes FM e chefe de produção e criação da Rádio BandNews FM. Passou pelas redações dos portais Terra e UOL, atuando como apresentadora, editora e produtora na equipe da jornalista Lillian Witte Fibe.

Serviço:

quinta-feira, 7 de junho de 2018
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A Verve Galeria inaugura “O Inquietante“, coletiva composta por trabalhos de 9 artistas: Farnese de Andrade, Flávio Cerqueira, Francisco Hurtz, Luciano Zanette, Luc Dubois, Monica Piloni, Tomoshige Kusuno, Walmor Corrêa e Wesley Duke Lee. Sob curadoria de Ian Duarte Lucas e da italiana Agnese Fabbiani, a mostra é composta por esculturas, pinturas e fotografia, e busca instigar no espectador sentimentos diversos sobre o universo do estranho através das artes visuais, seja pela temática como pelos materiais que despertam as mais profundas inquietações, abordando o estranho e as reações que são desencadeadas a partir deste contato. A proposta integra a programação da Verve Galeria, que busca estabelecer pontes entre artistas de diferentes gerações com seus artistas representados, assim como artistas de galerias parceiras, como o caso de Monica Piloni, representada pela Zipper Galeria, no intuito de abrir diálogos e integrar o circuito.

Emprestado da psicanálise – “O Inquietante“, texto homônimo de Sigmund Freud publicado em 1919 – o conceito da nova exposição da Verve Galeria coloca o expectador de frente com o que é mantido oculto, mas que de alguma forma vem à tona como algo estranhamente familiar. “De natureza ambígua, no despertar de nossas mais profundas inquietações, não raro o assombro é substituído pela mais irresistível atração. Encontra-se aí a gênese de nosso incômodo: a inquietação diante do sombrio que se revela em nós mesmos.“, comentam os curadores.

Como Freud descreve em seu ensaio, algumas possibilidades que despertam a sensação de estranhamento podem representar o momento em que as fronteiras entre a fantasia e a realidade se apagam, assim como a estranha sensação de se olhar no espelho, o incômodo que emerge quando complexos infantis, que haviam sido reprimidos, revivem por meio de alguma impressão, ou ainda quando certas crenças primitivas superadas parecem outra vez se afirmar.

Das bizarras cenas de Hyeronymous Bosch, passando pelos surrealistas, que encontraram embasamento teórico no repertório de imagens reprimidas enquanto expressão do inconsciente, dos sonhos e de outras inúmeras teorias freudianas relativas ao medo da castração, aos fetiches e ao sinistro, é fato que o tema sempre esteve presente na história da Arte.”A proposta da presente exposição é a de investigar estes diversos processos que encontram paralelo nas artes visuais, possibilidade que uma exposição coletiva permite investigar em seus diversos desdobramentos” concluem os curadores. A mostra contará ainda com trabalhos históricos dos artistas Farnese de Andrade, Tomoshige Kusuno, e a Série das Ligas, de Wesley Duke Lee, que causou polêmica quando exposta pela primeira vez nos anos 60, justamente pelo estranhamento causado por sua temática, fazendo um recorte temporal do tema e a importância de sua discussão, sempre atual.

terça-feira, 29 de maio de 2018
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O Concurso Global de Design Temático para o Honor 10 iniciou oficialmente em 25 de maio e convida designers do mundo inteiro para enviar seus designs de tema de interface. O concurso oferece uma oportunidade para os designers temáticos mais talentosos do mundo competir e exibir seus mais inovadores e avançados conceitos de design para internet móvel. Designers terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos a milhões de usuários que falam 23 línguas e são provenientes do mundo inteiro. Espera-se que os designs temáticos incentivem também mais usuários a usar seu lado artístico quando interagem com o conteúdo de seus telefones, criando um terreno fértil para designers encontrarem um público para a criatividade que têm.

O Concurso Global de Design Temático para o Honor 10 indicará os premiados do Prêmio Honor para Profissionais, Prêmio Honor de Destaque, Prêmio Honor de Genialidade e de sete outros prêmios importantes que premiarão 133 vencedores, os quais juntos levarão para casa um prêmio total de USD 100.000. Foi criada uma impressionante comissão de jurados da qual participam Alex Schady (líder do plano do Programa de Artes Finas da Central Saint Martins), Xiao Yong (professor da Academia de Arte e Design da Central Academy of Fine Arts), Liang Jun (diretor de design de experiência de usuário da UCD Centre), Alexandre Plicque Gurlitt (diretor de design do Centro Global de Pesquisa Estética de Paris, França), outros líderes influentes da área de design e George Zhao, presidente da Honor. Para obter informações, visite o site oficial da Honor.

Este concurso também irá cooperar com o Programa Hi-Star desenvolvido pela Huawei para oferecer a designers temáticos de destaque acesso aos canais oficiais de marketing da Huawei, incluindo promoção nos aplicativo temáticos da Huawei, e também premiará o melhor trabalho de cada mês com recursos adicionais para promoção. Espera-se que os benefícios que este concurso oferece ajudem a todos os designers a atingir seus sonhos.

De 25 de maio a 25 de junho, durante a fase preliminar da competição, os designers precisarão apenas enviar seus esboços criativos e rascunhos de designs. O vídeo animado de referência e o gráfico de imagens podem ser enviados (são opcionais) neste ponto da competição. Atenção: designers que se registrarem antes de 15 de junho poderão participar de uma sessão de treinamento com ferramentas de desenvolvimento temático da Huawei em que serão passadas algumas informações vantajosas sobre técnicas e habilidades para design temático. Para obter mais informações sobre os dados da competição, acesse o site oficial da Honor.

Em 2017, os temas atraíram mais de 368 milhões de downloads, aumentando a renda média dos desenvolvedores temáticos em 135% e o número de desenvolvedores que obtiveram lucro em 90%. Oferecer aos usuários experiências temáticas ricas também cria oportunidades para os designers participantes encontrarem chances de evoluir na carreira dentro da indústria de smartphones. O concurso exerce uma forte influência sobre as futuras tendências de design de internet móvel e por isso atrai designers do mundo inteiro para usar seus talentos e energias na criação de uma nova estética de interface de usuário.

arte

A Luis Maluf Art Gallery, nos Jardins, recebe a exposição Au Pied du Mur, da artista francesa Gasediel. Com curadoria de Gaëlle Pierson, a série de 15 pinturas revela fragmentos de paredes recriados por ela. As obras utilizam a técnica de massa corrida misturada a sobreposições como pintura acrílica, spray, óleo e colagem. Fora de seu contexto, elas induzem o interlocutor a uma imersão na estética da rua e discutem outra visão sobre espaço público.

Com a proposta de ser um espaço de experimentação destinado ao fomento e ao incentivo à arte contemporânea em todos as suas variações e desdobramentos, a Luis Maluf Art Gallery não abriga apenas exposições. O espaço recebe também eventos que propiciam discussões, debates e apontamentos entorno das correntes da atual produção artística brasileira. A galeria de arte ainda representa e investe em novos artistas com propostas e pesquisas bem fundamentadas dentro do atual pensamento de poética contemporânea, além de oferecer serviço de consultoria em produção.

quarta-feira, 23 de maio de 2018
luma

Tomar o prosaico como régua para a aferição daquilo que nos rodeia. Partir do banal para tratar de temas universais e enxergar o mundo pelos olhos daqueles que andam pelas ruas das cidades. É esse o pano de fundo de Rés do chão, mostra que o artista multidisciplinar Lucas Dupin apresenta na Galeria Lume entre 5 de junho e 14 de julho.

Trata-se da primeira exposição individual realizada em uma galeria paulistana pelo mineiro, vencedor de importantes prêmios de arte contemporânea, promovidos por instituições como o Instituto Tomie Ohtake, a Fundação Nacional das Artes (Funarte) e a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Em São Paulo, Dupin apresenta um panorama de sua produção mais recente. São oito trabalhos, entre vídeo, instalação e séries de aquarelas e fotografias, todos concebidos pelo artista entre 2010 e 2018, a maior parte deles ainda inédito.

“Quando comecei a pensar nessa exposição, notei que muitos dos trabalhos selecionados têm em comum a perspectiva daquilo que nos é corriqueiro, do que está ao rés do chão e que, muitas vezes, nos passa despercebido. A meu ver, toda a exposição chama a atenção justamente porque parte da observação de elementos banais para apontar em direção a uma singularidade até então não imaginada”, afirma Dupin.

A instalação Jardins suspensos, por exemplo, traz uma série de fragmentos de calçadas de pedras portuguesas, algumas delas imbuídas de vida, pois carregam minúsculos jardins nos vãos entre uma pedra e outra. Na galeria, elas deixam o chão, se espalham pelo ar e, penduradas por imperceptíveis fios de nylon, tomam parte do espaço expositivo.

As pedras de formato retangular, tão comuns aos passeios de países lusófonos, também aparecem na série Equivalências – registros fotográficos de uma performance realizada por Dupin em 2017, enquanto participava de uma residência artística da FAAP, instalada no centro de São Paulo.

Em um dos trabalhos, o artista retira uma única pedra da calçada e a cobre com uma folha de ouro, para então devolvê-la ao seu lugar de origem. Em outra obra, substitui um pequeno fragmento por um pedaço de carne do mesmo tamanho. “Esta série é sem dúvida um forte comentário ao nosso passado colonial e à memória implícita que essas calçadas carregam”, pontua.

Dupin também apresenta ao público um vídeo inédito, o registro audiovisual de uma performance executada no último ano. Nele, o artista se posiciona em um canto da Praça do Patriarca, no centro de São Paulo, e pouco a pouco, passa a alimentar os pombos que estão por ali. Quando rodeado por dezenas deles, estoura uma bomba e os assiste partir em polvorosa para, dali algum tempo, retornarem a ele em busca de mais alimento. Tão político quanto poético, o vídeo faz referência àqueles que vivem à margem do poder público e da sociedade, nos calçadões do centro daquela que é tida como a maior e mais importante cidade da América Latina.

No mais antigo dos trabalhos apresentados, Bitucas, o artista traz dezenas de aquarelas onde reproduz, de modo realista, inúmeras bitucas de cigarro encontradas pelos caminhos por onde passa. Em um jogo simbólico, o artista faz uso de uma das mais complexas e refinadas técnicas da pintura para retratar algo um tanto ordinário, descartes encontrados a cada esquina.

Sobre o artista
Nascido em Belo Horizonte (MG), em 1985, Lucas Dupin é mestre (2012) e bacharel (2008) em Artes Visuais pela Universidade Federal de Minas Gerais. Já participou de exposições e residências artísticas no Brasil e no exterior. Sua pesquisa volta-se a diferentes linguagens, como fotografia, desenho, instalação e vídeo.

Dupin tem interesse especial pelo universo do livro, da palavra escrita e na forma como a passagem do tempo se inscreve nas coisas. O artista recebeu diversos prêmios, como o Prêmio de Arte Contemporânea da FUNARTE, 6º Bolsa Pampulha, Prêmio de Residências Artísticas da FAAP e da FUNDAJ e, em anos anteriores, destacam-se o Prêmio Interações Florestais em Terra UNA e o 2º Prêmio Energias na Arte no Instituto Tomie Ohtake, no qual recebeu a primeira colocação.

Serviço:
Rés do chão, individual de Lucas Dupin
Local: Galeria Lume
Abertura: 5 de junho, a partir das 19h
Período expositivo: de 6 de junho a 14 de julho
Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa, São Paulo
Visitação: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h | sábados, das 11h às 15h
Telefone: (11) 4883-0351

sexta-feira, 18 de maio de 2018
africa

Até o dia 15 de julho estará disponível no Zoologico do Rio de Janeiro o filme “My Africa”, um projeto da Conservação Internacional (CI), com apoio da Tiffany&Co. Dando continuidade ao “Save the Wild” – linha da marca de joias que tem 100% da venda revertida ao Elephant Crisis Fund – o programa tem como principal objetivo alertar a proteção e conservação da vida selvagem.
Lançado internacionalmente, o filme é narrado na versão em inglês pela atriz queniana Lupita Nyong’o. “My Africa” transporta os espectadores para um santuário de elefantes no norte do Quênia, onde uma comunidade está fortalecendo os laços que há muito permitem que pessoas e animais selvagens coexistam.
Dirigido por David Allen, quatro vezes vencedor do Emmy, o projeto foi filmado com câmeras de realidade virtual na reserva Namunyak Wildlife Conservancy, na vila Samburu, no norte do Quênia, no Santuário de Elefantes Reteti, o primeiro orfanato de elefantes na África, de propriedade e operado pela comunidade local. Em uma região onde a conservação tem sido tradicionalmente apoiada por estrangeiros, o Santuário Reteti e a organização local de conservação da natureza, Northern Rangelands Trust, oferecem um modelo diferente – baseado na gestão local e no conhecimento tradicional para a proteção da área.
O filme estreou no Tribeca Film Festival, no mês de abril e está disponível em sete idiomas: inglês, francês, mandarim, português, espanhol, samburu e swahili, estas últimas faladas no continente africano.

“A Tiffany está orgulhosa em continuar apoiando à Conservação Internacional e promover esforços de conservação da vida selvagem com o lançamento de “My Africa”, disse Anisa Kamadoli Costa, presidente da Fundação Tiffany & Co. “Acreditamos que as pessoas precisam experimentar o que está em risco de se perder, para assim saber o que precisa ser protegido. Ao transportar os espectadores para a majestosa vida selvagem e as paisagens naturais do Quênia, esperamos inspirar o público a se tornarem defensores mais apaixonados da conservação”. A Tiffany & Co. também contribui para a conservação da vida selvagem na África através da coleção “Save the Wild” da empresa.

quinta-feira, 17 de maio de 2018
Ogilvy NY cria campanha #LenovoLegion

O Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA) aprovou, nesta segunda-feira (14), o primeiro Plano Anual de Investimentos (PAI) para o programa #AudiovisualGeraFuturo, no valor de mais de R$ 705 milhões para o setor ao longo do ano. Os recursos do PAI somam-se agora aos R$ 551 milhões já anunciados no primeiro trimestre, atingindo R$ 1,256 bilhão.
O dinheiro deverá ser aplicado na formação e capacitação, em games e realidade virtual e aumentada, em restauração e digitalização de acervos e em coproduções internacionais, além das linhas voltadas ao desenvolvimento, produção e distribuição de conteúdos de cinema e TV.
Há ainda cerca de R$ 100 milhões para operações de crédito destinadas aos segmentos de infraestrutura, tecnologia, exibição e outros. Também existe um valor disponível de R$ 120 milhões pelo Comitê Gestor. Com isso, o investimento total será de R$ 1,376 bilhão. Nunca se investiu tanto no setor audiovisual brasileiro.
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que as novas linhas de investimento serão lançadas ao longo do ano e incluem uma série de inovações, que representam um marco para o audiovisual brasileiro, com forte impacto positivo sobre o desenvolvimento do setor e do país.
Considerando as linhas já lançadas e as novas, previstas no Plano Anual de Investimento aprovado, serão investidos R$ 465 milhões em produção e desenvolvimento de cinema; e R$ 98 milhões em distribuição. Outros R$ 424 milhões serão destinados à produção, desenvolvimento e promoção de conteúdos para TV. O setor de games receberá R$ 37,7 milhões, para desenvolvimento, produção e lançamento.
De acordo com o Ministério da Cultura, todas as regiões do país serão contempladas com os recursos.

matilha_bijari

O Sesi de São José do Rio Preto recebe até o dia 7 de julho duas obras do coletivo artístico Bijari na exposição coletiva “Conexões Urbanas”, inspirada na experiência de 15 anos da Galeria Choque Cultural de São Paulo. A curadoria é de Baixo Ribeiro. O público poderá conhecer uma das bicicletas da série Praças (Im)possíveis e também a videoarte em realidade virtual “Matilha” criada pelos artistas. O acesso é gratuito.

O icônico projeto Praças (Im)possíveis utiliza bicicletas adaptadas que se transformam em praças articuláveis, chamando a atenção para a carência de espaços públicos de descanso.

Com bancos, guarda-sóis e floreiras que ora se configuram como veículos, ora se transformam em pequenas praças articuladas, a série Praças (Im)possíveis se tornou nos últimos anos uma das intervenções mais conhecidas dos artistas do Bijari, ajudando a ampliar o debate sobre as formas de ocupação e relação no território urbano moldadas pela cultura do automóvel e seus regimes de individualização.

quarta-feira, 16 de maio de 2018
bra

De uma conversa entre a dentista Simone Carrara e o estilista Diego Cattani nasceu a Cumaru, galeria pop-up que será inaugurado hoje com uma homenagem a Brasília. Ela, nascida na capital, cultivava o sonho de movimentar a cena artística local. Ele, de Sergipe e radicado em Milão, sempre se deslumbrou com o contraste entre a paisagem modernista e a natureza rústica do Planalto Central.

Juntos, decidiram criar a galeria em um formato que tem sido muito usado na moda: reunir a produção de criadores em um espaço temporário por um tempo curto e determinado. Montada provisoriamente na casa de Simone, a Cumaru é uma espécie de piloto de um projeto que pode se tornar itinerante e regular. “Não somos ainda um espaço comercial”, avisa Cattani. “É um laboratório experimental para que a gente sinta o mercado”, completa.

Cattani, que é estilista e dono da marca Die EGO, convidou Juliana Freire, de São Paulo, para dividir a curadoria de Pouso alto. A exposição de estreia reúne 13 artistas, entre eles alguns nomes de Brasília e outros de São Paulo, como Ana Mazzei, Lucas Simões, e Ricardo Alcaide e Sérgio Niculitcheff. Entre os artistas da cidade estão David Almeida e Julia Milward.

“Eu tinha muito desejo de reverenciar Brasília e o Planalto Central e minha relação com a cidade é de puro deslumbre. A beleza estonteante tanto da capital quanto da natureza me guiaram”, avisa o curador, que procurou escolher artistas que tratassem dessas duas questões.

Todos os trabalhos, Cattani garante, dialogam com duas características que ele considera indissociáveis da capital. Uma delas é a espiritualidade, a busca do divino, o lado místico que paira na cidade construída entre o sonho de Dom Bosco e a devoção esotérica do Vale do Amanhecer.

A outra vem da própria estrutura física de Brasília, do modernismo que a gerou, das curvas e retas projetadas por Niemeyer e da horizontalidade inerente à geografia local. “Hoje é quase indissociável falar do Planalto Central e não falar de espiritualidade, então busquei artistas que tratassem disso, de natureza e divindade, ou artistas que se relacionassem com arquitetura e espaço”, explica o curador.

A primeira exposição da Cumaru vai ocupar os espaços de circulação comum da casa de Simone. Para adaptar o local, Cattani trabalhou com um mobiliário que permitisse uma ambientação mista: “Nem tão galeria, nem tão casa”

“Brasília tem artistas incríveis, mas é muito estéril e eles acabam saindo. Nossa ideia principal é fixar o artista aqui, a gente precisa de artistas”, garante Simone. “E também atrair gente de fora, mostrando que a cidade é um lugar legal para se fazer arte.” Depois de Pouso alto, a dupla planeja duas outras exposições, a serem realizadas em agosto e setembro.

Shopping Cidade Jardim recebe “Antes que eu me esqueça”

Acontece na terça-feira dia 15 a pré lançamento do filme “Antes que eu me esqueça” no Shopping Cidade Jardim. Aos 80 anos, Polidoro resolve demolir a estabilidade de sua confortável vida de juiz aposentado e virar sócio de uma boate de strip-tease. Beatriz, sua filha, resolve o interditar judicialmente. Paulo, seu outro filho, se declara incapaz de opinar pois não mantém relações com o pai. O juiz determina o encontro forçado de pai e filho e a reaproximação transforma suas vidas.

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O Mirante 9 de Julho apresenta até o dia 4 de junho a exposição Pink Bananas, projeto que reúne imagens de dez drag queens em um ensaio fotográfico idealizado por Léo Fagherazzi em parceria com a produtora Eloá Aguado. A entrada é gratuita (confira os horários de visitação abaixo).

A produção da exposição, assim como a curadoria dos artistas que apresentam suas obras no Mirante são da Storymakers.

Pink Bananas marca a inauguração do Mês da Diversidade no Mirante 9 de Julho, que terá shows, exposições e eventos que promovem a cultura da diversidade sexual.

Foram fotografadas para a exposição as drags Alma Negrot, Divina Raio-Laser, Halessia Rockefeller, Hidra VonCarter, Kira Lyon, LaMona Divine, Musa VonCarter, Penelopy Jean, Shady Jordan e Yui Kenzo.

A mostra reforça a exuberância e pluralidade das drags e levanta a questão do respeito e tolerância diante de um cenário social tão opressivo para as minorias. Para compor as fotos, os idealizadores apostaram na natureza contraposta com elementos áridos, justamente pra criar esse link entre a realidade que enfrentamos hoje em dia – repleta de um conservadorismo alienado sem nenhuma base cultural e artística – e a figura histórica das drags com sua estética transgressora.

segunda-feira, 7 de maio de 2018
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Previsto para inaugurar no próximo dia 29, o Sesc Avenida Paulista terá trabalho assinado, criado com exclusividade, para o evento de abertura pelo arquiteto e designer Guto Requena. Empatias Mapeadastraz uma escultura paramétrica interativa, com luzes que pulsam e caixas de som que mixam e transmitem sons dos batimentos do coração dos convidados que ali puserem suas mãos e onde os batimentos serão captados.

Guto explica que a ideia do projeto é, entre outras coisas, “estimular empatia entre pessoas que não se conhecem, numa experiência imersiva e interativa.” Segundo ele, “se praticarmos mais a empatia podemos caminhar pra sermos uma sociedade mais igualitária. As novas tecnologias digitais aliadas a arte podem nos auxiliar nesse processo”.

Convidado pelo Sesc, Guto se diz “honrado em fazer parte de algo tão grandioso e com uma entrega tão significativa para a cidade.” Frequentador assíduo, ele pontua que está “feliz em ter sido convidado como artista para inaugurar a nova unidade SESC Avenida Paulista”, finaliza o designer.

Empatias Mapeadas estará no Sesc Avenida Paulista entre os dias 29/4 e 1

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Com objetivo de discutir sobre sexualidade, identidade e gênero, a Smarty Talks, produtora especializada em micro-movies, acaba de lançar a primeira série para Instagram. Com o nome “Homem de Verdade”, a série conta com 15 episódios de um minuto cada, em formato quadrado e uma narrativa e linguagem mais próximos do entretenimento.

Criando um storytelling pensado, planejado e produzido para o ambiente mobile, a Smarty Talks prima por um formato e narrativa em que o usuário consegue utilizar seu celular na vertical, facilitando a interação. “Este formato casa muito bem com o uso que as pessoas fazem dos seus celulares, o que otimiza a experiência com o conteúdo. Além disso, os micro-movies seriados ajudam a prender a atenção da audiência”, explica Diego Monteiro, fundador da Smarty Talks e diretor da série.

Com seis personagens, incluindo um homem e uma mulher cis hétero, um gay e um trans, a trama aborda trechos da vida de dois casais, questionando como o machismo ainda está presente em nossa cultura e cotidiano. É o caso, por exemplo, de Rafael, que, por conta de um desemprego inesperado, se vê na situação de ser sustentado financeiramente por sua esposa, Cláudia, ou, ainda, dos pais de Rafael, que, em um flashback aparecem tentando orientar o filho a não chorar porque “homem não chora”.

A série também pretende discutir sobre identidade, como quando Rafael, cis hétero, questiona Luciano, um homem trans, sobre o fato de “nunca ter visto uma mulher virar homem”, ao que ele rebate dizendo que “ninguém vira nada”.

A série vai ao ar esta quinta-feira (03), pelo perfil @homemdeverdade_serie, no Instagram.

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Em meio à exposição Hiperfoto-Brasil, individual de Jean-François Rauzier, o Centro Cultural São Paulo promove a Oficina Hiperfoto de Colagem. Aberta ao público, a iniciativa toma o trabalho do fotógrafo francês como inspiração para criar colagens onde o próprio CCSP é utilizado como cenário. A oficina acontece no sábado, 5 de maio, das 10h às 16h. A inscrição é gratuita, mas é necessário agendamento pelo e-mail agendamento.afluentes@gmail.com.
Orientados pela fotógrafa Rose Steinmetz, os participantes tirarão fotos no local e juntos, criarão uma grande colagem. A ideia é que as intervenções sejam criadas manualmente e com auxílio de instrumentos como celular, folhas sulfite, cola e tesoura, além de imagens das mais diversas publicações. Ao final, o trabalho desenvolvido coletivamente será divulgado pelas redes sociais.
Com curadoria de Marc Pottier e idealização de Bertrand Dussauge, o projeto chega à capital paulista depois de ter passado pelas cidades do Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. A exposição Hiperfoto – Brasil apresenta cerca de 100 obras de Jean-François Rauzier, que mescla fotografias à manipulação digital. Como resultado, o artista apresenta imagens de grandes proporções – collagens surrealistas que recriam uma série de espaços metropolitanos das cidades por onde passou.
Rose Steinmetz é nascida na República da Geórgia, vive e trabalha em São Paulo desde 2003. É formada em engenharia da computação, arte e fotografia e participou de diversas exposições como O Feminino na Cidade, Beleza no Caos, Paraty em Foco, entre outros. Recebeu premiações fotográficas no terceiro Prix de fotografia em Paris e três menções honrosas no Prêmio Internacional de Fotografia, em 2013.

quarta-feira, 2 de maio de 2018
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De 08 de maio a 15 de junho, terças, às 20h, o Sesc Santana apresenta a Retrospectiva Laís Bodansky, que reunirá além de longas metragens consagrados pela crítica, curtas metragens pouco conhecidos pelo grande público. Os filmes serão seguidos por debates conduzidos pela pesquisadora Tamara Ka.

Além de ter recebido vários prêmios por sua obra, (Festival de Brasília, Festival de Gramado, Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), a cineasta desenvolveu o projeto Cine Mambembe, que realizou a exibição de filmes brasileiros para públicos que não tinham acesso as salas de exibição. Essa experiência ficou registrada no documentário “Cine Mambembe, o cinema descobre o Brasil” (1999), premiado como melhor documentário no Festival de Havana .

Laís Bodanzky estudou cinema na FAAP e graduou-se em Geografia pela Universidade de São Paulo, dirigiu filmes e curta metragens tais como: Cartão Vermelho (1994), Bicho de Sete Cabeças (2001), Chega de Saudade (2008) e Como Nossos Pais (2017).
Tamara Ka, doutora pela ECA/USP, atua nas áreas de Comunicação, Linguagem Audiovisual e Psicologia, operando no âmbito da comunicação midiática e artes contemporâneas. Publicou seus trabalhos em revistas, e o livro “Memória do Efêmero”. Como videomaker e oficineira tem trabalhado com o Sesc, Instituto Tomie Ohtake, entre outras instituições.

Confira a programação completa:

Cine Mambembe: O Cinema Descobre o Brasil | 08/05, terça, às 20h
(Dir.: Laís Bodansky, Luiz Bolognesi. BRA, 1999, 56′. Color. Livre)
A viagem de Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi pelo interior do Brasil, exibindo curtas metragens brasileiros em praças públicas. Do sul da Bahia aos confins da Amazônia, este documentário descobre um país que assiste ao cinema e se vê na tela pela primeira vez, às vésperas do século 21. O que se vê e ouve é surpreendente.
Vencedor do prêmio de Melhor Documentário no Festival de Havana e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, e Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado.

Cartão Vermelho /Levanta o Braço / Diretor de Harmonia | 15/05, terça, às 20h
:: Cartão Vermelho
(BRA, 1994, 14′. Color. Livre)
O filme revela o mundo de Fernanda, uma adolescente que joga futebol com os meninos, no momento em que é surpreendida pelos desejos de mulher.
:: Educação.Doc: Levanta o Braço
(BRA, 2014, 26′. Color. Livre.)
A Chapada Diamantina é uma região pobre, localizada no interior da Bahia e que está chamando a atenção dos especialistas, pela surpreendente qualidade do ensino em 20 municípios da região. Tudo isso tem uma explicação muito especial: eles conseguiram que as mudanças na política, não interrompam os projetos na educação.

:: Educação.Doc: Diretor de Harmonia
(Dir.: Luiz Bolognesi, Laís Bodansky. BRA, 2014, 26′. Color. Livre.)
Além de se abrir para a comunidade, a Escola Municipal Presidente Campos Salles está dando uma aula de democracia. Localizada em uma das maiores favelas de São Paulo em Heliópolis, essa escola sem muros, está conseguindo virar o jogo na luta contra a violência. Enquanto em Andaraí, no Rio de Janeiro, a Escola Municipal Epitácio Pessoa precisa pedir para os alunos irem para casa, porque lá eles gostam mesmo é de estudar!

Bicho de Sete Cabeças | 22/05, terça, às 20h
(Dir.: Laís Bodansky. BRA, 2000, 74min. Color. 14 anos.)
Como todo adolescente, Neto (Rodrigo Santoro) gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias incompreendidas pelos pais, como pichar os muros da cidade com os amigos, usar brinco e fumar um baseado de vez em quando. Nada demais. Mas seus pais (Othon Bastos e Cássia Kiss) levam as experiências de Neto muito a sério e, sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico.
No manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir. Vencedor do prêmio de Melhor Filme nos festivais de cinema de Brasília, Recife, e Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Chega de Saudade | 29/05, terça, às 20h
(Dir.: Laís Bodansky. BRA, 2007, 95 min. Color. 12 anos)
História ambientada durante uma noite de baile, num clube de dança em São Paulo. A trama começa ainda com a luz do sol, quando o salão abre suas portas, e termina ao final do baile, pouco antes da meia-noite, quando o último frequentador desce a escada.
O espectador acompanha, em uma única noite, os dramas e as alegrias de cinco núcleos de personagens frequentadores do baile. Mesclando comédia e drama, Chega de Saudade aborda o amor, a solidão, a traição e o desejo, num clima de muita música e dança. Vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Brasília.

As Melhores Coisas do Mundo | 05/06, terça, às 20h

(Dir.: Laís Bodansky. BRA, 2010, 100′. Color. 14 anos.)
Mano tem 15 anos, adora tocar guitarra, sair com os amigos e andar de bike. Um acontecimento na família faz com que ele perceba que virar adulto não é brincadeira. O bullying na escola, a primeira transa, o relacionamento em casa, as inseguranças, os preconceitos e a descoberta do amor transformam a adolescência numa travessia nada simples. Vencedor do Trófeu APCA de Melhor Diretor e Melhor Roteiro.

Como Nossos Pais | 12/06, terça, às 20h

(Dir.: Laís Bodansky. BRA, 2017, 102′. Color. 14 anos.)
Rosa é uma mulher que quer ser perfeita em todas suas obrigações: como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Quanto mais tenta acertar, mais tem a sensação de estar errando. Filha de intelectuais dos anos 70 e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente, uma super-mulher sem falhas nem vontades próprias. Até que em um almoço de domingo, recebe uma notícia bombástica de sua mãe. A partir desse episódio, Rosa inicia uma redescoberta de si mesma. Vencedor do prêmio de Melhor Filme nos festivais de Gramado e Vitória.

red

O mundo dos sintetizadores criados pelo músico Arthur Joly é o tema de ˜Recosynth˜, exposição que estreia nesta terça-feira (dia 3 de abril) no Red Bull Station. Como parte da programação do Red Bull Music Pulso 2018, a mostra
exibe diversas máquinas criadas nos últimos anos pelo artista, vídeos de performances ao vivo e o documentário “Out of Frame – Arthur Joly”, que desvenda a relação do artista com o universo de criação de seus synths, produzido pela Red Bull TV.

Músico autodidata e DIY, Joly construiu seu primeiro instrumento no fim dos anos 2000. Apaixonado por música eletrônica desde criança, ele comprou placas
para montar uma pequena drum machine pela internet e, em pouco tempo, criar máquinas do zero virou seu principal hobby. Não à toa, já ostentou uma coleção que chegou a contar com mais de 70 sintetizadores, todos amontoados em seu estúdio.

Para ˜Recosynth˜, Joly escolheu nove synths, cada um com uma peculiaridade. ˜Há synths meus espalhados por muitos lugares do Brasil, então é sempre difícil
reuni-los num lugar só. Mas conseguimos encarar o desafio e juntar algumas das máquinas mais novas que criei˜, diz.

Um dos destaques é o The Groove Synth Machine, sintetizador criado em 2017 para ser uma estação de produção musical capaz de registrar as criações direto em um disco de vinil, o único do mundo com essa característica. Já o Recodrum é um synth inédito, finalizado para a mostra e inspirado em uma das baterias eletrônicas clássicas que o músico mais ama, a Roland TR 808.

Os visitantes poderão conferir um pouco do universo das máquinas fantásticas de Joly, bem como ouvir músicas criadas com os sintetizadores. Além disso, será
possível assistir a vídeos de apresentações ao vivo do músico em ação e conferir sua história no documentário “Out of Frame – Arthur Joly˜, produzido pela Red Bull TV pela web.

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A 8º Mostra 3M de Arte anuncia a abertura das inscrições para a participação de artistas com projetos de instalação pública em sua exposição, que será realizada entre os meses de setembro e outubro, no Largo da Batata, em São Paulo. As
inscrições podem ser feitas entre os dias 17 de abril e 25 de maio, no site da mostra. Como requisitos, os artistas deverão ser
residentes no Brasil, maiores de 18 anos e terem até 15 anos de produção artística, contados a partir da primeira exposição em espaços institucionais.

O Edital para Seleção de Trabalho da 8º Mostra 3M de Arte irá oferecer até R$ 30.000,00 para a execução do projeto no espaço público e mais R$ 5.000,00 como remuneração direta ao artista ou coletivo. A seleção do trabalho escolhido será feita pelo curador Bernardo Mosqueira e apoio técnico da Elo3, idealizadora e realizadora da Mostra desde sua primeira edição. O vencedor do edital exibirá a obra ao lado dos demais participantes.

Além de receber o investimento financeiro para a execução do projeto, que após a exposição ficará em posse do artista, a oportunidade de ter uma obra exposta na Mostra 3M de Arte consiste ainda na valorização artística do trabalho pertencente a um projeto já estabelecido que é realizado há oito anos, e que já apresentou renomados nomes de artistas nacionais e internacionais, como Guto Lacaz, Giselle Beiguelman, Paulo Bruscky, Nicola Constantino e Bill Viola.

Em um momento de transformações urbanas e digitais dentro da sociedade, a Mostra 3M compreende a importância de estar em espaços democráticos para a exibição e interação do público com a arte como um agente de diversidade e modificação do espaço social. Por ser um edital destinado ao espaço público espera-se que o artista apresente um trabalho voltado para a estrutura urbana com caráter cultural, social e político do Largo da Batata. A seleção terá ainda como critérios a garantia da exequibilidade; a singularidade e a força da proposta; e a adequação ao contexto espacial e temporal da mostra.

Para Fernanda Del Guerra, diretora da Elo3 e responsável pela curadoria da exposição desde a 7a edição, “o Edital é um amadurecimento de todas as ações de valorização de novos talentos realizadas desde a primeira edição, e que impactará de forma efetiva a carreira do artista selecionado, tanto para a crítica artística quanto para o conhecimento do grande público”.

residencia

Na contramão do caos da vida moderna, uma residência artística no meio da Mata Atlântica, no litoral norte de São Paulo. O espaço recebe artistas visuais, fotógrafos, curadores, arquitetos, músicos, dançarinos e outros profissionais criativos para imersões na natureza e trocas multidisciplinares. O destino em pauta é o Kaaysá Art Residency, um espaço independente de intercâmbio artístico situado no sertão de Boiçucanga, no litoral paulista (Estrada do Cascalho, 1270), sob o comando de Lourdina Rabieh, libanesa naturalizada no Brasil, e curadoria de Lucila Mantovani.

O programa de residência Friccional – Vibratos Audiovisuais, propõe uma imersão de dez dias em Boiçucanga e reúne um grupo formado por músicos, artistas plásticos, poetas, escritores, curadores, videomakers, fotógrafos, dançarinos e atores, co-criando a partir de seus processos, uma experiência permeável e integral que amplie a percepção do público sobre a realidade sensível. O programa, dividido em duas etapas, acontece de 28 de abril a 2 de maio e de 30 de maio a 3 de junho, e trará oficinas abertas ao público.

Para participar, os residentes passam por uma seleção*, realizada por um comitê de curadores e especialistas de arte e cultura, que contempla análise de currículo e portfólio, e uma prévia do projeto a ser desenvolvido durante a residência. Os grupos são formados por profissionais de todas as nacionalidades e de diferentes áreas criativas. “A proposta é entrelaçar processos de diferentes naturezas que entre si tenham sinergias temáticas, biográficas ou gestuais” afirma Lucila Mantovani, curadora do projeto.

A estrutura da Kaaysá dispõe de espaços para uso coletivo como ateliê, estúdio audiovisual, laboratório de fotografia, biblioteca e marcenaria, além de cerca de 36 alojamentos. A curadoria ainda propõe planejamentos de atividades individuais e coletivas, com bate-papos com curadores e artistas, vivências com a população local, roteiros de trilhas para imersão na natureza local, estudos com pesquisas sobre a Mata e o Oceano Atlântico, entre outros.

“Quanto mais intercâmbios e interações, mais fértil se torna o ambiente e, consequentemente, a capacidade de produzir ideias. Estimulamos a imersão na natureza a fim de aguçar os sentidos dos profissionais, impulsionar conexões entre as diversas linguagens criativas e estreitar os diálogos sobre o processo de cada residente”, explica Lucila Mantovani.

Kaaysá – Do tupi-guarani, a palavra Kaaysá significa “aquele que vive na mata perto do mar”, uma designação legítima para a proposta do intercâmbio artístico. O projeto nasceu da idealização de Lourdina em transformar o espaço em um pólo cultural. “É uma região ainda pouco explorada culturalmente, mas com potencial para ser um centro de criação e encontro entre criadores de diversas nacionalidades. Ademais, a proximidade com a capital paulista pode trazer respiro cultural para comunidade local e vigor criativo aos residentes”, ela conta.

A primeira residente no espaço foi a nova-iorquina Nina Chanel Abney, em 2015. A artista estava de passagem pelo Brasil e foi convidada por Lourdina para passar uma temporada na Kaaysá. A experiência – uma equação da imersão na natureza e da vivência com a população local de vilas e aldeias, somada à temas comuns em sua obra, como raça, gênero e política, foi o estopim para o amadurecimento do projeto.

Em outubro de 2017, a Kaaysá abriu suas portas para um grupo de 12 mentes criativas de diferentes áreas. Da fotografia e artes visuais, participaram Alexandre Furcolin, Flávia Junqueira e Letícia Lampert; das artes plásticas, Carlos Matuck, Daniel Barclay, Marcia Rosa, Victor Leguy e o libanês Camille Kachani; e da literatura e poesia, Isadora Krieger, Julián Fuks, Laura Del Rey e Regina Valadares. Os trabalhos desenvolvidos nessa edição foram expostos na Galeria Rabieh, em São Paulo.

Lourdina Rabieh- Libanesa naturalizada brasileira, tem formação em história da arte pela tradicional Christie’s, de Londres. Durante os últimos 33 anos atuou no mercado de arte nacional e internacional organizando leilões, exposições dos mais variados artistas brasileiros e estrangeiros. Desde 2010 dedica-se exclusivamente à arte contemporânea, transitando entre Europa, Oriente Médio, Estados Unidos e Brasil.

Lucila Mantovani - Curadora, poeta e escritora, tem experiência no mercado de produção cultural e na organização de residências artísticas. É uma das integrantes do Coletivo Ágata, que pesquisa processos criativos contemporâneos.Tem formação economia (FEA-USP), com especialização em história da arte e pós graduação em formação de escritores no ISE Vera Cruz.

Preconceito e bullying são temas de novo clipe do Pabllo Vittar

A cantora Pabllo Vittar lança hoje, dia 10 de abril, o emocionante vídeo da canção “Indestrutível”. Este é o sexto e último videoclipe do disco “Vai Passar Mal” (2017).
Para o lançamento do vídeo, Pabllo fará uma live direto do escritório do Facebook, em São Paulo, com início às 17h15. Além da estreia do clipe e dos bastidores da produção, a ação tem como objetivo promover uma discussão sobre a juventude LGBT, com a temática do preconceito e do bullying nas escolas.
Os fãs poderão fazer perguntas e enviar depoimentos de superação através da hashtag #tudovaificarbem. A live contará com a participação das cantoras Mulher Pepita; Aretuza Lovi; o influencer Federico Devito; o jornalista Phelipe Cruz, editor-chefe do portal Papel Pop; a jornalista Alexandra Gurgel, do Canal Alexandrismos; além de Iran Giusti, fundador do centro de acolhimento LGBT, Casa 1. A ação irá ainda anunciar o leilão de um dos vestidos que a cantora usa no clipe de “Indestrutível”. A renda será totalmente revertida para a ONG Casa 1.
O clipe é ambientado em uma memória dolorosa de adolescência cercada pela homofobia, ódio, discriminação e intolerância. A primeira cena é mesclada com a informação, em fundo preto, que diz: “73% dos jovens LGBTs sofrem bullying nas escolas”.
Ponto central do clipe, a dor causada pelo preconceito foi a conexão principal para ligar tudo o que Pabllo viveu à história de todas as pessoas que se identificam com esses primeiros resquícios de agressão, que geralmente acontecem na escola, na adolescência.
A partir daí a narrativa caminha para a violência física, que se sobrepõe a voz de Pabllo, que canta “Eu sei que tudo vai ficar bem e as minhas lágrimas vão secar”, enquanto surge a imagem da artista que, em uma sala repleta por espelhos, traz a força da voz que representa milhares de jovens ao clamar: “Se recebo dor, te devolvo amor”.
Com direção de cena e produção de Bruno Ilogti, responsável por clipes como “Sua Cara” (Major Lazer Feat Anitta e Pabllo Vittar) e “Double Dutchess”, de Fergie, o clipe, todo em P&B, traz a narrativa ao pé do ouvido, de forma mais próxima e íntima, em planos fechados, ascendendo à superação conforme Pabllo se transforma em uma diva em cima do palco.
O garoto, que pode ter sido a artista quando jovem, aparece na plateia de seu show, agora triunfante, com sua imagem reconstruída e preparado para seguir em frente, com um discurso leve e sensível sobre superação que Pabllo declama ao final. A identificação com a mensagem é clara – e extremamente essencial: “Está na hora de transformar o preconceito em respeito!”.
O projeto conta também com o apoio da Coca Cola Brasil. A empresa colocou suas duas maiores marcas – Coca-Cola e Fanta – para combater o preconceito e reforçar seu compromisso com a diversidade e com uma sociedade mais plural.
“Essa Coca é Fanta sempre foi uma expressão usada de forma pejorativa. E nosso papel é ajudar na conscientização dos brasileiros mostrando o impacto que essas ofensas tem na vida de uma pessoa. Por isso nos juntamos a Pabllo nesse projeto para transformar o preconceito em respeito, celebrando a liberdade”, afirma Conrado Tourinho, gerente sênior de comunicação e marketing integrado da Coca-Cola Brasil.

hoje

Entre os dias 14 e 27 de Abril, o ateliê Eleonora Hsiung recebe a exposição de arte “Em ouro pecado ou rima” de Wolney Fernandes. A exposição fica em cartaz das 11h às 20h.

“Em ouro pecado ou rima” é uma exposição que reúne 15 obras do artista Wolney Fernandes no Eleonora Hsiung Ateliê. A proposta é estabelecer relações entre a natureza do sagrado e do profano tendo como base imagens de ícones religiosos e colagens que dialogam com os desenhos das joias criadas pela designer.

Wolney Fernandes é artista visual e transita pela arte guiada por imagens recortadas pelos afetos. Seu gosto pela combinação de formas produzidas em outros contextos busca um diálogo com diferentes modos de uso da imagem. É geminiano, goiano e desenha com tesoura.

Visitas

Para além dos 160 expositores entre galerias de arte e design presentes na SP-Arte/2018, o Pavilhão da Bienal recebe, ainda, uma intensa programação voltada à cultura e educação. Entre os dias 11 e 15 de abril, o Festival Internacional de Arte de São Paulo oferece 12 visitas guiadas diárias pelo Pavilhão, além de 30 lançamentos e relançamentos de livros. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

No total, serão oito roteiros, que vão se alternar durante os cinco dias de evento. São eles: Arte Contemporânea Brasileira das décadas 70/80, 80/90 e a partir de 2000, Modernismo e Concretismo, Arte Contemporânea Internacional, Mulheres na Arte, além dos circuitos dos setores curados Repertório e Solo.
Os recortes foram pensados a partir dos artistas e trabalhos levados por cada um dos expositores. As visitas terão partidas a cada 30 minutos, iniciando-se sempre 1h após a abertura da Feira, se estendendo até 1h antes de seu fechamento. Para participar, os interessados deverão se inscrever presencialmente no balcão do primeiro piso.

terça-feira, 3 de abril de 2018
sparte

A BASE participa da edição 2018 com stand inteiramente dedicado ao artista plástico pernambucano José Cláudio. Com direção de Daniel Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo, e curadoria de Clarissa Diniz, a mostra “Carimbos” homenageia os cinquenta anos da série homônima, e apresenta ao público vinte e três obras, em técnica que mistura nanquim sobre papel a partir de carimbos. Ao longo do primeiro dia da feira, a Galeria BASE também promove, em seu stand, o lançamento do livro de mesmo título.

A produção da série “Carimbos” insere-se no movimento “Poema Processo”, cujo surgimento data de 1967 a 1970, ocorrido concomitantemente em quatro estados brasileiros: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Pernambuco – cabendo a José Cláudio ser o único expoente deste último estado. “Mas seus ‘carimbos’ vão além do ‘poema processo’, podemos considerar o ato de carimbar um dos misteres da arte postal, que passou a se desenvolver em meados da década de 70″, comentam Daniel Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo.

Dentre as obras a serem expostas no stand da Galeria BASE na SP-Arte 2018, destaca-se um conjunto de livros de artista, que no dizer de Clarissa Diniz: “Abraçado pelo poema/processo, José Cláudio produziu alguns dos mais instigantes livros de artista da história da arte brasileira, articulando carimbos, desenho, colagem e técnicas de impressão. Seus livros se constituíam a partir dos acontecimentos de seu próprio processo de criação, sem roteiro prévio, incorporando acasos e abertos ao tempo”. A curadora ainda elege o “Livro de Artista nº1 com colagens/desenhos/carimbos” (1969) como um dos mais emblemáticos: “Suas páginas combinam carimbos, desenhos e colagens numa estrutura que tira partido da lógica do objeto-livro. Nele, o artista constrói imagens a partir de uma relação de sobreposição e subtração que se faz página a página, as quais recebem cortes que possibilitam que o olhar atravesse sua habitual ordinariedade. O gesto de folhear transforma as imagens e os poemas visuais ali arranjados, os quais, por sua vez, são também constituídos na apropriação de recortes de revista e de letras desgarradas de suas palavras ‘de origem’, que no livro são conectadas a linhas e a outras formas que evidenciam serem, ali, um signo de outra natureza”.

Um conjunto de obras intitulado “Histórias de um carimbo” também é apresentado aos visitantes, e, segundo a curadora: “Por meio de seu movimento, produzido no jogo entre o preenchimento e o vazio do papel, os carimbos adquirem intencionalidade e se tornam sujeitos de ações indeterminadas, porém intensas. Junto aos incontáveis poemas criados naquele período, as Histórias de um carimbo nos revelam um artista inquieto com a linguagem e suas implicações”. Acrescentam-se à exposição, obras intituladas “poemetos” datados de 1968/1969, que se incorporam ao movimento do “Poema Processo”, propriamente dito.

Acerca da produção exposta, Clarissa Diniz finaliza: “Ainda que breves, aqueles anos de trabalho repercutiram imediatamente nos artistas do poema/processo e da arte. Nem tão remotamente, reverberaram também no campo das artes gráficas. E, embora cada vez mais distantes no tempo, continuaram excitando nossos imaginários e nossas referências de liberdade e de experimentação”.

trapezio galeria

A Trapézio Galeria oferece no dia 03 de abril um bate-papo exclusivo (fechado para convidados) no atelier de Jacqueline Aronis. A artista apresentará os procedimentos da gravura em metal: impressão de uma estampa a partir da matriz gravada, além de explorar conceitos sobre o que é gravura e como se faz uma prova de artista a partir de uma matriz de metal.

Jacqueline Aronis é licenciada em Educação Artística pela Fundação Armando Álvares Penteado- FAAP, especializou-se em gravura no Programa de Pós-Graduação da Slade School of Fine Art, University College London- UCL, em Londres e é doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo- ECA-USP.
Lecionou no Instituto Europeu de Design- IED e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Escola da Cidade de São Paulo- AEAU. Reside e trabalha em São Paulo, onde ministra cursos de desenho em ateliê próprio há 18 anos. Desde os anos 1980 expõe seu trabalho regularmente no Brasil e no exterior.
Sua obra está presente em importantes acervos, tais como MAC-USP (São Paulo), Instituto Itaú Cultural (São Paulo), Portland Art Museum (Oregon, EUA), Sapporo International Print Biennale (Japão), Museu Nacional de Belas Artes de Havana (Cuba), Fundación CIEC, Corunha (Espanha).

Longa traz reflexão sobre como a poluição do Rio Pinheiros

Os sentimentos têm grande poder sobre nós, mas o que não sabemos é como essas emoções refletem no cuidado da nossa cidade. Para promover essa reflexão popular, é lançado o DETOX SP, um longa metragem com um novo olhar a respeito da nossa relação com as águas. O filme sugere uma mudança de pensamento em nós e consequentemente nos nossos rios e onde moramos. Além disso, traz problemas, discussões, soluções e projetos como o Museu da Água.
O projeto conta com a participação de grandes nomes como Sri Prem Baba, Líder Humanitário e Mestre Espiritual; Monja Cohen, Líder Budista;Stela Goldenstein, Diretora da ONG Águas Claras do Rio Pinheiros e José Bueno, Co-Criador da Iniciativa Rios e Ruas. Entre as opiniões presentes, José Bueno fala sobre como os rios são um espelho do ser humano. “Quem está doente não é o rio, somos nós. Eu olho para o Rio Pinheiros, Rio Tietê e não os vejo doentes, vejo a cidade doente, eu vejo pessoas doentes”, argumenta.
Produzido por Felipe Kurc e Rodolfo Amaral, o filme foi realizado por meio de financiamento coletivo e com apoio da empresa de purificadores de água Europa. A ideia é começar a conscientização para o assunto, sugerir uma mudança em nós e consequentemente nas nossas águas e nossas cidades. “Tudo aconteceu quando me mudei a um local com vista para o Rio Pinheiros e refleti sobre a situação da cidade com aquele rio poluído”,explica Amaral. “Queremos que o projeto continue em fluxo para que as pessoas criem consciência da importância da colaboração de cada um”, completa.
Já para Kurc, o longa metragem trouxe outra visão sobre o assunto para sua vida. “O processo de criação desse filme foi um grande aprendizado. Cada entrevistado me ensinava algo diferente, principalmente sobre como nós poluímos os nossos pensamentos, emoções e como isso reflete fora de nós. O rio é um exemplo com toda a sujeira e falta de fluxo”.
O DETOX SP estará disponível no NOW (NET), itunes e Google Play.

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Seguindo a tendência das Block Parties, festas que fecham as ruas para receber o público e celebrar a cidade ao ar livre, o Heineken Block é a iniciativa escolhida para dar vida à campanha da marca intitulada Cities, além de oferecer shows musicais e festas em um local inexplorado, o Heineken Block convida o público a transformar positivamente a cidade a partir de pequenos atos. Esta inspiração se desdobra, por exemplo, no convite a diversos artistas plásticos que irão realizar intervenções de arte na Vila durante os quatro finais de semana do evento. Com diferentes vertentes artísticas, cinco nomes foram convidados para ressignificar a Vila dos Ingleses: Alê Jordão, Zeca Gerace (Xingu), Marina Rodrigues, Tiago Mordix e Carol Murayama.

O projeto também contará com a produção do maior painel de arte colaborativa em um prédio no Brasil. O público será convidado a criar sua arte em lambe-lambes nos dias do Heineken Block que no último fim de semana do projeto serão combinados pelo coletivo de arte SHN e, então, instalados em uma grande empena ao lado da Vila dos Ingleses. A obra de arte colaborativa ficará como legado para a cidade de São Paulo e homenageará a origem da arte urbana no Brasil. “A arte é uma das mais poderosas formas de transformação social e urbana. Contar com o talento deles e da participação do público do Heineken Block para a criação de um legado para São Paulo é uma forma de mostrarmos como acreditamos que as marcas podem ir além e se unir aos seus consumidores para criar algo que transforme a cidade”, conta Vanessa Brandão.

Quando finalizada, no último dia do evento, 11 de março, a instalação será conhecida como o maior painel de arte feito em colaboração com o público em um prédio no Brasil. O SHN é um coletivo que existe desde 1998, composto pelos artistas André Ortega, Daniel Cucatti, Eduardo Saretta, Haroldo Paranhos, Kleber Botasso, Marcelo Fazzolin e Rogerio Fernandes. O SHN foi pioneiro em transformar espaços públicos das cidades, a partir da colagem de serigrafia, lambes e stickers, gravuras e pôsteres exaustivamente repetidos, instalados nas ruas de São Paulo. O objetivo é a intervenção por meio da linguagem lúdica e bem-humorada.

quinta-feira, 1 de março de 2018
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O Ministério da Cultura (MinC) vai investir R$ 16 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) no apoio à realização de festivais, mostras, premiações, eventos de mercado e ações de promoção e difusão da produção audiovisual brasileira em 2018. As inscrições de eventos começam nesta quinta-feira (1) e seguem até setembro de 2019. O edital integra o Programa #AudiovisualGeraFuturo, o maior já lançado pela Pasta em volume de recursos e de projetos, com R$ 80 milhões para 11 editais.

“Com este edital, o Ministério da Cultura inaugura uma linha de fomento do Fundo Setorial do Audiovisual voltada à realização de festivais, mostras e eventos do audiovisual, que são parte fundamental da cadeia produtiva do setor, com grande potencial de movimentar a economia”, destaca o secretário do Audiovisual do MinC, João Batista Silva. “Esses eventos, tanto no Brasil como no exterior, são plataformas cruciais para a realização de negócios e difusão da produção nacional, assim como para atualização de tendências e referências da indústria audiovisual mundial”, completa.

Um dos diferenciais do edital de apoio a mostras e festivais é a distribuição regional de recursos, de maneira a estimular o apoio a eventos realizados fora do eixo Rio de Janeiro – São Paulo. No mínimo 30% dos recursos deverão ser destinados a projetos de empresas sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e pelo menos 20% a projetos provenientes da região Sul e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

“Por ser um edital de fluxo contínuo, sem caráter concorrencial, há uma alocação de recursos de forma mais efetiva e um melhor acompanhamento de resultados”, aponta Silva.

Podem participar do edital festivais e mostras audiovisuais com, no mínimo, cinco edições já realizadas, não necessariamente ininterruptas; festivais e mostras audiovisuais cujos eventos já tenham, no mínimo, duas edições realizadas e sejam apresentadas sob chancela do Poder Executivo municipal; eventos de mercado audiovisual e premiação já constituídos; e ações de promoção/difusão audiovisual associadas a eventos internacionais reconhecidos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) em cujas edições o Brasil seja homenageado ou representado por delegações do setor audiovisual. Poderão entrar com propostas empresas ou instituições com fins lucrativos que estejam classificadas como agentes econômicos brasileiros independentes pela Ancine, com registro regular.

O edital de apoio a mostras e festivais integra o programa #AudiovisualGeraFuturo, lançado no último dia 7 de fevereiro, em Brasília. Serão disponibilizados R$ 80 milhões para cerca de 250 projetos, voltados ao desenvolvimento, produção e difusão. Em todos os editais serão utilizados indutores para promover a inclusão e reduzir as desigualdades no setor audiovisual.

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A Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, que acontecerá entre os dias 26 de maio e 25 de novembro no famoso parque Giardini, no Arsenale e em outros lugares da cidade italiana, contará com a apresentação de dois projetos concebidos em madeira do Brasil, o Edíficio Amata e Moradias Infantis. O Amata é o primeiro edifício brasileiro de madeira em altura, e será erguido até 2020. Já o Moradias Infantis foi erguido na zona rural de Formoso do Araguaia, a 320 quilômetros de Palmas, para servir de dormitório para crianças do projeto educacional Escola da Fazenda Canuanã, e tem assinatura dos escritórios Rosembaum e Aleph Zero.

A madeira é uma aposta para o presente e futuro. Além de natural, renovável e econômica também é resistente, durável, contemporânea e a prova de fogo – ou seja, possui todas as características para substituir os materiais poluentes utilizados na construção civil. Estruturas em madeira criam ambientes saudáveis e espaços de alta qualidade que promovem uma sensação de bem-estar.

Cada 1m³ de madeira reflorestada é capaz de absorver em média uma tonelada de CO² do ambiente, o que vem de encontro com a proposta assinada pelo Brasil durante a 21ª Conferência do Clima (COP 21), realizada em dezembro de 2015, em Paris, que promete reflorestar 12 milhões de hectares e reduzir em 43% a emissão de gases do efeito estufa até 2030. Essa é uma solução para ajudar a resolver um problema crônico da indústria da construção, que hoje é responsável pela emissão de quase metade do dióxido de carbono do mundo.

O Edifício Amata foi selecionado para a mostra “Muros de Ar”, que incluiu outros 16 projetos brasileiros selecionados pelos curadores entre 289 inscritos. Com o tema FREESPACE, a mostra “Muros de Ar” tem curadoria do coletivo de arquitetos selecionados pela Fundação Bienal de São Paulo: Gabriel Kozlowski, Laura González Fierro, Marcelo Maia Rosa e Sol Camacho e acontece no Pavilhão Brasil, no parque Giardini. O critério para a escolha dos projetos foi utilizar a arquitetura como instrumento de mediação de conflitos, transições entre os domínios públicos e privados e conexão de tecidos urbanos distintos.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
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Nos dias 24 e 25 de fevereiro, a JAPAN HOUSE São Paulo realiza em parceria com o Consulado-Geral do Japão em São Paulo, uma série de atividades com a designer gráfica japonesa, Risa Kojo. Com a finalidade de ressaltar o Japão contemporâneo, durante o último final de semana de fevereiro, serão oferecidos palestras, workshops e uma exposição exclusiva. Todas as atividades têm o objetivo de proporcionar vivências com o design nipônico tradicional, porém com nuances vanguardistas.

A primeira visita de Risa Kojo ao Brasil é promovida pelo Japan Brand Program, iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo do Japão (MOFA).

Com 11 peças únicas, a exposição visa transmitir como o tradicional design japonês e sua respectiva concepção tem sido representado na atualidade. Tal apresentação será realizada por meio de 11 peças, que incluem o universo do quimono, de suas estampas e de moldes usados para seu tingimento; algumas apresentações do kiri-ê, uma espécie de recorte extremamente sofisticado feito no papel; e exemplares de Noren, um tipo de cortina muito presente na entrada dos estabelecimentos japoneses. A mostra conta ainda com painéis explicativos sobre métodos milenares de tingimento usando moldes como ferramenta. Entre elas, a “katazome”, uma técnica feita com o papel washi, uma das poucas que ainda se mantém viva no mundo.

Complementando a série, dia 24, serão realizadas duas atividades com Risa Kojo: às 14h, a designer ministra palestra sobre a singularidade do tradicional design concebida pelas quatro estações do Japão, abordando ainda a forma como os trabalhos manuais são projetados no futuro. Já às 16h, será realizado um workshop de Kiri-ê para ensinar a confecção de cartões comemorativos com o papel base “shibugami”. Esta atividade também será realizada no domingo, dia 25, às 11h e 15h. Os interessados em participar da palestra e workshop deverão retirar senhas na recepção da JAPAN HOUSE São Paulo, uma hora antes de cada evento.
Graduada pela Escola de Artes Visuais (BFA) em 2004, Risa Kojo iniciou sua atuação como designer freelance, em Nova York. Atualmente, vive e trabalha em Tóquio, Japão. Em 2011, ela conheceu os artesãos japoneses, Shiro Nakano, um tintureiro “wasarasa”; Isao Uchida, fabricante de estêncil e o Sr. Masao Aida, o dançarino de kimono “edo-komon”, este acontecimento marcou sua carreira e transformou sua percepção com relação ao design. Atualmente, seus trabalhos envolvem a responsabilidade de transmitir o legado histórico do artesanato para as próximas gerações.

O Japan Brand Program, iniciativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros do governo do Japão (MOFA), que visa promover a variedade de encantos do Japão, incluindo tradição, formação cultural e valores únicos que compõem a sociedade japonesa moderna. O programa busca compartilhar valores e experiências por meio de workshops, seminários e palestras de profissionais japoneses com atuações relevantes em vários segmentos, com o objetivo de nutrir o interesse nas atrações do Japão, bem como cultivar uma melhor compreensão da cultura japonesa. Além disso, espera-se que o Japan Brand Program se torne um catalisador para relações internacionais com indivíduos que partilham valores comuns, bem como na promoção de intercâmbio econômico entre países.

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“Arquivo Bijari 1997-2017”, mostra retrospectiva que celebra os 20 anos do coletivo Bijari segue aberta ao público até o próximo dia 2 de março na galeria Anti-Pop em Pinheiros. A entrada é gratuita e o horário de visitação é de segunda a sexta-feira das 10 às 18 horas.

O espaço, inaugurado em dezembro para abrigar a exposição com 40 obras, conta também com a inédita “Citações de Prateleira” (foto acima) na qual citações sobre o pensamento utópico dos anos 60 são aplicadas a banners promocionais de supermercado.
Segundo Maurício Brandão, sócio e artista do Bijari, além de marcar a data simbólica de duas décadas de existência do coletivo, “Arquivo Bijari” leva ao público questões atuais sobre as dinâmicas de poder na construção do espaço urbano e a possibilidade da arte intervir nesses processos e nas suas narrativas.

Localizada em um dos bairros mais movimentados da capital, a galeria também servirá como ponto de encontro para veiculação de projetos de arte pública, conversas e projeções relacionadas ao tema, oferecendo ao público mais uma opção democrática de lazer.
Ainda na entrada da Anti-Pop o visitante é convidado a conhecer a obra “Natureza Urbana” em que um carro abandonado foi transformado em jardim.

O Bijari conta com trabalhos expostos em locais como a Kollective Kreativitat em Kassel-Alemanha, no Palais de Glace, Buenos Aires, em Medellin na Colômbia e na Creative Time em Nova York. Em 2017 o grupo esteve com a obra “Contando con Nosotros” na LA/LA Pacific Standard Time em Los Angeles.

Fazem parte da exposição desde peças gráficas para lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
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O cantor Jean William – estrela da música lírica brasileira que se tornou conhecido com o apoio do maestro João Carlos Martins – e o grupo Jazz Trio, apresentam o show “Tonight” no dia 22 de fevereiro, quinta-feira, às 20h30, no Teatro J. Safra. Luciana Mello fará uma participação especial cantando algumas músicas ao lado de Jean.
No repertório serão apresentadas releituras de grandes obras norte americanas, de compositores como Leonard Bernstein e George Gershwin, escritas para ópera e musicais da Broadway. As canções retrataram as lutas sociais de latinos e negros nos Estados Unidos, revolucionando a música de sua época.
O nome do espetáculo é uma homenagem à canção de mesmo título, do compositor Leonard Bernstein, que passou a ser reconhecido mundialmente depois de compor o repertório do famoso musical da Broadway “West Side Story Broadway”.

Em sua carreira, o cantor Jean William já conquistou inúmeros feitos. Integrou o projeto Vocalia, de Milão, apresentou-se na visita do Papa Francisco ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude e em grandes festivais, como o Festival Internacional de Música de Campos do Jordão.
Este espetáculo musical é patrocinado pelas empresas SuperBAC e Geolab, produzido pela D’color Produções Culturais, com assessoria cultural da AT Cultural e viabilizado pela Lei Rouanet de incentivo à cultura. Os ingressos serão vendidos na bilheteria do Teatro, na sede do Instituto Horas da Vida e pelo site Compre Ingressos. Toda a renda do projeto será revertida para as atividades do Instituto.

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Chamado Ocupação, o primeiro projeto do Red Bull Station em 2018 tem a intenção de fomentar a criatividade de artistas e coletivos da cidade, proporcionando a eles uma imersão em um dos ateliês que estão instalados dentro do prédio histórico em que funciona o local, no centro de São Paulo.

São quatro vagas para artistas, coletivos (de até cinco pessoas), grupos de estudos, criativos, gestores e/ou produtores culturais, que devem se inscrever até o dia 22/01 via Red Bull Tickets. Os selecionados, poderão usufruir da estrutura do Red Bull Station de 1º de fevereiro de 2018 até 28/2 e, ao final do período, participam de uma encontro público e compartilhamento dos projetos desenvolvidos. Além do espaço individual, os participantes poderão utilizar os ateliês colaborativos –um digital e o outro analógico– além de outros recintos do prédio.

Para se inscrever é preciso preencher uma ficha, explicando um pouco do projeto e das intenções com o trabalho. A lista com os artistas selecionados para ocupar o Red Bull Station em fevereiro será divulgada no site em 26/01, sexta-feira.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
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Até o dia 18 de dezembro, Miami recebe a primeira edição norte-americana da CASACOR, maior evento de Arquitetura e Design da América Latina. Com cerca de 20 ambientes, a mostra ocupará três penthouses dentro de uma das torres residenciais do grande empreendimento imobiliário Brickell City Centre.
Convidado para ambientar o hall de acesso da mostra, Paulo Alves apresenta a força das raízes brasileiras ao combinar suas criações à arte modernista de Tarsila do Amaral. Esta é a oportunidade para que os norte-americanos que visitam o evento conheçam o trabalho da artista, que em 2018 será homenageada com uma exposição inédita no Instituto de Arte de Chicago e no MoMA, de Nova Iorque. No espaço “Tarsila Hall”, a mescla entre o traço do designer e as cores vivas da pintora emociona e exala a cultura e a natureza do país canarinho em todos os detalhes. Vegetação exuberante, céu aberto, terra fecunda e pele vermelha se misturam às formas de morar e viver na cidade e no campo.

A tapeçaria exclusiva da by Kamy expressa o olhar do modernismo sob a história do Brasil através de importantes obras de Tarsila, como Abaporu, Antropofagia, Palmeiras, E.F.C.B., Morro da Favela, Passagem de Nível III, O Porto e O Lago. As peças têxteis seguem expostas pelas paredes e são concebidas manualmente por artesãos chineses especializados em arte. Já no mobiliário, a forma escultural representa a riqueza da floresta nativa e a diversidade das madeiras pela combinação dos traços de Hugo França e Paulo Alves, este responsável também por conceber com expressão a identidade do espaço.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
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Com curadoria de Susana Barbosa, diretora de redação, livro reúne fotos de street style das principais capitais da moda pelas lentes de Leo Faria

Já no aquecimento da comemoração de seu aniversário de 30 anos celebrado em 2018, a ELLE Brasil lança seu primeiro livro. Intitulado Street Style Book – Moda em Movimento (Editora Abril), a nova publicação reúne imagens de street style de fashionistas a personagens anônimos que prenderam a atenção do fotógrafo Leo Faria nas ruas das principais capitais da moda.
Em um mundo com tantas pautas urgentes a roupa é também uma ferramenta poderosa de expressão. O olhar dos fotógrafos de street style se voltou para o estilo pessoal e intransferível de cada personagem retratado. Nos looks há espaço para o protesto, a ironia e para questões complexas como identidade e gênero.

Leo, que em 2016, recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo de Melhor Fotografia de Moda, assina com frequência editoriais para a revista ELLE e há quatro anos vem se dedicando a registrar imagens desse universo que se tornou essencial para o business das marcas, alavancou uma geração de blogueiras e personalidades e, de certa forma, transformou a imagem de moda em algo mais acessível, feito a céu aberto e ao alcance das mãos.
Com curadoria da diretora de redação da ELLE, Susana Barbosa, o novo livro viaja pelas ruas de Nova Iorque, Londres, Milão, Paris e São Paulo, essa última, a mais novata entre as cidades que viram na moda uma ferramenta importante em termos de mercado e criatividade. Os textos são de Vivian Whiteman e a direção de arte de Lucia de Menezes Farias.
O livro poderá ser encontrado a partir de hoje, 8 de dezembro, nas principais livrarias do Brasil.
A equipe ELLE e Leo Faria se reúnem ainda na próxima quarta-feira, dia 13, a partir das 19h, na Livraria Cultura, no Shopping Iguatemi, em São Paulo, para celebrar o lançamento do livro em evento aberto ao público.

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Em sua produção, Sandra Mazzini investiga um tema caro à história da arte: a paisagem. Consagrado pelos pintores holandeses no século XVI, o gênero passou por inúmeras transformações, chegando a ser deixado de lado por parte da arte conceitual, para emergir novamente na produção de artistas contemporâneos como o alemão Anselm Kiefer e o brasileiro Paulo Pasta. É a partir desse contexto de renovação da paisagem que Mazzini concebe suas pinturas, exibidas em sua primeira individual na Janaina Torres Galeria, em São Paulo.

Intitulada Como os rios correm para o mar, a mostra reúne cerca de dez obras produzidas nos últimos anos. Nos trabalhos, é possível identificar elementos figurativos que são sobrepostos por formas geométricas, numa espécie de “quebra-cabeças”, como define Sandra: “A pintura é uma técnica complexa que possibilita vários desdobramentos de sentidos. Nas minhas obras, há várias pinturas dentro de uma só. É uma espécie de trama composta por unidades autônomas”.

Para o artista Sergio Romagnolo, que assina o texto de apresentação da mostra, a produção de Sandra exige que o público tenha um olhar ativo. “As manchas coloridas, em alguns momentos, quase abstratas, se juntam e formam paisagens complexas. As pinturas de Sandra ativam a visão, fazem o observador se aproximar da tela, ver as bordas e depois se afastar novamente na tentativa de ver mais longe”.

Nesse jogo de ótica, as obras se distanciam de uma representação realista, apresentando uma paisagem fragmentada. Familiarizada com o trabalho de Sandra, a artista Leda Catunda afirma que suas obras trazem uma “visão poderosa, alterando o real para em seguida reapresentá-lo repleto de nuances particulares e vibrações improváveis”.

Todos os trabalhos expostos são figurativos, retratando elementos da natureza. São árvores, folhas e flores que emergem nas pinturas de Sandra, que tem como grande referência os artistas Luiz Zerbini e Ana Elisa Egreja. “Aos poucos, as plantas se tornaram o tema central da minha produção. Elas acrescentam movimento ao trabalho, rompendo com a rigidez das formas geométricas”, conta.

Esse olhar bucólico é inspirado nas memórias familiares da artista, cujos avós eram agricultores em Ibiúna, no interior de São Paulo. Na tela Mangueiras e Barranco em Ibiúna, por exemplo, ela representa uma árvore, cujos frutos estão escondidos por sacos. A técnica era empregada pelos seus avós para proteger as mangas dos insetos e acelerar o seu amadurecimento. Lembrança afetiva, o cenário rural aparece em grande parte das obras, configurando “um mundo introspectivo, caseiro e silencioso”, como afirma Romagnolo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
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A Verve Galeria inaugura sua primeira pop-up internacional, em parceria com a Curator’s Voice Art Projects em Wynnwood, distrito das artes de Miami – EUA, exibindo “Surround”, do artista brasileiro radicado em Nova York Michael Drumond, sob curadoria de Milagros Bello. Composta por 05 obras da série “Surround” – em técnica que combina pintura e fotografia -, a exposição trata da abstração de diferentes estados psicológicos do artista, que revisita momentos originalmente obscuros de sua trajetória, transformando-os em trabalhos caracterizados por sentimentos de beleza e redenção.

Selecionados pela curadora Milagros Bello, os trabalhos ocupam uma sala da galeria em Wynnwood e são impressos em chapas de alumínio de grandes dimensões, no intuito de trazer a experiência imersiva ao espectador, sobre as quais são realizadas as intervenções em tinta esmalte high gloss precisamente pintadas. A série “Surround” explora o grande interesse de Michael Drumond por temas psicológicos, e vem sendo elaborada ao longo dos últimos dois anos, em constante “metamorfose” visual. Nas palavras do artista: “Além da questão conceitual, minhas obras incorporam pesquisas técnicas próprias da nova geração de artistas, em que as linguagens se fundem e a tecnologia tem papel fundamental na metodologia e no processo de produção da obra de arte”.

O projeto acontece durante a Miami Art Week, que reúne as feiras Art Basel Miami Beach, Untitled, Scope, entre outros eventos paralelos, e atrai pessoas de todas as partes do mundo para a cidade, festejando o fim do calendário do circuito internacional das artes. “Esta iniciativa é o primeiro passo no projeto de internacionalização da galeria, que já representa artistas estrangeiros e propõe o constante intercâmbio de artistas brasileiros em projetos no exterior”, comenta Allann Seabra, que representa Michael Drumond no Brasil pela Verve Galeria.

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Na 16ª edição da Art Basel Miami Beach, o público poderá conferir de perto o universo criativo de Wesley Duke Lee (1931-2010). Durante os quatro dias de duração da consagrada feira – de 7 a 10 de dezembro – a Ricardo Camargo Galeria, em parceria com a Almeida e Dale, expõe nove obras do artista, entre colagens, pinturas e uma instalação. Expoente da Nova Figuração no Brasil, Duke Lee é reconhecido internacionalmente por uma obra múltipla e irreverente.

Os trabalhos selecionados, que mostram as várias técnicas empregadas por Duke Lee ao longo de sua trajetória, estarão no setor histórico da feira. Intitulada The Survey, a seção, presente nas últimas quatro edições do evento, reúne obras paradigmáticas da arte no século XX. O espaço expositivo da galeria será ambientado com pertences pessoais do artista: tintas, pincéis, fotos, móveis e objetos colecionáveis darão ao visitante a sensação de estar em seu ateliê.

Dentre as obras de Duke Lee que serão apresentadas, está a icônica instalação O/Limpo: Anima, iniciada em 1971. O trabalho é composto por um conjunto de objetos de papel machê, metal, tecido, madeira, plástico, ferro, palha, pedra, osso e um espelho em que o espectador vê a si mesmo. Com referências à mitologia grega, a instalação foi aumentando de tamanho ao longo da vida do artista, que costumava inserir novos objetos à obra.

A tela A iniciação do mito de Narcissus (1981) traz um retrato da atriz Sônia Braga, de quem o artista era fã. “No quadro, usei a curva francesa para expressar a sensualidade da atriz; os pontos cardeais indicam que ela não se enquadra, se amplia sempre e tem um espaço a tomar”, descreveu Duke Lee.

Outro destaque é The Zone: I Ching (1964), que o pintor apresentou em 1965, na Tokyo Gallery, no Japão. O país nipônico foi bastante importante na trajetória de Duke Lee, que viveu durante oito meses na região, após ser premiado na VIII Bienal de Tokyo – a máscara prêmio que recebeu na ocasião também será apresentada na feira de Miami.

Cosmopolita, Wesley Duke Lee também passou temporadas nos Estados Unidos e na Europa, implementando aqui algumas ideias de vanguarda. Em 1963, por exemplo, causou um grande impacto no mundo das artes, quando apresentou o primeiro happening do Brasil. No lendário e já extinto João Sebastião Bar, o artista expôs a Série das Ligas – conjunto de desenhos eróticos barrado por museus e galerias da época. Com as todas as luzes do bar apagadas e em meio a uma performance realizada por uma bailarina, a multidão presente pode contemplar os trabalhos vetados com o auxílio de lanternas.

Na Bienal de Veneza de 1966, o artista apresentou Trapézio ou Uma Confissão, aquela que foi considerada a primeira obra ambiental realizada no Brasil. Também na década de 1960, Duke Lee fundou, ao lado de Geraldo de Barros e Nelson Leirner, o icônico Grupo Rex, coletivo que questionava o sistema da arte em plena ditadura militar.

A presença de Duke Lee na feira dialoga com um movimento de revalorização de sua obra. Em 2015, o galerista Ricardo Camargo realizou uma mostra individual do brasileiro; paralelamente, inaugurou, junto com Patrícia Lee, sobrinha do artista, o Wesley Duke Lee Art Institute, casa-museu que abriga móveis, gravuras, telas, fotos e objetos pessoais do pintor. No mesmo ano, sua obra também foi incluída na mostra The World Goes Pop, na Tate Modern.

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A Galeria Houssein Jarouche exibe “Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche”, com curadoria de Luisa Duarte. A mostra abre 30 de novembro de 2017, quinta-feira, às 19h. Composta por 24 obras de Ann Hamilton, Ed Ruscha, Frank Stella, Iran do Espírito Santo, Ivan Serpa, Judith Lauand, Luiz Zerbini, Max Bill, Rodrigo Torres, a exposição sinaliza um olhar histórico que ultrapassa o movimento pop art, do qual é composta a maior parte do acervo do galerista, dando destaque à produção de caráter construtivo e abstrato-geométrico.

Tendo surgido após o auge do expressionismo abstrato, a pop art utiliza a sociedade de consumo do pós-guerra como crítica e, por vezes, ironia. As obras selecionadas para a nova exposição da Galeria Houssein Jarouche são produzidas logo após a arte pop, entre os anos de 1960 e 1970. “Se na arte pop temos uma atmosfera ruidosa, marcada por um excesso imagens, cores e referências a um universo amplo de signos que acompanham o cotidiano da vida nas cidades, a produção vista em ‘Antes e Depois da Imagem – Um Olhar Sobre a Abstração Geométrica no Acervo Houssein Jarouche’ tem como origem o concretismo, um tipo particularmente rígido de abstração geométrica que se desenvolveu na Suíça, no meio do século XX, tendo Max Bill (1908- 1944) – presente na mostra com uma série de serigrafias – como uma de suas figuras centrais”, comenta a curadora Luisa Duarte.

Na direção contrária da carga imagética própria à arte pop, a ideia é voltar o olhar para uma parcela do acervo da galeria cujo conteúdo demonstra a economia de gestos, apostando, assim, na vocação de amplitude da Galeria Houssein Jarouche para também sugerir pausa, silêncio e vazios. Como conclui a curadora: “Não como sinônimos de passividade, mas como espaços abertos para um olhar e uma escuta atentos para o mundo ao nosso redor”.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017
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A Converse, uma das marcas mais originais e presentes na moda e no street style mundial, participa de uma ação inédita: a exposição do segundo volume da saga de ficção científica nacional SCI-FI PUNK PROJECTS. Na história em quadrinhos, o personagem central da trama, o rockstar Caohell, estrela suas aventuras calçando o icônico Chuck Taylor branco.

O modelo da Converse que comemora 100 anos faz parte da mostra que acompanha o lançamento da Graphic Novel, além de estar presente numa série limitada de 50 pares customizados pelo criador da saga, Martielo Toledo, que serão vendidos com exclusividade na Footbox Store, loja do Cartel 011.
A saga consiste em uma trilogia de ficção científica no formato de Graphic Novel – uma longa história contada por meio de arte sequencial – retrô-futurista, publicada pela Devir Livraria, que traz referências ufológicas, esotéricas, misticismo, cosmologia, moda e rock´n roll. A estética gráfica do projeto é inspirada em fanzines e posters de bandas punks como: Sex Pistols, The Clash, Ramones e Misfits.

A exposição que acompanha o livro 2 ficará em cartaz na galeria do Cartel 011, entre os dias 23 de novembro e 03 de dezembro. A mostra será composta por esculturas, objetos, bandeiras, adornos, figurinos, posters, vídeos produzidos pela produtora Tanto Expresso e trilha sonora composta pelo DJ e produtor Anderson Noise.

Além disso, o Cartel 011 terá uma coleção cápsula de camisetas com estampas alusivas ao livro 2, criadas por Martielo em parceria com a marca de streetwear Nephew Clothing. Acompanha o material de divulgação do lançamento, um editorial “SCI-FI PUNK”, de fotos clicadas pelo fotógrafo Fernando Schlaepfer, da Rede “I HATE FLASH”.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017
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No dia 2 de dezembro, o Red Bull Station recebe a sétima edição do Lambes na Laje, plataforma que fomenta e
difunde o formato lambe-lambe por meio de feira, oficinas, palestras e espaço de produção e discussão com artistas. Com curadoria de Nancy Betts junto à equipe Lambes na Laje e realização da produtora MOVA, o evento toma conta de todos os andares do prédio durante um dia inteiro: das 11h às 22h.

Este ano, além de reunir mais de 70 artistas oferecendo suas obras a preços que vão de R$ 25 a R$ 125 na já tradicional feira de lambes (selecionados por inscrições), o evento organiza, ainda, a oficina aberta chamada “Lambe-Letras”, ministrada pela gráfica Fábrica. Nela, os participantes poderão criar seus próprios cartazes utilizando sets tipográficos compostos por carimbos e tipos móveis. Os interessados devem se inscrever na hora.

Segundo a curadora Nancy Betts, a ideia de criar a feira há sete anos surgiu de um gosto antigo de trabalhar com artistas jovens e com uma linguagem artística que ainda era bem pouco conhecida. “Nesses sete anos, muita coisa mudou. Saímos de um espaço pequeno para um bem maior e temos muito mais artistas, jovens e mais velhos, interessados em fazer esse tipo de arte. Além disso, há um interesse maior de pessoas que consomem formas artísticas que fogem do mainstream”, diz. Outra vantagem de ter uma feira de lambes é a democratizar o acesso à arte. “Os lambes são baratos. É muito fácil levar o seu pedaço de arte para casa”, finaliza.

Como um dia inteiro de atividades pede também uma pausa para recarregar as energias, o Red Bull Station preparou uma feirinha com comidinhas na laje comandada pelo Coletivo P.U.R.A. em parceria com o projeto Comida Invisível. Eles oferecerão quitutes como um hambúrguer de kafta com salada (R$ 18), os chips de batata doce orgânica (R$ 5) e os cookies de maracujá com banana e castanhas (R$ 5). O combo com os três sai por R$ 25. Completam o line-up
gastronômico os sandubas do Mano Sanduíches (o de salmão defumado, pepino e coalhada custa R$ 22) e as guloseimas veganas do Move Institute, como o hambúrguer de espinafre e linhaça com molho de rúcula, bacon vegano, alface, tomate e cebola, a R$ 18.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017
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A Galeria Luisa Strina tem o prazer de anunciar a exposição individual de Fernanda Gomes (Rio de Janeiro, 1960). Em sua oitava mostra na galeria, a artista apresenta trabalhos recentes e inéditos, prosseguindo sua pesquisa singular que engloba pintura e escultura, luz e espaço. A abertura é quinta-feira, 23 de novembro, 19h às 21h

Entre exposições individuais recentes a artista participou de Alison Jacques Gallery, Londres (2017); Peter Kilchmann, Zurique (2015); Galeria Luisa Strina, São Paulo (2014); Centre International de l’art et du Paysage, Vassivière, França (2013); Alison Jacques Gallery, Londres (2013); Museu da Cidade, Lisboa (2012), Galerie Emmanuel Hervé, Paris (2012); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2011), Centro Cultural São Paulo, 2011.

Exposições coletivas recentes incluem: 35o Panorama da Arte Brasileira, MAM Museu de Arte Moderna, São Paulo (2017, até 17 dez ); Ready Made in Brasil, Centro Cultural Fiesp, São Paulo (2017, até 28 jan ); OSSO – Exposição-apelo ao amplo direito de defesa de Rafael Braga, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2017); “Doubles, Dobros, Pliegues, Pares, Twins, Mitades”, The Warehouse, Dallas (2017); “Third Mind. Jiri Kovanda and (Im)possibility of a Collaboration”, Galeria Nacional, Praga (2016); “Cut, Folded, Pressed & Other Actions”, David Zwirner, Nova York (2016); “Accrochage”, Punta della Dogana, Veneza (2016); “Imagine Brazil”, DHC/ART, Montreal (2015), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2015), Musée d’Art Contemporain de Lyon (2014), Astrup Fearnley Museum, Oslo (2013); “Une histoire, art, architecture et design, des années 80 à aujourd’hui”, Centre Pompidou, Paris (2014); 13a Bienal de Istambul, Turquia (2013); 30a Bienal de São Paulo, Brasil (2012).

Coleções públicas das quais seu trabalho é parte incluem Centre Pompidou, França; Tate Collection, Inglaterra; Art Institute of Chicago, EUA; Miami Art Museum, EUA; Fundación/Colección Jumex, México; Fundação Serralves, Portugal; Museum Weserburg, Alemanha; Vancouver Art Gallery, Canadá; Centre National des Arts Plastiques, França; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017
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No dia 21 de novembro de 2017, a Japan House São Paulo abre a exposição “Futuros do Futuro”, sua última exposição do ano, assinada pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto, em cartaz até 14 de fevereiro. Com produção de TOTO GALLERY · MA, de Tóquio, a mostra é composta por painéis e pequenas maquetes que retratam parte do trabalho deste que é um dos nomes mais inventivos e aclamados da arquitetura internacional.

A exposição retrata a ambiguidade presente no trabalho do arquiteto japonês de 46 anos, nascido em Hokkaido, atualmente morador de Tóquio. Natural de uma cidade cercada por natureza, Sou Fujimoto encontrou no contraste das estreitas ruas da capital e suas pequenas e características casas, a essência de seu estudo sobre projetos arquitetônicos, como a relação entre os espaços internos que se confundem com os externos, como quintais que se assemelham com ruas e ruas que são ocupadas como quintais.

No térreo, o tema “Arquitetura Está em Toda Parte” mostra 70 peças que propõem uma aproximação com o público em geral e uma experiência de pensamento sobre novas possibilidades de uma “arquitetura a ser encontrada”. Neste momento, simples parafusos ou caixas de fósforos são retratados como inimagináveis potenciais arquitetônicos. Aqui, temos maquetes que surgem do inusitado e interessante”, declara Sou Fujimoto.

No segundo andar, o tema “Futuros do Futuro” mostra 50 peças e 20 painéis de trabalhos antigos e recentes do arquiteto. Neste panorama, que apresenta maquetes de projetos icônicos e outros que ainda estão em andamento, é possível observar a proposta de Sou Fujimoto para a arquitetura do futuro, incluindo suas tentativas, acertos e erros. A “imaginação da imaginação” pode ser observada em maquetes de projetos que ainda não foram executados e que, de alguma forma, servem como semente para idealizar o futuro na arquitetura.

Nos trabalhos de Fujimoto, a ausência de delimitações é constante, como em um dos pavilhões temporários, instalado em 2013, no jardim da Serpentine Gallery, em Londres. Apelidada como “Nuvem”, a estrutura tridimensional translúcida é feita de hastes de aço de 20mm de diâmetro que somam 8km, pintadas de branco, e que traduzem com beleza a criação de algo artificial que não anula o que é orgânico, conversando com o local onde está instalada, neste caso, no Kensington Gardens.

A visão utópica de Sou Fujimoto, que relaciona características das florestas em seus projetos arquitetônicos, revela ideias engenhosas como a House NA: uma casa transparente vertical localizada em Tóquio, com 914 m², feita de concreto, cercada por vidros em toda a sua estrutura, com espaços internos vazados que variam entre 1,95m e 7,52m. Os espaços são ligados por escadas e patamares, incluindo degraus fixos e móveis. Quem está fora, enxerga o que está dentro, quem está dentro enxerga o que está fora. O arquiteto faz uma analogia sobre a House NA, uma casa sem pilares, vigas ou telhados.

Expandir o potencial da arquitetura com projetos audaciosos é uma forte característica de Sou Fujimoto. A relação entre o ambiente e o homem está presente em diversos detalhes de seu trabalho. O arquiteto assina o projeto da Musashino Art University Museum & Library, em Tóquio, que tem como proposta instituir uma nova relação entre os livros e o usuário. Com dois andares, uma única estante com paredes de 9m de altura, em espiral, ocupa o espaço circundo de 2.883 m².

Além desses locais, os trabalhos de Sou Fujimoto podem ser vistos hoje em diversas partes do mundo. O profissional mostra uma arquitetura única, que sempre se relaciona com algum aspecto natural, um diálogo sobre a harmonia entre a complexidade e a simplicidade. Para ele, o futuro exige uma reconexão com a natureza, um resgate de algo que se perdeu ao longo do tempo.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017
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Jovem artista, a paulista Sandra Mazzini tem sido uma presença cada vez mais frequente no circuito da arte contemporânea. Suas obras integram a Feira PARTE, em cartaz no Clube A Hebraica, até domingo (12). No evento, ela apresenta três pinturas figurativas, de pequenas dimensões, exibidas no stand da Janaina Torres Galeria.

A produção de Sandra também pode ser conferida em sua primeira individual, Como os rios correm para o mar, na Janaina Torres Galeria. A exposição, que vai até 16 de dezembro, integra a segunda edição do Art Weekend São Paulo. Realizado nos dias 11 e 12 de novembro, o evento contará com uma programação exclusiva pensada por 54 galerias brasileiras de arte que estenderão seu horário de funcionamento. No sábado, o evento, que é totalmente gratuito, ocorre das 11h às

quarta-feira, 1 de novembro de 2017
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Humor negro sobre agência de suícidio dos anos 20 na telona do CINE COSMOS na famosa Avenida Corrientes com a “Madame francesa” (Cris Lopes) e o “Monsieur” (Euler Santi) e grande elenco

A atriz brasileira Cris Lopes (que vive a madame francesa protagonista de “AGS”) e seus amigos atores argentinos: Daniel Quaranta e Nahuel Yotich (protagonistas do longa argentino “Ahi Viene”) e o músico, bailarino, ator Chipote Fontan marcaram presença na estréia do filme brasileiro “Agence Générale du Suicide” no Cine Cosmos em Buenos Aires juntamente com os Diretores do Festival de Cine Inusual: Silvia Romero e Fabian Sancho e o Diretor de AGS: Rodney Borges.

A comédia de humor negro agradou o público argentino que compararam ao humor negro inglês com elogios a arte e fotografia do filme. AGS já ganhou 5 prêmios incluindo “Direção de Arte” da atriz Cris Lopes (Curta Canedo 2017 Goiás) com indicação na categoria “Melhor Atriz”; “Direção de Fotografia” de Rodney Borges, Diretor de AGS e premiado como “Melhor Roteiro” para o ator protagonista de AGS e roteirista Euler Santi. O roteiro de AGS foi inspirado na obra de mesmo nome “AGS” do po

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O Mercado Manual, festival de cultura feita à mão, que há quase dois anos cultiva curadoria voltada ao comprometimento com o design autoral, artesanal e ético, realiza a primeira edição em parceria com a Pinacoteca de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo,museu de artes mais antigo da cidade. Com entrada franca, o evento será realizado pela Floristas Produções nos dias 04 e 05 de novembro e conta com mais de 60 expositores, shows autorais, talk especial, praça gastronômica, atrações infantis e diversas oficinas.
“A Pina está muito feliz por receber esta iniciativa, que vem dando tão certo em outros espaços. Teremos entrada gratuita o feriado inteiro e esperamos que o público aproveite os dias de folga e o fim de semana para nos visitar e aproveitar a feira e as atividades culturais”, afirma Paulo Vicelli, diretor de Relações Institucionais da Pinacoteca de São Paulo.
O Mercado Manual entra no calendário de ações de 2017 do espaço – que recebe cerca de 30 exposições e 500 mil visitantes ao ano – e comemora o reconhecimento de ter sua primeira edição na Pinacoteca acontecendo durante exposições como “No Subúrbio da Modernidade – Di Cavalcanti 120 anos”, entre outras que têm tido uma média de visitação de oito mil pessoas nos feriados.
“Ter a chancela de mais um grande museu fortalece o nosso trabalho e mostra que estamos seguindo pelo caminho certo, passando exatamente a mensagem que gostaríamos desde o início”, comenta Daniela Scartezini, fundadora da Floristas Produções, fazendo referência à parceria com outro gigante das artes, o Museu da Casa Brasileira, que está no projeto desde o início e já soma seis edições, além das especiais no MorumbiShopping e no MecaInhotim.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017
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A AB Galeria, projeto idealizado por Liliam Albuquerque (28 anos) e Fabiana Brandão (25 anos), inicia suas atividades no Rio de Janeiro. Com o objetivo de se transformar em um ponto de encontro entre artistas, curadores, pensadores e entusiastas de experiências estéticas relativas aos novos caminhos da arte, a galeria busca atender a esse novo mercado que está em erupção.

“Hoje temos espalhados pelo mundo, principalmente nas grandes metrópoles, artistas que se comunicam com um novo público, mas que não se sentem representados por nenhuma galeria. Nós somos essa galeria”, explica Liliam. A paixão e o desejo das galeristas de investir em obras de arte acabou levando a um contato mais próximo com artistas e profissionais da área. “Aos poucos foi nascendo a AB, com a missão de criar novas pontes e ferramentas de aproximação para um novo público que deseja se conectar com o universo das artes”, completa Fabiana.

A Barra da Tijuca foi o endereço estrategicamente escolhido pelas galeristas. “Há um publico enorme e as galerias são quase inexistentes”, avalia Fabiana. A AB propõe unir arte ao entretenimento, aproximando o público ao universo das artes. “Vamos promover apresentação de músicos alternativos e de processo criativo avançado nas nossas mostras de artes, forte inclusão do audio visual no trabalho da galeria, e também incluir nossos artistas nos eventos de arte, com intervenções ao vivo, envolvendo a arte na cenografia de eventos”, explica.

A duração de cada exposição é em média de 40 dias e, no período entre exposições, a galeria promove ativações regulares como workshops, conversas com artistas e curadores. Também atividades para crianças e adolescentes da região, além de projetos de relacionamento com crianças de escolas publicas, com a intenção de oferecer diálogos sobre arte, profissões e trabalhos manuais.

rimas

No sábado, dia 21, às 16h, o Mês da Cultura Independente (MCI), realizado pela Secretaria Municipal de Cultura, se une ao canal de YouTube Rap Box, para apresentar um cypher criado exclusivamente para o evento, que acontece no Boulevard São João, histórico cenário de batalhas de rap e bailes na cidade de São Paulo. A parceria entre o MCI e o canal, que é o maior brasileiro dedicado ao rap e hip-hop, cria um movimento de troca cultural da internet para a rua e vice-versa.

Batizada de RapBox Live, a programação reúne alguns dos principais nomes da cena hip-hop, como Rimas & Melodias, Froid, Lívia Cruz, entre outros.

Conhecido por produzir e registrar cyphers – rodas de MCs onde cada participante cria suas rimas de forma improvisada – o canal RapBox, idealizado pelo produtor musical Léo Casa1, promove uma apresentação inédita no MCI. Depois dos shows individuais, os artistas e grupos, que já passaram pelo canal, subirão juntos ao palco para participar do CypherBox e celebrar o rap nacional

O propósito é levar o conteúdo, que faz muito sucesso nas redes sociais e sites de compartilhamento de vídeos, às ruas da capital paulista. Após o evento, todas as apresentações serão disponibilizadas online no canal Rap Box no YouTube, fazendo o caminho inverso: do espaço público para a atmosfera virtual.

Confira a programação de shows:

Rap Box Live

Criado por Léo Cunha, o Rap Box, maior canal brasileiro dedicado ao Rap, traz ao Mês da Cultura Independente um lineup representativo com seis dos principais nomes da cena. Além dos shows, uma cypher pensada exclusivamente para o MCI, a fim de levar para a rua o que apresentam virtualmente. O evento será gravado e o resultado disponibilizado no canal Rap Box Live.

16h – DJ EB
16h30 – Nocivo Shomon
17h10 – Lívia Cruz
17h50 – PrimeiraMente
18h30 – Síntese
19h10 – Froid
19h50 – Rimas & Melodias
20h50 – CypherBox
21h – DJ EB

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Performance, ato, espetáculo e filme. Plano-Sequência – Take 2, novo trabalho do bailarino e coreógrafo Jorge Garcia, não tem uma única definição. É cheio de possibilidades e leituras. A criação estreia na segunda, 16, na Casa das Caldeiras. Desde sua origem, em 2005, a Jorge Garcia Companhia de Dança investiga o cruzamento com diferentes linguagens artísticas. Agora, explora as possibilidades entre o movimento dos corpos e o cinema. Em pouco mais de uma hora, Garcia e mais sete bailarinos criam um longa-metragem em plano-sequência enquanto se movem pelo espaço.

Plano-Sequência
Imagens do espetáculo ‘Plano-Sequência – Take 2′ Foto: Silvia Machado
“Coreografamos não só a movimentação, mas toda a parte de enquadramento. Estou tentando tirar o máximo de equipamentos mecânicos. Tudo é corpo. Se a gente faz um travelling (deslocamento da câmera pelo espaço), é um corpo que desliza, que puxamos pelo chão. Tem um bailarino que filma com patins. É a câmera como extensão do corpo. Os bailarinos se filmam e a gente vai trocando a câmera de um para o outro”, explica o coreógrafo.

O público pode assistir ao trabalho acompanhando de perto a coreografia ou olhando as imagens capturadas ao vivo em uma tela. São várias camadas de movimentos: a dança de quem é filmado, a de quem segura a câmera, a daqueles que auxiliam o bailarino cinegrafista, o percurso feito no ambiente, o fluxo das imagens na tela. O músico Eder “O” Rocha cria a trilha em sua bateria no momento da apresentação.

Garcia queria que o longa tivesse “o máximo de qualidade possível”. “A ideia é, no final da temporada, ter um filme pronto na Casa das Caldeiras”, diz. Para isso, o elenco passou por quatro workshops. Em um deles, o artista multimídia e bailarino Joaquim Tomé os ensinou a explorar técnicas de manuseio da câmera usando o corpo. A companhia também estudou dramaturgia, captação de áudio, luz e fotografia.

O grupo contou ainda com a ajuda do cineasta Heitor Dhalia, a quem Garcia chama de “nosso provocador em cinema”. Recifenses, os dois se conheceram em São Paulo. Há algum tempo, Dhalia começou a frequentar as aulas de ioga na Capital 35, sede da companhia, enquanto filmava seu novo documentário On Yoga: Arquitetura da Paz, apresentado na última semana no Festival do Rio.

Dhalia, que afirma sempre ter adorado dança, já havia colaborado com a obra anterior de Garcia, Take a Deep Breath (2016), que também usou o vídeo para investigar a cena, relações e espaço. “Tentei trazer ideias do modo de pensar do cinema para a dança. O trabalho do Jorge é incrível. Para mim, é uma experiência ver como um criador de dança pensa. Estamos tentando um diálogo entre essas duas áreas”, conta Dhalia.

Plano-Sequência – Take 2 começou a ser desenvolvido no começo do ano. Há cinco meses, a companhia trabalha quase diariamente na Casa das Caldeiras, onde realiza residência artística. Na primeira metade do século 20, o edifício histórico produzia energia para o parque industrial do conde Francisco Matarazzo (1854-1937). Em 1986, o prédio foi tombado e, 12 anos depois, começou a ser restaurado. Hoje, recebe eventos e atividades culturais. Garcia também propôs um diálogo entre seu trabalho e o lugar.

O roteiro desse espetáculo-filme foi sendo construído assim, a partir de vínculos entre pessoas, espaços e o mundo contemporâneo. “A gente está trazendo elementos de relações que, hoje em dia, necessitamos mais. Troca de olhar, pensar no toque com o outro, como podemos dialogar com o outro. Estamos sempre nos ajudando nesse trabalho. Acho que a gente se potencializa estando juntos mais do que querendo impor uma visão própria em cima dos outros. Tento falar sobre isso, não com uma narrativa com começo, meio e fim, mas com imagens e sensações dentro delas”, afirma Garcia.

JORGE GARCIA CIA. DE DANÇA

Casa das Caldeiras

Avenida Francisco Matarazzo, 2.000, tel. 3873-6696

2ª a 5ª, às 17h e 20h

Grátis

Até 24/10

Juliana Ravelli, Especial para o Estado

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No dia 19 de outubro de 2017, a Galeria Mario Cohen, uma das primeiras dedicada à fotografia no Brasil, recebe a exposição “Um Passeio Pela Nobreza”, assinada por Walter Firmo (80), considerado nome fundamental na história da fotografia brasileira, com abertura para convidados, a partir das 19h, que acontece na galeria, localizada na Rua Joaquim Antunes, n° 177, em Pinheiros, São Paulo. O período expositivo é de 20/10 a 18/11.

São expostas 14 fotos, entre elas, registros de artistas como Cartola, na Marquês de Sapucaí (16x23cm); Cartola e amigos, na GRES Mangueira (16x23cm); Cartola e Dona Zica, na GRES Mangueira (23x15cm); Chico Buarque, em Copacabana (15x23cm); Clementina de Jesus, na Quinta da Boa Vista (16x23cm); Clementina de Jesus, no Grajaú (15x23cm) e Clementina de Jesus, no palco (15x23cm); Dona Ivone Lara, em Bonsucesso (23x15cm); Dona Zica e Pixinguinha, em Ramos (2 fotos – 15x23cm e 17x23cm); Madame Satã (23x16cm); e Moreira da Silva, em Rio Comprido (16x23cm). O público colecionador pode adquirir uma caixa com seis imagens de 23x18cm, cada uma com tiragem de apenas 10 cópias.

Walter Firmo, reconhecido pelo principal tema de seu trabalho – a figura humana – revela tradições e culturas por meio de contrastes e cores saturadas. Mostra seu peculiar interesse por cenas e personagens que estão longe dos holofotes, nos subúrbios. Equilibra a história de cada personagem com a mesma exuberância. Em seu trabalho, a beleza de moradores de subúrbios, menos favorecidos, em situações cotidianas, é a mesma de artistas consagrados como Clementina de Jesus, Chico Buarque, Djavan, Fafá de Belém e Tim Maia, das gravadoras RCA e Odeon, fotografados por Firmo nas décadas de 1970 e 1980.

Walter Firmo é referência e inspiração para nomes importantes da área, como o fotógrafo Bob Wolfenson. “Suas fotografias não falam de fotografias, não têm efeitos mirabolantes, nem filigranas de estilo, vão direto ao assunto. São um libelo contra a pressa e a vulgaridade. Guiados por seu olhar singular e delicado, revisitamos um Brasil mítico que parece não existir mais. Suas imagens nos convidam a passear pela nobreza e elegância da cultura negra.”, afirma.

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De 19 de outubro a 1º de novembro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, serão exibidos 394 títulos de variados países e diversas cinematografias, contando os 30 curtas-metragens inseridos em retrospectiva, apresentação especial e programação de realidade virtual (VR). Os filmes serão apresentados em mais de 30 espaços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre. A seleção deste ano faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo, além das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas produzidas em todo o mundo.

Isso se observa desde o filme de abertura, Human Flow – Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir, do artista chinês Ai Weiwei, encabeçando uma lista de longas que abordam a grave crise mundial dos refugiados, até a homenageada pelo Prêmio Humanidade, a cineasta belga Agnès Varda, ressaltando a presença marcante das mulheres diretoras nesta edição. Outra homenagem deste ano é para o diretor Paul Vecchiali, que receberá o Prêmio Leon Cakoff. E, como tradicionalmente faz nas últimas edições, destacando a produção cinematográfica de um país ou região, a 41ª Mostra apresenta o Foco Suíça, com longas contemporâneos, uma retrospectiva da obra de Alain Tanner e a exibição de curtas do animador Georges Schwizgebel.

Além de Apresentações Especiais e das Retrospectivas do cineasta suíço e dos homenageados, a Mostra Internacional de Cinema apresenta as produções selecionadas nas seções da Competição Novos Diretores, que exibe títulos de diretores que tenham realizado até dois longas (os mais bem votados pelo público serão vistos pelo Júri Internacional, que escolhe posteriormente os que vão receber o Troféu Bandeira Paulista), e Perspectiva Internacional, que apresenta títulos recém-premiados e trabalhos de diretores já consagrados. A produção brasileira também ganha destaque com o Prêmio Petrobras de Cinema, que contemplará dois filmes brasileiros da seleção, para apoiar a distribuição dos mesmos no circuito comercial.

A seleção de títulos da 41ª Mostra apresenta filmes premiados em festivais internacionais, como The Square, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; Loveless, de Andrey Zvyagintsev, que levou o Prêmio do Júri na mesma competição; Esplendor, de Naomi Kawase, agraciado pelo júri ecumênico no evento; e os selecionados Happy End, de Michael Haneke, O Dia Depois, de Hong Sang-Soo, Lover For a Day, Philippe Garrel, e A Trama, de Laurent Cantet. De Veneza, vêm os longas Custódia, de Xavier Legrand, Leão de Prata de Melhor Direção; Emma, de Silvio Soldini, exibido hors concours no festival italiano; e os premiados na seção Horizontes, Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli; Sem Data, Sem Assinatura, de Vahid Jalilvand; e Os Versos Esquecidos, de Alireza Khatami. Filmes premiados em Berlim também fazem parte da programação, como Félicité, de Alain Gomis, ganhador do Grande Prêmio do Júri; O Outro Lado da Esperança, de Aki Kaurismaki, vencedor do Urso de Prata de Melhor Direção; Noites Brilhantes, de Thomas Arslan, que teve o ator premiado; 1945, de Ferenc Török, agraciado pelo público na seção Panorama; Ana, Meu Amor, de Calin Peter Netzer, cuja montagem foi premiada; além de Django, de Étienne Comar, que abriu o evento.

O vencedor do Festival de Toronto, Três Anúncios para um Crime, de Martin McDonagh, está presente na seleção, assim como Doce País, de Warwick Thornton, eleito o melhor filme da Toronto Plataform no evento. De Locarno, esta edição traz 9 Dedos, de F.J. Ossang, premiado como Melhor Direção; e outros reconhecidos pelo festival: Cocote, de Nelson Carlo de los Santos Arias; Irmãos Do Inverno, de Hlynur Pálmason; Scary Mother, de Ana Urushadze; Aqueles Que Estão Bem, Cyril Schäublin; e Lucky, de John Carroll Lynch, que traz um dos últimos trabalhos do ator Harry Dean Stanton. A seleção ainda apresenta filmes premiados em Sundance (Livre e Fácil, de Jun Geng), Roterdã (Tempo de Qualidade, de Daan Bakker), Tribeca (Mulheres Divinas, de Petra Volpe) e South by Southwest (Inflamar, Ceylan Özgün Özçelik), sem contar os títulos brasileiros reconhecidos em premiações e seleções de festivais internacionais.

Outros destaques deste ano são Com Amor, Van Gogh, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman; Terra Heroica, Fronteira Queimada, de Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval; A Maldita Primavera, de Marc Ferrer; O Jovem Karl Marx, de Raoul Peck; O Terceiro Assassinato, de Hirozaku Kore-Eda; Outrage Koda, de Takeshe Kitano; Napalm, longa sobre a Coreia do Norte dirigido por Claude Lanzmann; Abrigo, de Eran Riklis, mesmo diretor de Lemon Tree, e Uma Verdade Mais Inconveniente, de Bonni Cohen e Jon Shenk, além da première mundial do longa boliviano Eugênia, de Martin Boulocq; Where Has the Time Gone?, produção dos países do BRICS, com Walter Salles, Jia Zhangke, Aleksey Fedorchenko, Madhur Bhandarkar e Jahmil Qubeka na direção dos segmentos; e dos episódios 1 e 2 da inédita série alemã Babylon Berlin, de Henk Handloegten, Tom Tykwer e Achim von Borries.

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Hoje sexta-feira dia 06, a partir das 11 horas, a Luis Maluf Art Gallery, localizada no Jardim Paulista, em São Paulo, apresenta ao público a exposição “Sintomas”, assinada pelo artista plástico e surrealista Flávio Rossi. Sob a curadoria do consagrado fotógrafo Luiz Tripolli e texto de abertura escrito pela dramaturga Camila Appel, a mostra exibe 12 peças inéditas, inspiradas nos diferentes estados mentais das pessoas, com relação a situações íntimas ou externas. A mostra segue aberta e gratuita ao público até 8 de novembro.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017
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A galeria de arte ARTE/FORMATTO, dando continuidade ao seu projeto de promover a visibilidade da produção de artistas independentes, apresenta a mostra coletiva Pontes, aberta ao público, de 4 a 8 de outubro, na Rua Colômbia, 157.

A mostra Pontes promoverá um ciclo de debates com a presença de curadores, críticos de arte, convidados e artistas, discutindo e refletindo acerca das artes visuais. Na programação, o evento apresentará “Arte & Design”, por Modernos e Eternos, intermediado por Sergio Zobaran, com presença de René Fernandes, no dia 5 de outubro. No dia 7, será a vez de discutir o tema “Percurso e reconhecimento do artista contemporâneo”, conduzido pelo curador e crítico de arte, Rafael Voigt Maia Rosa, com os convidados Bruno Dunley, Carla Chaim, Thais Rivitti e o museólogo Fabio Magalhães.

A exposição, que terá mais de 150 obras, assinadas por 50 artistas de todo o país, também apresentará o prêmio de artista ARTE/FORMATTO, no sábado, dia 7 de outubro. O evento conta com o apoio dos parceiros: Azimut, MACS, Modernos e Eternos, Guaspari e Vermeil.

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O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, exibe “Relíquia: Transcendência do Corpo”, com curadoria de Ario Borges Nunes Junior e Beatriz Vicente de Azevedo. A exposição é composta por cerca de 300 peças e retrata os 21 séculos da era cristã, a partir de um fragmento da cruz em que Jesus foi crucificado, passando por todas as fases da História, até a relíquia de S. João Paulo II, falecido em 2005. 
 
O substantivo “relíquia” provém do latim reliquiae, palavra que designa resto, aquilo que sobrou. Desde a antiguidade cristã, as relíquias dos mártires – restos mortais de santos reconhecidos oficialmente pela Igreja, além de objetos que pertenceram a eles ou estiveram em contato com seus corpos – eram consideradas pelos fiéis como mais valiosas que as pedras preciosas e mais estimadas que o ouro. Para Ario Borges Nunes Junior, o interesse pelas relíquias foi decorrente de um ímpeto adolescente e do intenso estudo sobre a vida dos santos, personagens que desde sempre chamaram sua atenção. A origem de seu acervo remonta o ano de 1976, quando começou a fazer contato com as congregações religiosas, guardiãs da memória material dos seus membros mais ilustres não só no Brasil, mas também em outros países. Em suas palavras: “Somente após minha formação como psicanalista, me fez constatar que aquele interesse adolescente genuíno sobre os santos poderia se transformar em uma transbordante fonte de reflexão sobre a natureza humana”. 
 
Esta nova exposição do Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta a História do mundo ocidental por meio desses objetos, elementos materiais que testemunham, ainda que minimamente, uma conjunção de histórias. A curadora Beatriz Vicente de Azevedo comenta: “A exposição ‘Relíquia, Transcendência do Corpo’ é motivo de orgulho para a cidade de São Paulo. É inacreditável e admirável que seja possível encontrar na nossa cidade um acervo tão rico e tão completo de relíquias que vão desde os primórdios do Cristianismo até os dias atuais. Visitar a exposição é a oportunidade de fazer um verdadeiro mergulho na História do mundo ocidental, tendo como base a Igreja Católica”.  

segunda-feira, 25 de setembro de 2017
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A Galeria Base, de Fernando Ferreira de Araújo e Daniel Maranhão, exibe “Geníaco”, composta por 17 obras – esculturas, xilogravuras e fotografias – de Emanoel Araújo, Gilvan Samico e Mário Cravo Neto, sob curadoria de Paulo Azeco. A coletiva busca valorizar a cultura nacional – no sentido mais impactante e restrito que este conceito possa ter -, destacando a simbologia, o etéreo e as religiosidades portuguesa e africana, elementos em comum na produção destes artistas e presentes no imaginário do povo brasileiro.

“Ser Poeta é ser um geníaco, um filho assinalado das Musas.” A citação de Ariano Suassuna, em “O Romance d`A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta” (marco inicial do Movimento Armorial no Brasil), não somente permeia o título da nova mostra da Galeria Base, como também é essencial para compreendê-la e as conexões que são estabelecidas entre os três artistas participantes. “Suassuna idealizou tal movimento como forma de valorização da cultura nordestina, agregando artes visuais, música e literatura a um tronco comum, no qual se encontravam as influências indígenas e aquelas das diásporas africanas e portuguesas na região. Uma forma peculiar de representar o país, seu povo e cultura, através da junção do erudito ao regional”, comenta Paulo Azeco.

Gilvan Samico apresenta sua obra fundamentada na Xilogravura, importante técnica da produção nordestina, tendo o Cordel como inspiração primordial. Nas palavras do curador, “O seu detalhamento, plano discursivo compartimentado e cores, remetem às iluminuras medievais europeias, contudo apresentam todo o universo lírico de causos, lendas e mitos de sua região”.

Ao longo de sua carreira, Emanoel Araújo pesquisou a geometrização ancestral dos africanos e a tomou como elemento principal de sua produção, com presença forte da Xilogravura – reflexo também da influência regionalista. Na exposição, são exibidas três esculturas que se desenvolvem a partir de uma matriz xilográfica e avançam à tridimensionalidade, revelando signos da cultura negra e sua relação com o Brasil.

Já a Fotografia de Mário Cravo Neto atinge seu ápice nas imagens em branco e preto, as quais retratam a sua Bahia e formulam questionamentos acerca dos pontos mais sensíveis na formação antropológica da região. Participa de “Geníaco” a premiada série “The Eternal Now”, em que documenta o Candomblé através de imagens impregnadas de emoção, como as que sugerem o momento de epifania no contato entre o carnal e a divindade.

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No próximo sábado, dia 23/9, às 17h, ocorrerá a edição aberta ao público do espetáculo de dança Corpo em Risco, no Red Bull Station. O evento é resultado do encontro de 33 pessoas de diferentes realidades socioeconômicas e culturais, que foram selecionadas para viver uma imersão de cinco dias a fim de criarem juntas um espetáculo inédito. A concepção do projeto é do bailarino, coreógrafo e diretor Rubens Oliveira, atualmente coreógrafo da Gumboot Dance Brasil e um dos selecionados da segunda edição do programa Red Bull Amaphiko Academy.

A ideia de Corpo em Risco é propor o encontro com o diferente, o estranho, o incomum e, a partir daí, descobrir mais sobre nós mesmos. Ao longo de 15 anos de carreira, Rubens percebeu o quanto fragilidades, dúvidas, erros e acertos passam pelo corpo e se tornam parte dele. No palco, muitas dessas marcas serão exibidas em uma coreografia trabalhada ao som de uma trilha sonora inédita executada ao vivo. A concepção musical é dos músicos João Taubkin (baixo), Kabé Pinheiro (percussão) e Rodrigo Bragança (guitarra).

Os participantes de Corpo em Risco receberam diversos estímulos para trazer à tona suas próprias histórias e outras que foram observadas ao longo do processo de criação. Um dos selecionados, o mineiro Lucas Alves Martins, sempre gostou de dançar, mas devido a um contexto familiar rígido, nunca havia tido nenhuma experiência na área. “Eu fui obrigado a direcionar toda a minha energia aos estudos”, conta o engenheiro eletricista. Graças ao projeto, agora está resgatando uma paixão que há muitos anos não tinha mais contato.

Diferentemente de Lucas, Bruna do Carmo de Oliveira sempre adorou dançar e nunca esteve distante do gênero. Atualmente, a pedagoga e arte-educadora trabalha com a reinserção social de crianças refugiadas e agora vê na experiência da experimentação o seu corpo também em risco. De uma forma ou de outra, os participantes transformaram suas histórias em movimentos potentes que transcendem quaisquer tipos de barreiras. Agora convidam o público para também se arriscarem junto a eles.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017
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Desenhos criados a partir de incisões e corrosões em superfícies duras, posteriormente utilizadas como matrizes para a impressão em papel. Ao longo dos mais de 20 anos de carreira, a prática foi trabalhada à exaustão pela gravurista Cris Rocha. Reconhecida por suas gravuras em metal, a artista plástica tem agora se aventurado por novos caminhos, aliando as técnicas tradicionais que domina ao processamento digital. E é o resultado desse experimento que ela apresenta em CRIS ROCHA – da gravura e além, em cartaz até 22 de setembro, na ArtEEdições Galeria. A exposição, que tem curadoria de Maria Alice Milliet, reúne 15 trabalhos da artista, alguns deles ainda inéditos.

“Com a incorporação da tecnologia digital ao meu trabalho, quebro uma série de barreiras, muitas vezes impostas por limites físicos, pelo tamanho da prensa, dos papéis ou mesmo das matrizes. Quando digitalizamos, ganhamos uma série de matizes e tornam-se infinitas as possibilidades. E isso dá um frescor ao meu trabalho que considero bastante importante”, afirma Cris.

Nesse processo, a gravura deixa de ser encarada como um produto final e converte-se em signo primeiro de um processo criativo que inclui a combinação, o tratamento e a impressão de imagens digitais. Figuras de sua autoria são fragmentadas e fundidas umas às outras, muitas vezes sobre panos de fundo de cores fluidas, concebidos a partir da gravação em água tinta sobre metal.

Em sua primeira individual na capital paulista, a artista traz composições que transbordam poesia. Algumas das séries apresentadas, por exemplo, trazem um mundo de formas sinuosas, de reflexos e transparências, construído a partir de linhas ondulantes e manchas difusas que parecem sugerir paisagens tomadas pela água. Em outras, incontáveis riscos insinuam um horizonte tomado por delicados capins, que parecem crescer da terra rumo ao céu, trazendo à tona memórias de um sonho idílico do espectador.

Todas as sensações proporcionadas pelos cenários construídos minuciosamente por Cris nos levam a crer que estamos diante de representações da natureza. Seu trabalho, entretanto, excede aquilo que se entende como uma mera reprodução do real. “O que se vê não são paisagens e, sim, o resultado da construção de uma poética”, afirma a curadora Maria Alice Milliet.

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O Nu Festival, evento de arte pública apresentado pelo Nubank com curadoria e realização do Instagrafite, anuncia quem são os artistas que vão criar obras gigantes em diferentes áreas de Pinheiros, em São Paulo, de 25 de setembro a 8 de outubro.

Todas as obras serão produzidas a partir da data de início do evento, e o público poderá acompanhar a evolução dos trabalhos – que ficarão como legado do festival ao bairro de Pinheiros, onde fica a sede do Nubank. O prédio do escritório, na esquina da Rua Capote Valente com a Avenida Rebouças, irá concentrar atividades gratuitas e exclusivas, entre elas palestras e workshops, que vão acontecer durante os dois finais de semana do evento.

Confira abaixo quem são os nomes da nova geração da arte pública que vão reimaginar a cidade no festival:

Gleo

Gleo (Cali, Colômbia) é uma artista urbana, muralista, que usa tinta látex, pincéis e rolos de pintura para criar personagens imaginativos e vibrantes inspirados nas tradições e na cultura colombiana, além das referências pictóricas de animais e simbolismos espirituais. Com trabalho colorido, detalhado e minucioso, Gleo impacta com suas cenas místicas que já chamam a atenção de cidades na Colômbia, México, Espanha, Holanda e Suécia. É hoje um dos nomes mais promissores e inovadores dentro da arte de rua mundial.

Anne Galante

Anne Galante (São Paulo, SP) é bacharel em Estilo-Moda pelo SENAC em 2008. Após trabalhar em muitas empresas do ramo, não concordou com a forma de produção e criou sua marca focada em tricô e crochê artesanal, a Señorita Galante. Sempre em busca de inovação, começou com moda, mas também faz decoração e arte. Tricota desde seus 12 anos, com o sonho de não deixar essas técnicas desaparecerem, resgatando os benefícios para a saúde do ato de fazer manual, o bem-estar e enredando reflexões sobre o consumo e a produção consciente. Em tempos de frenesi generalizado onde tudo é “fast”, ela propõe um contraponto para esse ritmo desenfreado, o “slow”: enquanto ela tricota, o público interage assistido um movimento lento que de ponto em ponto forma-se uma peça gigante, tal qual são os sonhos, onde passo a passo se torna realidade.

Fernando Chamarelli

Fernando Chamarelli (Bauru, São Paulo) é um artista plástico e ilustrador formado em design gráfico pela UNESP. Seus primeiros interesses artísticos começaram com HQs, caricaturas e retratos realistas. Mais tarde, se envolveu com a arte de rua e tatuagem. O universo de fantasias e sensações de Fernando é criado a partir de dez pilares: espiritualidade, misticismo, história, simbologia, mitologia, filosofia, astrologia, ocultismo, antropologia e geometria. As obras com cores vibrantes e uma infinidade de elementos retratam os exóticos seres que habitam a mente deste jovem artista. Suas pinturas são

como mosaicos, onde as formas orgânicas e linhas harmônicas se entrelaçam para criar intrigantes personagens. Uma linguagem visual contemporânea que faz o observador viajar através do tempo e perceber grandes conexões entre o antigo e o moderno, oriente e ocidente, interior e exterior e especialmente entre o material e o espiritual. Chamarelli já participou de exposições coletivas e realizou exposições individuais também fora do Brasil, em várias cidades dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, México, Espanha, Alemanha, entre outros países.

http://chamarelli.com.br

https://www.instagram.com/fernando_chamarelli

Coletivo MUDA

O Coletivo MUDA (Rio de Janeiro, RJ) vê a cidade como um laboratório de transformação. MUDA vem de mudança. Associada à arte de rua, as suas intervenções espaciais alteram de fato a natureza das cidades, onde espaços públicos agora servem de palco para as suas mais variadas manifestações através de composições de azulejos, seu principal material de trabalho. A partir de uma forte ligação com a arte urbana e a cidade, o grupo formado em 2010 pelos designers Bruna Vieira e João Tolentino, e pelos arquitetos Diego Uribbe, Duke Capellão e Rodrigo Kalache, iniciou suas experimentações com interferências no espaço público, que em pouco tempo se tornaram instalações complexas e pragmáticas. Cada intervenção é site specific, ou seja, pensada exclusivamente para o local em que será instalado, e seus módulos estudados para manter a harmonia total da composição. O azulejo branco, limpo, polido, que além de possuir uma carga histórica muito forte, contrasta com os espaços esquecidos da cidade dando nova vida às nossas paisagens urbanas. http://coletivomuda.com.br

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Criola

Criola (Belo Horizonte, Minas Gerais) é a identidade assumida por Tainá Lima para apresentar o seu trabalho artístico, enquanto mulher e representante negra no mundo do graffiti. Faz parte da nova geração de artistas urbanos brasileiros e conduz a sua produção diante das assimilações cotidianas e dos embates constantes sobre as mais diversas questões, pautadas principalmente no universo feminino e orientadas através da busca pela conexão consciente com a sua ancestralidade através de uma paleta de cores vibrante, com matrizes africanas. Bacharel em Design de Moda pela Universidade Federal de Minas Gerais, ela também lança mão do vestuário como linha de pesquisa. Criola pode ser considerada a primeira porta-voz da nova safra feminina de artistas urbanas que utilizam o graffiti como instrumento de afirmação e empoderamento negro.

https://www.facebook.com/criolagraff

https://www.instagram.com/criola___/

Renan Santos

Renan Santos (Canoas, Rio Grande do Sul) é ilustrador autodidata. Estudou arquitetura, mas decidiu mudar sua trajetória para fazer o que realmente gosta: desenhar. Do desenho para a gravura em metal, da gravura para a pintura. Hoje em dia trabalha nos três segmentos consecutivamente mantendo sempre a mesma identidade. Dentre os trabalhos que fez, estão publicações infantis e infanto-juvenis, murais de grandes escalas, trabalhos estampando roupas e objetos, exposições e feiras de arte. Recentemente ilustrou uma reedição de “Dom Quixote”. Das diversas exposições coletivas, dentro e fora do Brasil, três se destacam: Galeria Hatos, em Tóquio, Galeria Hellion, em Portland e, em Paris, na galeria Artistik Rezo. O estilo de trabalho vem baseado nas histórias ilustradas no séc. XIX. Com desenhos cheios de hachuras feitos em chapas de cobre e impressos manualmente, resgata em suas peças a forma e as técnicas de artistas como Gustave Dore, J.J. Grandville, Edmund Dulac e outros ilustradores que influenciam seu trabalho.

Lelo

João Lelo (Rio de Janeiro, RJ) é artista carioca autodidata, mais conhecido por seu trabalho de muralismo, que realiza desde 1999. Sua produção abrange também pinturas, desenhos, gravuras, vídeos e, mais recentemente, esculturas e objetos. Suas obras têm como característica as composições geométricas de forte diagramação construtivista, onde animais, pessoas ou imagens mais abstratas – escolhidas por possuírem alguma simbologia interessante – são retratados de forma sintética. Representados pela interação de formas chapadas, texturas e padrões criados e desenvolvidos pelo artista, ou reaproveitados de algum material encontrado. Seus trabalhos já foram exibidos em exposições e publicações no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Áustria, Grécia e África do Sul. E seus murais podem ser vistos por todo o mundo, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde tem seu estúdio atualmente.

Toco-Oco

Guilherme Neumann e Lara Alcantara (São Paulo, SP) são formados em Artes Visuais pela Faculdade Belas Artes de São Paulo. Trabalham juntos há 10 anos, participando de diversas exposições, individuais e coletivas, e, desde 2012, desenvolvem a Toco-Oco. Produzidos com diversos materiais como madeira, resina, tecido, cerâmica e cera, os bonecos são para adultos e crianças. Além disso, produzem esculturas, instalações de parede, pinturas, aquarelas e o que mais vier à mente.

VJ Suave

VJ Suave (São Paulo e Argentina) é formado por Ceci Soloaga e Ygor Marotta e trabalha com animação, onde quadro a quadro é projetado na superfície urbana, misturando tecnologia com arte de rua. Com suas obras, a dupla propõe um momento único de conexão entre o espectador e a cidade, misturando histórias animadas com vida real. A animação é desenvolvida a partir de desenhos rabiscados à mão e projetados de acordo com a arquitetura do espaço: paredes, árvores, edifícios e diferentes superfícies da cidade. Através dos seus “Suaveciclos”, bicicletas criadas com projetores, invenção do próprio casal, eles levam projeções às ruas e se comunicam com pessoas através de desenhos, animações e poesia.

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O artista plástico Alê Jordão promoverá, nos dias 16 e 30 de setembro, duas oficinas de neon abertas ao público em seu ateliê. A iniciativa, que ocorre em paralelo à Iluminata, exposição promovida no espaço pela galeria Choque Cultural, tem como intuito propiciar aos participantes uma experiência imersiva em seu processo criativo, gerando neles sensações diversas – sejam visuais, sensoriais ou até mesmo auditivas. Para isso, o artista lança também uma trilha sonora autoral, assinada pelo projeto L’opera Di Chi Collabora (Felicio e Meu Nome é Carlos).

As oficinas permitirão aos curiosos pela arte presenciar, de perto, como surge a luz neon. A experiência será cadenciada pela trilha inédita, pilotada ao vivo por seu idealizador. Em ritmos que vão do tango argentino ao punk rock, as músicas condensarão sons industriais e ruídos de correntes elétricas, combinadas às frases que dão forma às obras em neon.

“A luz neon provoca sempre um encantamento nas pessoas, talvez pelo destaque das peças, talvez por certa nostalgia”, afirma Ale Jordão. “Cada obra é um recomeço. Cada peça é única. Como no murano, a torção no vidro não se repete. Trabalhar com o neon é uma paranoia delirante, minha nova forma de expressar o grafite”, diz o artista, lembrando que, em grego, a palavra também remete a algo novo.

Acompanhado por um especialista, Alê Jordão fará uma série de demonstrações ao vivo, expondo ao público seu processo de criação. Os vidros serão modelados, soprados e iluminados com o uso de maçaricos e instrumentos elétricos. Os convidados também poderão conferir como se formam as cores do neon – uma quase mágica combinação de gases e vidros coloridos.

O público será convidado a interagir e poderá, inclusive, levar algumas peças para casa. Ao final da experiência, os convidados receberão uma pulseira pen drive com a trilha sonora.

Com curadoria de Baixo Ribeiro, Iluminata apresenta obras recentes do artista, nas quais a luz – refletida, projetada, impressa ou sugerida – é a verdadeira protagonista. A mostra é organizada em núcleos, que se integram por meio de grandes instalações e dão uma nova cara ao espaço expositivo de 500 metros quadrados, oferecendo uma potente experiência imersiva. A exposição segue em cartaz até 29 de setembro.

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Além de ilustrar a contribuição do arquiteto autodidata André Carloni para a preservação do patrimônio cultural capixaba, a Exposição André Carloni, Arte com Memória revela ao público seu olhar artístico particular sobre os bens culturais da região. A mostra está aberta a visitação no Arquivo Público do Espírito Santo, em Vitória, a partir de 31 de agosto. Protagonista das transformações arquitetônico-urbanísticas realizadas em Vitória (ES) no início do século XX, Carloni elaborou ao longo de sua vida diversos desenhos que retratam a cultura material do Estado.

A exposição é composta por desenhos a bico de pena pertencentes ao acervo do Iphan, do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, da Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Museu Solar Monjardim. André Carloni foi o responsável por restauração em bens como o Convento da Penha, Igreja de Reis Magos e Capela Santa Luzia.
Parte dos desenhos foram feitos por Carloni enquanto representante do Iphan no Espírito Santo, entre 1939 a 1965, e retratam bens tombados pelo Instituto no Estado e outros bens históricos que foram pesquisados durante sua atuação no Instituto. Mas há também imagens criadas em épocas diversas, quando Carloni atuava como desenhista e também responsável por obras realizadas na capital capixaba durante o processo de modernização da cidade.

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A Luis Maluf Art Gallery apresenta, de 1º a 31 de setembro, a exposição “Endoexorama”, assinada pelo artista visual Francisco Rosa. Pautada nas questões relacionadas ao interior e exterior das coisas, a mostra pretende surpreender o público com a exibição de 14 esculturas inéditas. Nascido na cidade de Viçosa, Minas Gerais, em 1975, Francisco Rosa sempre esteve envolvido com assuntos que dizem respeito à criatividade.

O artista transita por várias linguagens artísticas tendo como base a reutilização de resíduos sólidos do ambiente urbano, que é seu campo de pesquisa artística há mais de 15 anos. Seus trabalhos tem um caráter artesanal muito bem integrado à produção contemporânea mundial. Já participou de várias exposições coletivas, sendo duas internacionais e diversas individuais.

Reconhecido por desenvolver as suas obras através do manuseio de fios de arame, como alumínio, galvanizado, ferro recozido e cobre, nesta individual, Francisco sugere um olhar e uma reflexão ao público, sobre o que acontece dentro e fora de cada uma de suas esculturas. Por este motivo, a mostra chama-se “Endoexorama”, neologismo criado pelo artista.

“Eu uso a escultura para discutir o desenho. Essa exposição será composta por uma série de desenhos expandidos, que do ponto de vista formal, utiliza do vocabulário do desenho como: volumes, texturas e hachuras através do uso da linha”, finaliza Rosa.

Vale ressaltar que Francisco Rosa tem na sua arte, um olhar voltado à sustentabilidade, por reaproveitar e dar outros significados aos fios de arame na sua poética e nas suas criações. Saiba mais sobre esta e outras exposições apresentadas pela Luis Maluf Art Gallery.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017
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Em setembro do ano passado, assim que foi anunciada como curadora de Frestas — Trienal de Artes do Sesc Sorocaba, a crítica de arte e curadora independente Daniela Labra antecipava ao Mais Cruzeiro que o vetor da exposição apontaria para as ambiguidades da arte contemporânea, “porque uma produção artística não responde a regras e não existe certo ou errado”.
Interessada em pensar nos espaços, ou frestas, entre os diferentes discursos da arte, dos acontecimentos e das pós-verdade, Daniela revelava que as ambiguidades se traduziriam inclusive em arte que não tem matéria.
É o caso do trabalho do artista visual Rafael RG, cuja a materialidade da obra se deu no seminário intitulado Ano Passado eu morri, mas esse ano eu não morro, apresentado na noite da última terça-feira (22). O evento/obra foi pensado durante a residência artística de Rafael em Sorocaba, iniciada em 25 de julho. A partir das experiências e impressões acumuladas durante quase um mês na cidade, o artista, natural de Guarulhos e radicado em Belo Horizonte (MG), redigiu um texto poético que foi lido para o público inscrito. “Escrevi tudo baseado nas redes de afeto que eu criei na cidade nesse período”, conta o artista.
Em seguida, o seminário recebeu a atriz baiana radicada em Sorocaba Linda Duares, convidada por Rafael, que fez um depoimento emocionado, relatando experiências pessoais relacionadas à migração, preconceito, racismo e a arte como ofício. “A gente falou de vários assuntos, mas o tema principal foi a resistência. A resistência de fazer o que a gente acredita”, complementa RG.
Rafael detalha que chegou à Linda através da rede de afetos construída em sua estada na cidade, dispensando processos convocatórios burocráticos. “Eu queria uma mulher negra, mais velha e que tivesse uma relação histórica com a cidade, mas o mais importante era amar ser artista. E ela foi a pessoa certa”, diz.

Graduada em Arte-Educação, Linda Duares admite que a princípio não entendeu bem a proposta de Rafael, mas rapidamente as ideias foram se conectando até soarem complementares durante as falas do seminário. “No começo eu não entendi bem o que ele queria, mas eu não queria decepcionar. O convite foi um presente dos deuses e nos entendemos muito bem. Só estou triste porque vai embora”, afirma a artista.
Segundo Rafael RG, uma das premissas da obra, criada especialmente para o Frestas, é que o seminário jamais seja reapresentado. Dentre o pequeno grupo de cerca de 20 pessoas que puderam testemunhar a atividade estava o estudante de Arquitetura mediador cultural de Frestas, José Francisco. “O que me impressionou foi toda a resistência e perseverança da Linda, que falou das adversidades com leveza, sem se vitimizar”, disse. “E teve o olhar aguçado do Rafael, que percebeu coisas da cidade que a gente que mora aqui muitas vezes não vê”, afirmou.

Baseado nas experiências vivenciadas na cidade nas últimas semanas, o texto de Rafael RG escrito especialmente para o seminário deverá ser publicado na íntegra em novembro, no catálogo da 2ª edição de Frestas. Segundo ele, a obra foi desenvolvida com base nas “redes de afeto” construídas neste período e também em marcos da história da cidade como João de Camargo e o episódio que ficou conhecido como Noite do Beijo. “Mais do que um território de contradições, eu percebi que Sorocaba é um tabuleiro de um jogo aberto. É conservador, mas tem espaços de escuta e de troca. Não existe um muro, e sim uma grade, que você consegue ver o outro lado e até desfazê-la por meio da negociação e da conversa”, afirma o artista, cujo os dreads e unhas das mãos e dos pé pintadas suscitavam estranhamentos em alguns espaços que frequentava.
Segundo RG, o seminário informal, cujo o título foi extraído da canção Sujeito de sorte, de Belchior, foi uma espécie de injeção de ânimo para prosseguir na luta e resistência pelas liberdades individuais frente à onda conservadora crescente no Brasil e no mundo. “Eu digo [no texto] que acordei mal com as coisas que passavam na minha timeline [das redes socias], com as notícias do jogo político que são disseminadas para destruir as subjetividades e retirar a nossa força de se levantar e fazer algo. Pode até ser utópico, mas não podemos desanimar e perder a vontade de querer mudar as coisas. Um outro mundo é possível”, conclui.

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Em continuidade a sua agenda de exposições temporárias, a Verve Galeria inaugura “15 Fotógrafos”, com curadoria de Ian Duarte Lucas e 18 fotografias de Armando Prado, Beatriz Albuquerque, Cristiano Mascaro, Flavio Samelo, Gabriel Wickbold, Guilherme Licurgo, Jairo Goldflus, Janaina Matarazzo, Juan Esteves, Kikyto Amaral, Luisa Malzoni, Luiz Bhering, Pierre Verger, Roberto Cecato e Vania Toledo. Em meio ao bombardeio de imagens que permeiam intensamente o cotidiano, onipresentes tanto no âmbito público como no privado, a coletiva propõe destacar os aspectos investigativo e provocador da Fotografia, explorando a produção autoral destes artistas.

Sem temática específica, a imagem em preto e branco representa o fator em comum entre os trabalhos da nova mostra coletiva da Verve Galeria. A fotografia em preto tem o poder de abstrair a beleza do pensamento conceitual que está na gênese do trabalho dos fotógrafos. Neste sentido, diferentes posturas e temáticas são exploradas por meio desta técnica, que já produziu fotografias tão icônicas ao longo da História.

Para a coletiva, o olhar do fotógrafo é o ponto de partida do qual são originadas inúmeras imagens que exploram a complexa relação tempo-espaço. A leitura da fotografia ocorre então de maneira não linear, em que relações significativas são geradas entre os elementos da imagem e os processos que nela resultam. Desta forma, a fotografia tem a capacidade de explorar a dialética interna das imagens que construímos do mundo, nos desafiando a refletir sobre os conceitos que temos da realidade. Como analisa o curador Ian Duarte Lucas: “No tempo das várias velocidades, em que as imagens continuam sendo as principais mediadoras entre nós e o mundo, o olhar sempre atento dos fotógrafos tem a virtude de descortinar novas perspectivas, verdadeiras janelas de consciência para uma realidade que necessita de cada vez mais compreensão”.

terça-feira, 22 de agosto de 2017
Galeria Vermelho, São Paulo, Brasil

A SP-Arte/Foto/2017 vem aí com uma programação diversa que reúne expositores no Shopping JK Iguatemi, lançamentos de livros e mostras pela cidade. Um dos destaques desta edição da Feira de Fotografia de São Paulo é o Escambo de fotolivros, que acontece na galeria Vermelho, hoje no dia 22 de agosto, das 19h às 22h30.
A ideia é simples: leve aquele fotolivro que você gostaria de passar adiante e troque por uma das opções disponíveis no local. Lembre-se que a publicação deve ser necessariamente ligada à fotografia e, muito importante, deve estar em bom estado! Cada livro levado dará direito a apenas uma unidade na troca.
Para começar a brincadeira, a SP-Arte vai disponibilizar alguns fotolivros e as publicações que restarem na mesa serão doadas à Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Aproveite para renovar sua estante e ainda contribuir para o acervo público sobre fotografia.
No mesmo dia, será exibida na galeria Vermelho uma Livrotecagem, programação organizada pela artista Denise Gadelha em parceria com a SP-Arte, que envolve projeção de fotolivros e muita música.

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A 11ª SP-Arte/Foto, que ocorre no JK Iguatemi de 24 a 27 de agosto, com um preview no dia 23, reúne em um só local as principais galerias do país ligadas ao fazer fotográfico, com obras de alguns dos mais importantes artistas da contemporaneidade brasileira e mundial. O evento pretende ainda ampliar o conhecimento daqueles que se interessam pela linguagem.

A edição deste ano da Feira promove uma ampla programação, que contempla uma série de palestras com curadores e especialistas para o debate das perspectivas da fotografia contemporânea no Brasil e no mundo e abriga o lançamento de 20 livros voltados à fotografia.

Pela primeira vez e gratuitamente, a SP-Arte/Foto oferece ao público visitas guiadas com os temas fotografia moderna, contemporânea, documental e fotojornalismo, fotografia expandida e a cidade e a arquitetura na fotografia. Estreitar os laços entre os trabalhos expostos e os visitantes do evento, com foco final em formar público apreciador de fotografia, move a iniciativa, oferecida pela Vivo.

Os seis circuitos se alternarão em nove visitas diárias, com partidas a cada 30 minutos, sempre das 14h30 às 18h30. Para participar, os interessados deverão se inscrever no balcão de visitas guiadas (2o piso da Feira).

Realizada neste ano com patrocínio da Fundação Marcos Amaro, a 4ª edição do Talks ocorre nos dias 24 e 25 de agosto, das 16h30 às 18h30, no Lounge One do JK Iguatemi. As inscrições são gratuitas e o público deve chegar com 30 minutos de antecedência para a retirada de senha. As vagas são limitadas e haverá tradução simultânea do inglês para o português.

Na quinta-feira, 24, Fernanda Feitosa, colecionadora, fundadora e diretora da SP-Arte/Foto, conversa com Artur Walther, colecionador e fundador do The Walther Collection, museu dedicado à promoção da fotografia, com unidades em Neu-Ulm, na Alemanha, e em Nova York, nos Estados Unidos. A perspectiva antropológica da fotografia e a motivação em tornar pública uma coleção particular são alguns dos pontos que serão abordados durante a conversa.

No mesmo dia, a jornalista e crítica de fotografia Simonetta Persichetti conversa sobre os desafios da cena contemporânea com Michael Famighetti, editor da Aperture, revista americana especializada em foto, fundada em 1952.

Na sexta, 25, Paulo Miyada, curador do Instituto Tomie Ohtake, guia um bate-papo com Simon Baker, curador de fotografia da Tate, de Londres. Chefe do departamento de fotografia do museu desde 2009, quando foi criado, Baker é também responsável pela estratégia de expansão do acervo de fotografia da instituição. Na SP-Arte/Foto, comenta o seu papel enquanto curador de um dos centros de arte mais importantes no mundo e reflete sobre a função dos museus na atualidade.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017
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No último sábado de agosto, dia 26, os artistas e coletivos da 13ª turma da Residência Artística abrem as portas de seus ateliês para mostrar ao público os trabalhos que estão sendo desenvolvidos durante o programa, que teve início no último dia 1º e vai até o dia 2 de setembro.

Os participantes dessa edição são os artistas solo Aline Motta, Flora Leite, Henrique Detomi e Laura Andreato, o coletivo composto por Ariana Miliorini, Gustavo Paim e Raquel Krugel (Coletivo3) e o duo composto por Camille Laurent e Stefanie Egedy.

Neste ano, o júri – formado pelo curador do espaço, Fernando Velázquez, e pelos ex-residentes Raphael Escobar e Bruno Palazzo – apostou em dar vazão às pesquisas com pouca visibilidade ou repercussão nos diversos circuitos que compõem a paisagem da arte contemporânea na cidade. Foram selecionados dez artistas e dois coletivos para ocupar os ateliês do prédio em duas edições do programa: a 13ª, de agosto a setembro, e a 14ª, de setembro a outubro.

Além dos programas de Ateliê Aberto, ao final das duas edições, acontecerá, no espaço, uma exposição coletiva com o trabalho de todos os residentes.

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O Ateliê397 abre exposição “Palimpsesto”, do artista Yuri Firmeza de 12 de agosto a 17 de setembro. A mostra, tem a curadoria de Thais Rivitti, reúne três trabalhos do artista: os vídeos “Nada é” e “Brô MC’s” (esse último uma parceria com o artista Igor Vidor) e a instalação “Palimpsesto – Arca”.

Debate: no dia da abertura, 12 de agosto, também será realizada a mesa “Pensando a cultura popular hoje”, com o artista Yuri Firmeza e o crítico de arte Rafael Vogt. Tendo como referência as obras de Yuri presentes na exposição, a mesa propõe-se a debater, afinal, o que falamos quando falamos em cultura popular no Brasil.

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Angela Akagawa e Cleusa Garfinkel se unem novamente para a 4ª CompartiArte, mostra que acontece entre os dias 9 e 11 de agosto, no Centro Brasileiro Britânico (CBB). Com o apoio de um grupo de voluntários e sob a consultoria do curador Agnaldo Farias, as empresárias e colecionadoras de arte promovem mais uma edição da exposição beneficente que visa difundir a arte contemporânea e, ao mesmo tempo, auxiliar instituições que prestam serviços fundamentais à comunidade. A abertura do evento ocorre na noite do dia 9 e é restrita a convidados.

Neste ano, 74 artistas colaboram com o evento e cedem pelo menos 50% do valor que deverá ser arrecadado com a venda de suas obras. Muitas, inclusive, são oferecidas em valores mais acessíveis para maior interesse dos entusiastas da arte.

São pinturas, esculturas, desenhos, aquarelas, gravuras e fotografias reunidas em um único espaço. Trabalhos de artistas como Sandra Cinto, Iran Espirito Santo, Marcius Galan, Leda Catunda, Albano Afonso, Artur Lescher, Paulo Pasta, Rosângela Dorázio, Renata Cruz, Laura Gorski, Thereza Salazar, Sérgio Lucena, Rômulo Fialdini, Mila Mayer, Mauro Piva, Marcelo Aniello, Manoel Veiga, Marta Matushita, Flávio Cerqueira e muitos outros novos talentos.

A Associação dos Amigos da Criança pelo Esporte Maior (AMEM) e a ONG Share | Associação Beneficente Nossa Senhora Auxilidadora são as duas instituições que, neste ano, serão beneficiadas pelas vendas do evento, realizado a partir do trabalho conjunto das organizadoras e dos artistas, com o apoio também de galeristas, empresas apoiadoras e colecionadores.

Em 2014, as doações foram direcionadas ao Grupo de Apoio ao Adolescente e a Criança com Câncer – GRAACC e à ONG Share | Associação Beneficente Nossa Senhora Auxiliadora. Em 2015, as verbas foram revertidas à ACTC – Casa do Coração e à ONG Share, e no ultimo ano, as entidades escolhidas foram a União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social – Unibes e a ONG Share.

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Pela primeira vez, um programa reúne grandes nomes do design contemporâneo com uma única missão: produzir peças para o cotidiano do século 21 usando pedras portuguesas. E foi assim que surgiu a exposição “Common Sense”, com curadoria da portuguesa Guta Moura Guedes.

Os designers tiveram o desafio de criar objetos com diversos tipos de mármore e a avant première internacional acontece no Instituto Bardi, mais precisamente na Casa de Vidro, entre os dias 2 e 27 de agosto, em São Paulo. Os artistas e designers convidados são de diversos países, incluindo o Brasil. As 11 peças criadas servem tanto para o uso doméstico quanto para o uso no cotidiano do trabalho – ou mesmo nos espaços públicos.

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vO pintor, escultor e desenhista Raphael Galvez sempre teve um apreço muito grande por suas obras. Por toda vida, recusou-se a vender seus trabalhos, sendo um artista pouco conhecido pelo grande público, apesar do seu reconhecimento por toda crítica, que sempre o considerou um importante artista do modernismo brasileiro. Entre 18 de agosto e 16 de setembro, o público paulistano poderá conhecer de perto seu trabalho, em uma mostra beneficente realizada na Galeria Almeida e Dale.

A exposição traz um conjunto de 60 obras de Galvez, sendo 40 pinturas e 20 desenhos. Os trabalhos foram doados pelo colecionador Orandi Momesso, que decidiu colocar obras do artista que fazem parte da sua coleção à venda , de modo a arrecadar recursos e doar integralmente a Médicos Sem Fronteiras, organização internacional sem fins lucrativos, que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias pelos quatro cantos do mundo.

A ideia da mostra beneficente surgiu em 2016, quando Orandi se deparou com uma videorreportagem que apresentava o trabalho da instituição. Encantado com a atuação dos profissionais de MSF, decidiu que deveria ajudar a organização e resolveu doar parte do acervo do artista pertencentes a sua coleção. O colecionador, aliás, foi amigo de Galvez e, após a sua morte, em 1998, herdou toda a sua extensa produção.

“Galvez é um dos grandes nomes da segunda geração do modernismo brasileiro, autor de uma obra extraordinária. Ao lodo de figuras como Alfredo Volpi e Mario Zanini, de quem foi colega inclusive, o artista ocupa espaço no Pantheon das artes deste período”, afirma Orandi.

Para auxiliá-lo no processo de escolha das obras, o colecionador convidou o curador Rui Moreira Leite, que assina a curadoria da exposição. Além dos óleos e desenhos que estarão à venda, o curador integrou à mostra um núcleo de pinturas e esculturas que permitirão aos visitantes uma maior e melhor compreensão do conjunto da obra de Galvez e de sua trajetória.

“A exposição traz um recorte bastante interessante da produção de Galvez, um registro do que foram, para o artista, os anos 30 até 80. Ganham destaque nesta época uma série de paisagens de São Paulo, às margens do rio Tietê. São pinturas de tons baixos, normalmente cinzas e ocres, com a qual registra os arrabaldes da cidade. Seus flagrantes mostram paisagens praticamente despovoadas, com presença humana raramente sugerida por lavadeiras ou remadores”, diz o curador.

Durante a abertura da mostra na Galeria Almeida e Dale, será também lançado um livro que apresentará ao leitor a vida e a obra de Raphael Galvez. A publicação trará textos de Orandi Momesso e de Rui Moreira Leite, que na ocasião participará ainda de um bate-bapo com o público interessado. O livro, de capa dura e 256 páginas, é editado pela Via Impressa Design Gráfico e Edições de Arte.

terça-feira, 25 de julho de 2017
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Avanços no padrão de vida e bem-estar têm assegurado, década após década, a expansão das famílias. Apesar de algumas sociedades registrarem queda nas taxas de natalidade, praticamente todas testemunham o aumento da longevidade, fruto de revoluções farmacêuticas e tecnológicas. As implicações ocasionadas pela superpopulação é o que norteia Plethora, ensaio que o fotógrafo Julio Bittencourt apresenta na Galeria Lume entre 22 de agosto e 7 de outubro.

A mostra, que tem curadoria assinada por Paulo Kassab Jr., apresenta ao público paulistano dez obras do artista, entre fotografias, composições em metacrilatos e uma projeção de vídeo. Alguns dos registros que compõem a mostra são inéditos, realizados pelo fotógrafo em julho deste ano.

“Através de imagens de temas comuns a grande parte população mundial, o projeto tem como objetivo utilizar o homem como personagem principal nesses cenários de massas e dar uma visão global sobre a questão da superpopulação a partir da abordagem do relacionamento do homem com o ambiente ao seu redor”, afirma Julio Bittencourt.

A exposição traz um recorte do projeto, retratando comunidades em centros urbanos em que o fenômeno é particularmente relevante. São Paulo, Nova York, Tóquio, Mumbai, Pequim e Jacarta são as cidades utilizadas como pano de fundo nas fotografias de Bittencourt, que documenta cenas urbanas superpovoadas, dos presídios brasileiros aos hotéis-cápsulas e metrôs superlotados do Japão.

Para o fotógrafo, o mal-estar causado pelo excesso de vida, sentimento tão comum aos habitantes das grandes metrópoles, é antes consequência de um desejo natural do homem em aglomerar-se, em estar junto a seus semelhantes. Ao mesmo tempo em que tal proximidade diminui vastidão do mundo e o torna mais acolhedor, também implica no acirramento da disputa por recursos finitos.

“Se os prognósticos não mudarem, podemos estar olhando para um futuro em que nosso planeta não será apenas superpovoado e mais urbano, mas também mais pobre e muito mais desigual economicamente”, pontua o fotógrafo.

SP-Arte/Foto

Ao lado de Ana Vitória Mussi e Gal Oppido, ambos artistas representados pela Galeria Lume, Julio Bittencourt também terá alguns de seus trabalhos apresentado na 11ª edição da SP-Arte/Foto, principal evento de fotografia do circuito brasileiro. O evento será realizado no JK Iguatemi, entre os dias 23 e 27 de agosto, reunindo em um só local as principais galerias do país, com obras de alguns dos mais importantes fotógrafos da contemporaneidade brasileira e mundial. Integrando a programação oficial paralela à feira, a galeria realiza, no dia 27 de agosto, às 11h, uma visita guiada à exposição Plethora, com participação do próprio fotógrafo.

O artista

O fotógrafo paulistano Julio Bittencourt cresceu entre São Paulo e Nova York. Seus trabalhos, de modo geral, refletem seu interesse por, através de histórias distintas, investigar as relações entre o homem e o seu ambiente.

Suas fotografias já foram expostas em galerias e museus em diversos países, entre os quais o Museu de Arte de São Paulo (Masp), em São Paulo; o Museu Nacional, em Brasília; e o Kiyosato Museum of Photographic Arts, em Yamanashi, no Japão.

Com Plethora, Bittencourt integra atualmente a Aesthetica Art Prize, exposição coletiva em cartaz na York Art Gallery, em York, na Inglaterra. Promovida pela Aesthetica Magazine, revista inglesa de arte, cultura e design, a mostra reúne obras e artistas que têm se destacado no mundo das artes.

Seus trabalhos estiveram presentes ainda em publicações como GEO, Stern, TIME, Le Monde, The Wall Street Journal, C Photo, The Guardian, The New Yorker, Esquire, French Photo, Financial Times, Los Angeles Times, The Huffington Post e Leica World Magazine, entre outras.

Bittencourt é também autor de dois livros – Numa janela do Edifício Prestes Maia 911 e Ramos.

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A Casa Guilherme de Almeida, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, tem uma intensa programação com palestras, cursos e exibições de filmes para os amantes da sétima arte – referência ao pioneirismo de Guilherme na crítica cinematográfica no Brasil. Entre agosto e setembro, o Museu-casa realiza quatro cursos gratuitos sobre cinema argentino contemporâneo, cinema surrealista, cinema de monstros e narrativas de animes. As atividades são gratuitas e serão na Sala Cinematographos e as inscrições são feitas no site.

Veja abaixo a descrição dos cursos:

Cinema de monstros e os sintomas da cultura | 9/8 a 13/9, quartas às 19h
Com Adriano Messias
Intercalando exibição de trechos de obras que retratam o monstruoso e o fantástico com discussão e apresentação de ideias, o pesquisador Adriano Messias mostra quanto as produções cinematográficas são capazes de pautar questões psicanalíticas e sócio-políticas. Alguns dos temas a serem discutidos referem-se aos alienígenas nos filmes B – produções secundárias de grandes estúdios que, nas décadas de 30 e 40, dividiam suas operações e na unidade A eram feitos apenas filmes de destaque – como metáfora dos vilões da Guerra Fria; aos zumbis; e aos limites do corpo no cinema, bem como a angústia e a fobia no suspense cinematográfico.

Panorama do cinema argentino contemporâneo | 10 a 31/8, quintas às 19h
Com Natalia Christofeletti Barrenha
Os encontros abordam a produção cinematográfica argentina dos últimos 20 anos: do florescimento do chamado Nuevo cine argentino, em meados da década de 1990, à consolidação dessa geração e às novas propostas surgidas entre o final dos anos 2000 e os dias de hoje. Por meio de diálogos entre as perspectivas contextuais e estéticas, a pesquisadora Natalia Barrenha discute temas como novas formas de representação da política, uso inovador do som, guinada subjetiva nos documentários, entre outros. As reflexões surgem a partir da observação de produções como O Pântano, de Lucrecia Martel, Fotografias, de Andrés Di Tella, entre outros.

Um sonho de cinema: surrealismo na sétima arte | 12 e 19/8, sábados às 14h
Com Franthiesco Ballerini
Um dos mais famosos e exuberantes movimentos das artes plásticas do século XX invadiu o cinema a partir do Manifesto Surrealista, de André Bretton, em 1924. Nesse movimento, foram produzidas obras polêmicas como O Cão Andaluz (1928), de Luis Buñuel. Este curso discute a proposta do surrealismo no cinema, a quebra de convenções, invenções técnicas, novas propostas estéticas e os legados contemporâneos no cinema de David Cronenberg, Christopher Nolan e David Lynch.

Deusas e monstros: animes, narrativas e interseções | 20, 21, 27 e 28/9, quartas e quintas às 19h
Com Luiz Carneiro
Animes têm um jeito muito próprio de contar histórias e personagens com características muito específicas, entretanto, merecem muito mais atenção do que normalmente recebem no Brasil. Neste curso são exibidos os animes Kill la Kill, produção do Studio Trigger, Elfen Lied, dirigida por Mamoru Kanbe e A princesa e o cavaleiro, de Osamu Tezuka, para pensar as obras e seus significados relacionados a diversos aspectos sociais e culturais da cultura oriental.

sexta-feira, 21 de julho de 2017
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No dia 29 de julho, sábado, às 15h, a fotógrafa Claudia Andujar conversará com o público no Galpão VB como parte da programação da exposição “Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, que encerra sua temporada. A conversa será mediada por Gabriel Bogossian, co-curador da exposição. A entrada é gratuita e não é necessário realizar inscrição.

Obra de Claudia Andujar que faz parte da exposição “Nada Levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, em cartaz até 29 de julho no Galpão VB

Ao lado do trabalho de Miguel Rio Branco, a obra da fotógrafa é um dos eixos estruturantes da exposição no Galpão VB, que conta com o slideshow Catrimani e a fotografia Casulo humano (rito mortuário Yanomami), além da videoinstalação Yano-a (Wakata-ú – Terra Indígena Yanomami), elaborada por Gisela Motta e Leandro Lima a partir de uma fotografia de Andujar.
Reconhecida internacionalmente, sua obra integra o acervo de alguns dos principais museus do mundo, como o MoMA, em Nova York; a Maison Européene de la Photographie, em Paris; e o Instituto Inhotim, em Brumadinho, Brasil. Em sua conversa com o público do Galpão VB, Claudia falará sobre sua longa relação com os Yanomami e também sobre facetas menos conhecidas de sua obra, como a atividade fotojornalística do início de sua carreira.

segunda-feira, 17 de julho de 2017
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Considerado um dos escultores mais importantes do país e criador de um dos monumentos mais icônicos e significativos da cidade de São Paulo, Victor Brecheret tem seu trabalho celebrado pela Dan Galeria, que recebe, até 29 de julho, a exposição Brecheret: Encantamento e Força, que tem curadoria de Daisy Peccinini, especialista na obra do artista.

A mostra inclui criações do escultor de um período que vai de 1916 a 1955, apresentando ao público um panorama bastante abrangente da carreira artística de Brecheret, expondo, inclusive, as várias possibilidades e momentos estéticos que o artista vivenciou e incorporou em seu trabalho. São 46 obras, entre esculturas e desenhos, que se dividem em núcleos e subnúcleos. “O feminino, o masculino e o idílio”, “Arte indígena”, “Arta sacra” e “Cavalos” são os temas que se sobrepõem às esculturas. “Desenhos” é apresentado como o quinto núcleo da exposição, por sua vez subdividido pelos temas equivalentes aos dos grupos escultóricos.

Para a curadora, duas qualidades se impõem como marcas estilísticas permanentes na obra do escultor, independente do tema ou código por elencado: o encantamento e a força. “Encantamento, uma especial sedução pela impecável fatura, fazendo os olhares deslizarem pelos volumes flexuosos, interagindo com a sensibilidade e o prazer de cada um que os contempla”, afirma Daisy. “E se de um lado existem encantamentos, por outro há um élan que integra as partes numa pulsão centrífuga, de modo que os volumes sedutores possuem força e tensão que os aglutinam e geram uma aura monumental”, completa.

Tema preponderante na produção de Brecheret, a figura feminina convida o público, já na parte exterior da galeria, a imergir em seu universo criativo: a monumental Morena (c. 1951), escultura em bronze com mais de 2,4 metros de altura, recebe-o como uma anfitriã do espaço.

O feminino da mitologia grega ganha forma em Três graças (início da década de 1930), com a representação das deusas da dança, da graça e do amor, que em sua reprodução simbolizam as três raças de acordo com as teorias então vigentes – negra, amarela e branca. Unidas pelos ombros, as figuras desafiavam as mentalidades da época, marcada pelo nazismo e fascismo europeus, que pregavam a superioridade dos brancos sobre os demais. “Um trabalho arrojado plástico e politicamente, que naquele contexto exaltava a harmonia e a fraternidade”, acrescenta a curadora.

O bronze Cabeça de Marisa (c. 1955) foi fundido a partir de um gesso modelado pelo artista horas antes de sua morte. Dedicado a imprimir nele o retrato de sua sobrinha, Brecheret, por meio de ordenação rigorosa e refinada, emprega na obra simplicidade, pureza e força plástica de formas, características tão comuns em seus retratos.

Beijo (c. déc. 1930) traz uma das raras peças em sua produção representando o idílio entre um homem e uma mulher. O bronze polido assume uma forma oval, alongada, quebrada por pequenas incisões horizontais, sugerindo ao espectador mão entrelaçadas do casal.

Consciente da importância dos povos da terra para a formação e a expansão territorial da nação brasileira, o artista dedicou-se também, principalmente a partir da década de 1940, ao universo das formas primitivas da cultura indígena do país. Filha da terra roxa (c. 1947-1948) foi um de seus primeiros trabalhos com a temática. Modelada inicialmente com terra roxa, a terracota foi exposta em 1948 na Galeria Domus, primeira a expor os modernistas brasileiros. Na mostra da Dan Galeria, a peça apresentada é fundida em bronze.

Apesar de não ter sido religioso, o artista tinha uma admiração muito grande pela arte sacra, presente em sua produção nas mais diversas épocas. Nesse contexto, A virgem com o Menino Jesus foi um dos temas mais trabalhados por Brecheret, tendo sido realizado em diferentes composições e materiais. Em Virgem (c. 1923-1925), ele inova a tradição iconográfica, dispondo a Virgem de joelhos, construindo um jogo complexo de curvas e contracurvas, que dançam sob a ação da luz sobre o metal polido.

O relevo Cavalos (c. 1953) traz o modelo de um dos painéis de mármore travertino que recobrem as fachadas de ingresso do Jockey Club de São Paulo, onde o artista realizou uma verdadeira saga dos cavalos de corrida, seu ciclo de vida, de vitórias e final de carreira. Na peça apresentada na exposição, os volumes conjugam a tensão e o furor da competição com a exaltação da elegância e da beleza dos animais.

Por fim, o conjunto de desenhos apresentado na mostra tem qualidade e condição singular, uma vez que muitos deles prefiguram a obra escultórica que surgiria posteriormente. Três Graças (c. início déc. 1930), em uma versão de bico de pena sobre papel, é um destes exemplos. O desenho emana o frescor das aparições subconscientes, como uma primeira expressão que depois assumirá materialidade tridimensional na obra escultórica.

San Michelle (c. 1916), um retrato de São Miguel Arcanjo, é um dos destaques do núcleo. Trata-se de um desenho, inédito até então, produzido pelo artista no período de sua formação em Roma. O ensaio, realizado a partir de uma pintura de altar de autoria de Guido Reni, já prenuncia sua grande capacidade e o olhar plástico do artista. “Impressiona a habilidade da transcrição fiel da pintura e sua capacidade de, apenas com o uso do crayon, conseguir dar o modelado dos relevos e das depressões dos corpos, mantendo uma tensão e dinamismo da cena”, afirma Daisy

quarta-feira, 12 de julho de 2017
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Verve Galeria exibe Relíquias, do artista multimídia Luiz Martins, com curadoria de Ian Duarte Lucas. Montada na forma de site-specific, a exposição composta por 15 obras – esculturas e desenhos – revela as inúmeras camadas de pesquisa e experimentação desenvolvidas pelo artista em seu ateliê, revisitando sua trajetória e propondo ao público uma relação gradual de descoberta de seu trabalho.

Ao apresentar peças em diversos formatos, como se fossem verdadeiros achados arqueológicos, o intuito de Luiz Martins é aproximar sua produção do espectador, desvendando na riqueza de detalhes suas propriedades mais particulares. “Ao falar das relíquias, estamos no limiar entre o imemorial e o material. Neste território do inconsciente, depósito de relíquias do passado, Luiz Martins nos conduz por arranjos e formas arquetípicas que parecem nos apresentar algo de familiar, ainda que por algum momento esquecido”, comenta o curador Ian Duarte Lucas. A ideia é que o público interaja com essas relíquias – achados preciosos do ateliê do artista -, agrupadas em uma expografia especial ao longo de diferentes percursos possíveis, de maneira a comunicar algo para além do tempo e do espaço presentes.

As relíquias de Luiz Martins destacam sua habilidade em trabalhar as formas, o equilíbrio e a materialidade que transcende suas obras. Camada após camada, o espectador é convidado a descobrir a importância da matéria em seu processo de criação. Nas palavras do curador da mostra: “Nos trabalhos aqui apresentados, estabelece-se uma relação de intimidade, na descoberta gradual de uma grande instalação nos diferentes espaços da galeria. Sua coleção de relíquias nos apresenta um singelo convite: a pausa para o olhar mais atento, a relação direta com a arte, o detalhe, aquilo que é mais precioso; a nós mesmos”.

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Em homenagem ao Dia do Rock, 13 de julho, a Samsung Rock Exhibition, série inteiramente dedicada às exposições de rock e cultura pop, patrocinada pela líder mundial em tecnologia em parceria com o Ministério da Cultura e realização do Instituto Dançar, liberou a entrada* para os visitantes da exposição Nirvana: Taking Punk to the Masses que adquirirem seus ingressos via internet e doarem um agasalho.

A promoção é válida somente para emissão de ingressos por meio do site de venda oficial. Ingressos adquiridos no local terão os preços regulares. A gratuidade do ingresso é exclusiva para as sessões do dia 13 de julho, Dia do Rock, acompanhada da doação de um agasalho em bom estado. A liberação do acesso está condicionada à lotação de cada sessão.

A exposição foi inaugurada em 22 de junho, no Museu Histórico Nacional, localizado no centro histórico do Rio de Janeiro, onde fica até 22 de agosto. Organizado pelo Museu de Cultura Pop em Seattle (MoPOP), o acervo tem mais de 200 peças entre instrumentos icônicos, fotos, vídeos, depoimentos, álbuns, objetos pessoais dos integrantes, cartazes, entre outras peças, que vão desde a origem do grupo, em Aberdeen, às grandes turnês internacionais.

O projeto compõe uma das atividades previstas no calendário 2017 do Samsung Conecta, iniciativa que tem por objetivo oferecer experiências únicas, na música e no esporte, para os consumidores brasileiros.

A exposição, que tem como curador Jacob McMurray, retrata a história do Nirvana e Seattle, epicentro cultural e musical da geração da década de 90. Essa é a primeira vez que a exposição sai do The Museum of Pop Culture de Seattle (MoPOP) para ganhar outras regiões.

O acervo narra detalhadamente o processo criativo do disco “In Utero”, o último da banda, e a morte de Kurt Cobain, em 1994, além de um mural com os 21 discos que fazem parte da coleção pessoal do baixista Krist Novoselic.

“No dia especial do Rock, queremos que os brasileiros possam ter a experiência única de reviver, por meio dessa exposição, todos os momentos de uma das maiores bandas de rock do mundo, o Nirvana”, ressalta Andréa Mello, Diretora de Marketing Corporativo e de Consumer Electronics da Samsung Brasil.

*A entrada gratuita está condicionada à aquisição pela internet pelo site divulgado, lotação máxima permitida e doação de um agasalho em bom estado na entrada.

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A partir de 7 de julho, a Matilha Cultural vai ser palco da exposição Tessituras – tramas de som e luz, da diretora de arte, cenógrafa, figurinista e fotógrafa Karla Pessôa. A exposição é composta por autorretratos impressos em grande formato, resulta de intensa pesquisa de luz, som e suas intervenções sobre o corpo e a cena. A exposição conta com trilha sonora exclusiva composta pelo premiado músico Ivo Senra. A curadoria é da museóloga Karina Muniz Viana. Tessituras – tramas de som e luz fica em cartaz de 7 de julho a 6 de agosto de 2017.

Tessituras – tramas de som e luz trata de questões íntimas da artista, mas que se desdobram em questões contemporâneas num tempo de exposição maciça e falta de reflexão. Nas palavras da curadora: “Pessôa, à frente de seu tempo, transmite em imagens ‘sensíveis’ o que o inconsciente humano desenha e movimenta aleatoriamente, em um jogo continuado de formas e sensações. Como navalha que rompe, penetra e liberta, sua produção trouxe aos nossos olhos um manifesto de clamor à libertação pragmática”.

O processo de construção das imagens contou com a presença da curadora, que após concluído, seguiu para as mãos do compositor Ivo Senra. A trilha sonora original é parte fundamental da exposição, assim como o projeto de iluminação, assinado pro Djalma Amaral: sem elas, as imagens impressas e as cronofotografias perderiam toda sua potência. Karla Pessôa atua há mais de 18 anos no meio cultural e sua ligação com a música é muito forte, tendo trabalhado como figurinista, cenógrafa, diretora de arte e fotógrafa com artistas dos mais variados estilos como Isabella Taviani, Bianca Gismonti, Thiago Amud e Mariana Baltar. Dessa vivência intensa com a música veio a necessidade de embalar suas imagens com uma trilha exclusiva, pensada para a exposição sob encomenda.

Fest Contrapedal exibe filmes de novos diretores lationoamericanos

A programação do Fest Contrapedal São Paulo também conta com uma programação de filmes premiados, todos de novos diretores da América Latina. A Sala Paulo Emílio do Centro Cultural de São Paulo recebe quatro títulos dias 08 e 09 de julho e todas as sessões serão gratuitas, mediante retirada de senha uma hora antes.
 
8 de julho:
18h – JAUJA (Lisandro Alonso, 2014): 
Uma coprodução entre Argentina, Dinamarca, França, México, EUA, Alemanha, Holanda e até o Brasil. Um homem e sua filha embarcam numa viagem que tem como destino um deserto localizado no fim do mundo. A beleza das locações transborda da tela, através de uma fotografia (Timo Salminen) dessas para emoldurar e pendurar em destaque naquela parede da sala. 
Trailer > https://www.youtube.com/watch?v=2gfIqlSgfNA

20h – Cinema Novo (Eryk Rocha, 2016)
Vencedor do 69º Festival de Cannes na categoria de Melhor Documentário em 2016. Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo. Mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro.
Trailer > https://www.youtube.com/watch?v=TY1TMPCnLOA

9 de julho:
18h – Los Años Azules (Sofía Gómez Córdova, 2017)
Um gato recluso e uma velha casa demolida testemunham os dramas de cinco moradores jovens, vindos de diferentes lugares e culturas opostas. Eles convivem numa harmonia fraca até a chegada de um inquilino extravagante que os transforma em uma família fugaz e disfuncional. O filme lançado recentemente ganhou prêmios como melhor diretor, melhor atriz e melhor longa-metragem, no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, em março deste ano. 
Trailer > https://www.youtube.com/watch?v=lNNT1-2dNpQ

20h – Clever (Federico Borgia e Guillermo Madeiro, 2015)
Clever é um instrutor de artes marciais, divorciado e pai. Obcecado com alguns efeitos especiais que ele quer mandar pintar em seu carro, decide viajar para uma aldeia remota, a fim de conhecer o suposto artista que pode fazer isso acontecer. Mas, ao longo do caminho, personagens excêntricos e misteriosos irão levá-lo a um destino inesperado. Eleito o melhor filme da Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem do 26° Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, o filme tem a direção de Federico Borgia e Guilhermo Madeiro. 
Trailer > https://youtu.be/Ia_VrlYoKo8

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Galeria Luisa Strina apresenta Circulovisão, segunda exposição de Jarbas Lopes na galeria. A união de duas palavras nomeia e traz à tona o sentido da exposição: obras interliga das compartilhando perspectivas pa ra a visão, a física e a poética, entre dualidades que também percebem o espiritual, a pré-visão, a visão ampliada em pergunta e respostas abstratas, intuito principal nas obras Círculo Oráculo e Exposição.Frutos do exercício contí nuo de Jarbas Lopes, os trabalhos se acomodam de forma a reafirmarem a sensação de presença de quem contempla a exposição, fazendo referência a uma instalação, mas que mantém a independência d e cada parte. Serão pinturas, que ganham o espaço enfatizando a importância da tela trama como plano e como base, esculturas e objeto.

Exposições individuais recentes incluem: “e a u”, CRAC Alsace, Altkirch, França (2017); Galeria Baginski, Lisboa (2015); Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2013); “Park Central”, Tilton Gallery, Nova York (2010); “Cicloviaérea”, Museo Nacional de Bellas Artes, Santiago (2010); “Padedéu” em colaboração com Laura Lima, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2009).Exposições coletivas recentes incluem: “Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture”, Museum Beelden aan Zee, Haia (2016); “Provocar Urbanos: Inquietações sobre a Cidade”, Sesc Vila Mariana, São Paulo (2016); “E de novo montanha, rio, mar, selva, floresta”, SESC Palladium, Belo Horizonte (2016); “(de) (re) construct: Artworks from the Permanent Collection”, Bronx Museum, Nova York (2015); “Look.look.again.”, The Aldrich Contemporary Art Museum, Ridgefield (2009); “Desenhos: A-Z”, Museu da Cidade, Lisboa (2009).Coleções públicas das quais seu trabalho é parte incluem: Instituto Inhotim, Brasil; Victoria and Albert Museum, Inglaterra; The Cisneros Fontanals Art Foundation, EUA; Henry Moore Foundation, Inglaterra; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte da Pampulha, Brasil; Fundación ARCO, Espanha; MoMA Museum of Modern Art, EUA.

quinta-feira, 22 de junho de 2017
Brasileiro lança parceria com o músico islandês

Thiago Cóstackz expande as variáveis de sua arte e lança no YouTube o clipe “Final Sacrifice”, ao mesmo tempo em que encerra sua exposição multimídia o “Pássaro de Fogo”, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

A música “Final Sacrifice” foi criada em parceria com o cantor e compositor islandês Hjörvar Hjörleifsson, que assina a trilha sonora do filme “Caminhando sobre a terra, uma viagem a 10 lugares ameaçados do planeta” parte de um dos projetos de grande fôlego de Cóstackz, a expedição artístico-científica “S.O.S Terra” (2014).

A partir de agora unidos no duo C2H, os artistas mesclam nesta estreia com “Final Sacrifice”, suas diferentes referências sobre culturas tribais, rock progressivo, música experimental e clássica. Não por acaso, Cóstackz faz o vídeo performance inspirado em danças primitivas e danças clássicas como a “A sagração da primavera” e “O pássaro de fogo”, de Igor Stravinsky. Além de encenar, Cóstackz também assina a letra da música, a direção e o roteiro do clipe, feito em parceria com Fernando Vitolo, da Younik.

Sobre o nome do duo, o C2H, a ideia vai além das menções aos nomes Cóstackz e Hjörvar, mas é uma referência ao hidrocarboneto, elemento químico não existente no planeta Terra, mas abundante no meio interestelar. Em breve, o duo lançará duas novas canções atreladas a um novo projeto multimídia.

“A cada novo projeto, Cóstackz impressiona pelo número de suportes que utiliza, e aqui não é diferente ao escrever a letra para o duo C2H e criar o clipe para completar a sua nova exposição multimídia”, afirma o pesquisador de artes visuais, Antonio Amoedo.

terça-feira, 20 de junho de 2017
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O Museu da Imagem e do Som recebe a instalação multimídia Soundtrack por Oskar Metsavaht. Em um singular projeto, o artista plástico Oskar Metsavaht assumiu o olhar do personagem Cris, vivido por Selton Mello, e traz para a realidade o projeto final de Cris que teria ficado no universo cinematográfico. A mostra faz um percurso estreito e cada imagem é exibida junto a um headphone, onde é possível ouvir exatamente o que o personagem do longa, um artista e fotógrafo, ouvia no momento de seus próprios retratos.
“Nesta mostra, o artista Oskar Metsavaht nos dá a sua experiência de despersonalização. Cris é ele. Ele é Cris. Esta exposição é exatamente a que o personagem Cris teria feito no filme”, explica Marc Pottier, curador da mostra. “Soundtrack é uma instalação, um caminho labiríntico íntimo, pontilhado com uma série de autorretratos em pequenos formatos e fones de ouvido que convidam o público a mergulhar no mundo de Cris”, completa.

Na trama, Cris (Selton Mello) mergulha num projeto de autorretratos e captação de sons numa fictícia estação polar de pesquisas. O lugar inóspito e o estado emocional do personagem transbordam para as imagens conforme Cris ouve as músicas que selecionou para cada shooting. O trailer do filme está exibido em looping na montagem e a estreia nos cinemas, marcada para 6 de julho.

quarta-feira, 14 de junho de 2017
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Maybelline New York, marca número 1 de maquiagem do mundo, anuncia Erin Parsons como sua Makeup Artist global. Nova favorita dos principais editores, fotógrafos e maquiadora pessoal de Gigi Hadid, Parsons é aclamada por seu trabalho editorial inspirado e a aparência de beleza ousada que confere a seus looks. Em seu papel como Make-Up Artist global, Parsons contribuirá com sua visão artística para a maquiagem Maybelline New York, além de assinar desfiles de moda e ser a maquiadora principal das campanhas da marca.
“Estamos extremamente empolgados com a parceria com Erin Parsons”, disse Leonardo Chavez, Presidente Global de Maybelline New York. “Erin é altamente criativa, inventiva e incorpora a energia da marca. Ela é conhecida por sua paixão pela experimentação artística, com looks marcantes e modernos que são altamente aspiracionais para os nossos consumidores”.
Parsons junta-se ao time de maquiadores, fotógrafos e modelos que ajudaram a moldar a identidade da icônica marca de beleza: “Quando criança, lembro-me de ver anúncios Maybelline em revistas. Destacava e pendurava na minha parede porque me permitiam sonhar. Hoje, na era digital, não só podemos criar arte de aspiração, como temos a capacidade de ensiná-la”, disse Erin Parsons. “Estou muito animada em ser oficialmente parte da família Maybelline, para juntos criarmos arte de maquiagem que inspirará uma nova geração a sonhar”.
Parsons cresceu em uma pequena cidade em Ohio, onde concentrou suas paixões e começou sua carreira em arte de maquiagem atrás do balcão, revigorando, educando e inspirando seus clientes através do poder da maquiagem. Depois de se concentrar em Nova York, começou a assistir artistas de renome mundial que a encontraram trabalhando em desfiles de moda em todo o mundo e conheceu a porta-voz de Maybelline New York, Gigi Hadid. Parsons foi apresentada à marca por Hadid e colaborou em seu primeiro shooting em dezembro de 2015.
A artista trabalha regularmente com as melhores revistas de moda, incluindo Vogue e Harper’s Bazaar, e já criou campanhas memoráveis para Maybelline New York, Vogue Eyewear, Reebok e Tommy Hilfiger, além de looks para grandes desfiles, incluindo Jonathan Simkhai e La Perla.

quinta-feira, 8 de junho de 2017
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Tudo em Claudio Alvarez nos conduz a uma poética dos fenômenos cinéticos e óticos. As formas de suas obras, em constante interação com o observador, despertam a sensação retiniana por meio do movimento e da vibração. A partir de 13 de junho, o público poderá conferir de perto vários de seus trabalhos em “Sobretempos”, mostra individual do artista que a Galeria Lume recebe até 12 de agosto.
Com curadoria de Paulo Kassab Jr., a exposição apresenta 11 esculturas recentes do artista, 8 delas ainda inéditas. Juntas, elas propõem uma série de diálogos e reflexões sobre a realidade ou virtualidade.
“A exposição apresenta ao espectador uma forma distinta de compreender e questionar a própria realidade diante do objeto, as obras confundem nossos sentidos e desestabilizam nossa percepção do espaço”, afirma o curador.
O movimento mecânico, os jogos de espelho e a interação do visitante, tem papel decisivo na estrutura expositiva de Claudio Alvarez.
Nas Instalações para viagem, Claudio Alvarez critica a falta de espaço demandada para as instalações na arte contemporânea. Dentro de pequenas caixas, temos um imenso espaço visual onde são instalados objetos produzidos pelo efeito de luz e sombra que invadem o interior da caixa por orifícios minuciosamente planejados. São obras luminocinéticas, que possuem sempre a luz e o movimento como tema principal.
Em Espaços Simultâneos, o artista dialoga com a tênue linha que separa a verdade do quimérico. A obra, estática, é constituída por uma dimensão real que cria, através de espelhos, mais dois espaços, potenciais saídas desses ambientes: uma virtual, aos fundos, e outra real, para fora do espaço construído. A ligação entre esses dois ambientes é representada por uma escada.
“O observador consegue se enxergar naquele espaço, mas, diante do jogo ilusório que lhe é proposto, fica sem saber dizer se está do lado de dentro ou de fora”, pontua Claudio Alvarez. “Como o próprio nome da mostra sugere, são sobreposições, um tempo que se sobrepõe a outros, que dilui e atravessa o espaço e que nos coloca aqui e lá ao mesmo tempo”, completa.

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Em A Casa dos Budas Ditosos, uma comédia afrodisíaca adaptada por Domingos de Oliveira do romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro, a atriz Fernanda Torres interpreta uma libertina baiana sexagenária que detalha as incontáveis experiências sexuais que teve ao longo da vida.
 
Depois de elogiadas temporadas pelas principais capitais brasileiras e também em Portugal, A Casa dos Budas Ditosos faz curtíssima temporada no Teatro Cetip, nos dias 07, 08 e 09 de julho. Os ingressos já estão disponíveis na bilheteria do Teatro Cetip (Rua dos Coropés, 88).

Quando Domingos de Oliveira leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Nem todo livro rende uma boa adaptação teatral; A Casa dos Budas Ditosos, porém, é um livro escrito na primeira pessoa, é o depoimento de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz, não há danação na luxúria. Nasceu teatro porque é oral e é oral porque, segundo o próprio João Ubaldo, nas primeiras páginas do livro: “é impossível falar sobre sexo na terceira pessoa”.
 
Para viver a personagem, Domingos pensou que “precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem”. Ao diretor, pareceu que uma atriz que estivesse “entre os trinta e cinco e os quarenta e poucos, a melhor idade na vida de qualquer mulher”. Segundo a baiana do livro, seria o ideal para criar essa diversidade.
 
Esse artifício, simples e não realista, de ter uma atriz de meia-idade, vivendo uma mulher de idade que se lembra de todas as suas idades, acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. Quem prega, confessa, ri é a mulher no seu ideal é uma imagem projetada e viva. Essa ilusão contribui para que a viagem sexo-sensorial, proposta por João Ubaldo, aconteça plenamente no teatro. É impossível ficar indiferente à seleção de homens e mulheres que a baiana evoca, como também é impossível, ao evocá-los, deixar de passar em revista o seu próprio memorial afetivo. Esse efeito colateral, talvez, seja a grande experiência sensorial do espetáculo.
 
“A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós”, diz Domingos.
 
Fernanda Torres encontrou nesse convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança aos dois, Domingos e Fernanda, de optar pela limpeza absoluta, de confiar na máxima de que quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais, o maravilhoso livro Nossa Vida Sexual, de Fritz Khan, da biblioteca do avô da personagem, (que foi encontrado em um sebo de São Paulo) e os dois Budas Ditosos, estatuazinha em miniatura de dois budinhas praticando o sexo, “essas coisas milenares, de Chinês”.

segunda-feira, 5 de junho de 2017
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O artista venezuelano Ricardo Alcaide é um dos nomes mais quentes do mercado das artes atual. Representado pela Baró Galeria no Brasil e na Europa pela Von Bartha, que tem sede em Basel, na Suíça, ele acaba de criar com exclusividade para a SP55 Galeria.

Ao todo, foram criadas 8 obras diferentes separadas por tiragens de oito cores individualizadas – o trabalho é parte da evolução de suas experimentações monocromáticas sobre painéis de MDF, tomando como ponto de partida a série “Rainbow of Chaos”, trabalho de 2015.Ricardo mora em São Paulo, mais precisamente na área central da cidade, há dez anos e explora constantemente dentro de seu trabalho o modernismo e arquitetura versus a precariedade econômica atual.

Nirvana Taking Punk to the Masses

A Samsung Rock Exhibition, série inteiramente dedicada às exposições de rock e cultura pop, patrocinada pela Samsung, em parceria com o Ministério da Cultura e realização do Instituto Dançar, traz ao Rio de Janeiro a exposição Nirvana: Taking Punk to the Masses, com preços populares de R$ 20,00 a R$ 30,00.
A abertura será no dia 22 de junho, no Museu Histórico Nacional, localizado no centro histórico do Rio de Janeiro, onde ficará até 22 de agosto. Os objetos pertencentes a um dos maiores ícones do rock nos anos 90 ficarão distribuídos em uma área de aproximadamente 800m², para apreciação do público.
Organizado pelo Museu de Cultura Pop em Seattle (MoPOP), o acervo tem mais de 200 peças entre instrumentos icônicos, fotos, vídeos, depoimentos, álbuns, itens pessoais dos integrantes, cartazes, entre outras peças, que vão desde a origem do grupo, em Aberdeen, às grandes turnês internacionais.
O projeto compõe as atividades do calendário 2017 do Samsung Conecta, que oferece experiências únicas, na música e no esporte, para os consumidores brasileiros.
Essa é a primeira vez que a exposição, que tem como curador Jacob McMurray, sai do The Museum of Pop Culture (MoPOP) de Seattle, epicentro cultural, para ganhar outras regiões. A expectativa do público é alta, bem como a perspectiva dos fãs, que aguardam ansiosamente para regressar ao passado e entrar novamente na década das camisas xadrezes de flanela.
A exposição narra detalhadamente o processo criativo do disco In Utero, o último da banda, a morte de Kurt Cobain, em 1994, além de um mural com os 21 discos que fazem parte do acervo pessoal do baixista Krist Novoselic.
“O nosso objetivo é proporcionar uma experiência única aos brasileiros e a oportunidade de reviver, por meio dessa exposição, todos os momentos de uma das maiores bandas de rock do mundo, o Nirvana”, afirma Andréa Mello, Diretora de Marketing Corporativo e Consumer Electronics da Samsung Brasil.
Histórico
A ascensão do Nirvana se deu em 1989, com seu característico som agressivo do punk rock, energizado pelo metal e hard rock, quando lançou o primeiro disco intitulado “Bleach”. Durante a turnê de lançamento, Chad Channing foi substituído por Dale Crover e, posteriormente, por Dan Peters. O Nirvana encontrou então seu baterista definitivo, Dave Grohl, e a partir desde momento a banda cresceu meteoricamente. O segundo álbum, intitulado “Nevermind”, saiu pelo selo DGC em 1991, recheado de riffs marcantes e com o grande clássico “Smells Like Teen Spirit”, se tornando um dos discos mais vendidos até os dias de hoje.
A banda teve uma extensa rotina de shows em sequência, muitas vezes em estádios lotados, inclusive no extinto Hollywood Rock Festival, no Rio de Janeiro, em 1993, tocando para mais de 35 mil pessoas. Naquele ano, Nirvana voltou ao estúdio para gravar “In Utero”, outro álbum com excelentes composições como “Serve the Servants”.
Em 8 de abril de 1994, com a morte de Kurt Cobain, Nirvana encerrou suas atividades, mas sua música permaneceu viva. No final do mesmo ano, Dave e Krist lançaram o disco “Unplugged in New York”, com a histórica apresentação para a MTV e, dois anos depois, lançaram um especial ao vivo do grupo, “The Muddy Banks of the Wishkah”, com sucessos executados em shows pelo mundo.

sexta-feira, 26 de maio de 2017
gra

A Colorgin Arte Urbana, marca de tinta spray da Tintas Sherwin-Williams, está apoiando o projeto Museu Arte na Rua (MAR), realizado pela Secretaria da Cultura da Prefeitura de São Paulo. Com o foco em promover e valorizar a produção de graffitis em diferentes regiões da cidade, a ação envolverá inicialmente a confecção de oito painéis realizados por grupos de artistas, que foram selecionados em um concurso promovido pela Secretaria da Cultura. Os oito projetos receberão investimento total de R$ 200 mil, que virão de recursos dos patrocinadores. O primeiro painel será feito no próximo final de semana, no domingo, dia 28 de maio, no bairro do Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, pelo coletivo Olho na Rua, no projeto chamado Inclugraff.

Para a ação, a Colorgin Arte Urbana irá doar mais de cinco mil tubos de tinta spray da marca e mais de 170 latas de 18 litros de tinta acrílica da Sherwin-Williams. O anúncio dos vencedores do concurso para a produção dos oito painéis ocorreu na quarta-feira (24/05) em uma coletiva de imprensa pelo prefeito de São Paulo, João Dória, e pelo Secretário da Cultura, André Sturm.

O presidente da Tintas Sherwin-Williams, Freddy Carrillo, esteve presente no evento e reforçou a iniciativa da empresa em apoiar a arte do graffiti na cidade de São Paulo e em todo o Brasil: “A Sherwin-Williams, por meio da marca Colorgin Arte Urbana apoia e patrocina uma série de eventos e de ações de fomento à arte do graffiti, como esta que está sendo realizada em parceria com a prefeitura de São Paulo. Os grafiteiros são importantes parceiros da Colorgin no desenvolvimento dos novos produtos, e apoiar esta ação traz um importante benefício para a cidade de São Paulo. Fomentamos essa forma de arte, de expressão e de inclusão social em todo o Brasil, pois acreditamos na força desse movimento para embelezar as cidades e a vida das pessoas”.

Na ocasião também foram divulgados os outros grupos de artistas e os seus respectivos painéis, que irão compor o projeto Museu Arte na Rua. Os trabalhos serão realizados todo final de semana, de junho até o final de julho. Durante as ações, estão previstas atividades de interação com a comunidade local.

quarta-feira, 24 de maio de 2017
galeria Jacques Ardies

A Galeria Jacques Ardies inaugura a mostra coletiva Naïfs da Contemporaneidade, com obras de 8 artistas brasileiros, cada um com sua visão própria e criativa sobre o universo em que vivemos.
 
Interpretar através da ‘arte naïf’ pode não ser tão simples, visto que se trata de uma expressão regional que percorre o mundo assumindo aspectos de acordo com o que é vivenciado pelos artistas. Estes, exibem suas próprias experiências por meio de linhas e formas peculiares, sem ter recebido formação acadêmica de uma escola de Belas Artes. Algumas das principais características deste gênero são o uso de cores vibrantes, a retratação de temas corriqueiros, traços geralmente figurativos, bem como a idealização da natureza sem rigor técnico, especialmente em relação à perspectiva. Neste sentido, a arte chamada “naïf” encontra no Brasil o ambiente ideal, que se amplifica ainda mais graças à exuberância das florestas, à intensa luminosidade e ao conhecido calor humano brasileiro.
 
Assim, a mostra Naïfs da Contemporaneidade apresenta 8 artistas representativos: Thais Gomes, Enzo Ferrara e Ana Denise expõem suas obras pela primeira vez na galeria. O baiano Bida, o paranaense Marcelo Schimaneski e a paulistana Maite entraram no elenco da galeria recentemente e mostram as suas últimas criações. Obras inéditas de Olimpio Bezerra (de Cuiabá), e de Ernani Pavaneli (do Rio de Janeiro) completam a mostra, que tem por objetivo evidenciar o dinamismo dos naïfs brasileiros atuais.

joana

A artista colombiana Johanna Calle retorna à Galeria Marilia Razuk com a exposição Babel. Drawings by Johanna Calle, sua terceira individual no espaço. A mostra, que segue em cartaz até o próximo sábado, 27, traz um conjunto de 79 obras, divididas em três séries de trabalhos que integram sua produção mais recente: Minúsculas, Párrafos e Simbiontes.
Dona de produção ao mesmo tempo delicada e contundente, a artista, que participou da 31ª Bienal de São Paulo, em 2014, e da Bienal de Sydney, em 2016, tem expandido e transformado aquilo que se entende como desenho. Johanna faz uso de materiais inusitados como fios, ferro e malhas de arame e aço, aproveitando-se de técnicas como costura, perfuração e textos manuscritos e datilografados para a construção de uma série de imagens.
A artista cria desenhos significativos, que muitas vezes denotam vulnerabilidade, fragilidade, precariedade, resistência e transgressão. Trata-se de uma forma simples, delicada e densa de referenciar problemas e incoerências que permeiam a sociedade latino-americana. Em sua obra, Johanna toma como matéria-prima não apenas o espanhol, sua língua-mãe, mas também línguas e alfabetos diversos. A artista enfatiza seus valores artísticos e, ao mesmo tempo, questiona a capacidade de comunicação de cada código.
Johanna utiliza a palavra como embrião de um desenho, cujos significados intelectuais e históricos estão escondidos pela forma. Suas obras nunca são de rápida fruição, permitindo ao observador descobrir universos criados a partir de signos.
Criada em 2013, a série Minúsculas é composta por 60 trabalhos realizados em papel japonês datilografados, cujos textos, compostos pela combinação de milhares de letras minúsculas, podem ser vistos de modo habitual e também de trás para frente. Párrafos – parágrafos, em português –também traz um questionamento acerca das letras e estruturas linguísticas. A série reúne 12 trabalhos, compostos por bases em MDF, sobrepostos a linhas retas de aço, combinadas a sistemas de letras antigas em borracha.
Simbiontes traz sete obras produzidas entre 2014 e 2015. O título que dá nome ao conjunto faz referência a uma relação simbiótica de dois ou mais organismos que, apesar de distintos, atuam em conjunto para o benefício mútuo. Criadas a partir de bordados sobre telas de aço, as obras se assemelham a uma cultura de microrganismos sobre placas de Petri, recipientes estéreis, cilíndricos e achatados, utilizados por profissionais de laboratório.

arte

A partir de hoje dia 17 de maio até 03 de junho, o SP_Urban Digital Festival promove uma edição “cápsula” pela capital paulista e se une ao Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para a redução de acidentes de trânsito. Sob o tema “mobilidade urbana”, a curadoria do SP_Urban irá espalhar obras de arte digital por quatro localizações na cidade de São Paulo.
A estação República do metrô, a Avenida Paulista, a Rua Augusta e a Cinemateca Brasileira serão palcos para obras digitais visuais e interativas e performances multimídia.
Vale destacar a obra Street Crosser, dos artistas Noobware & Nutone (Colômbia, Venezuela, Panamá e Suécia), que fez enorme sucesso na Avenida Paulista em 2014, na 2ª Mostra Play! – exposição de arte digital que transformou o edifício FIESP/SESI num enorme videogame interativo. A Street Crosser estará disponível para partidas com dois jogadores na área ação cultural do Metrô República e na Galeria de Arte Digital SESI-SP.
Na Rua Augusta, a ação tem como objetivo transformar dois campos cegos de edifícios (empenas) em janelas de processos culturais e tecnológicos. As projeções em grandes superfícies permitirão comunicar a uma quantidade massiva de pessoas. Serão transmitidas seis obras visuais do acervo do SP_Urban Digital Festival e três obras inéditas. Haverá também a transmissão de vinhetas que abordam de forma divertida questões importantes sobre a segurança no trânsito e dialogam com a arte digital.

O encerramento será dia 03 de junho na Cinemateca Brasileira, onde acontecerá a performance multimídia estereoscópica (com ilusões de ótica) do Vigas, uma performance de body mapping com Lia Paris e o VJ Spetto e atrações musicais com suporte visual sincronizado. A grande tela de cinema ao ar livre ainda receberá obras digitais e intervenções audiovisuais.

Apesar desta edição cápsula, o 5ª SP_Urban Digital Festival, está confirmado para o final de 2017.

A união do SP_Urban com o Maio Amarelo contam com a realização da produtora Verve Cultural, os patrocínios da Goodyear e Lenovo e apoio do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

cozinha mineira

A Associação Paulista de Críticos de Artes – APCA realiza seu tradicional evento de premiação dos melhores nas Artes de 2016, em 12 categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Moda, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão. A cerimônia acontece no Theatro Municipal de São Paulo, com apresentações da cantora Céu e do grupo As Bahias e a Cozinha Mineira. Doze casais – formados por personalidades do mundo do espetáculo e das artes em geral, como Letícia Sabatella, Maria Casadeval, Maria Clara Spinelli, Dudu Bertholini, Juçara Marçal e Thiago Mendonça, além do ator argentino Juan Manuel Tellategui – performam a entrega dos prêmios. Como mestres de cerimônia, o crítico de teatro e vice-presidente da APCA Miguel Arcanjo Prado e a crítica de televisão Edianez Parente.

Pelo terceiro ano consecutivo, Ivam Cabral – do grupo teatral Os Satyros e da SP Escola de Teatro – assina a direção deste espetáculo, que marca a entrega dos troféus aos escolhidos pela APCA como melhores de 2016. “Teremos muitas novidades neste ano, a festa será mais dinâmica, mais ágil. Haverá também vários apresentadores, como sempre fazemos, e eles terão perfis variados, compostos por artistas trans, imigrantes, mulheres, negros, uma festa representativa de nossa riqueza étnica e cultural”, comenta o diretor.

Um dos destaques da cerimônia é o lançamento do livro que comemora os 60 anos da APCA, ilustrado com textos de importantes críticos de cada área, histórico da instituição e mapeamento de todos os premiados desde 1956. “É uma publicação preciosa para pesquisadores e amantes das artes em geral, cuja edição só foi possível graças à parceria com o CAU (Conselho de Arte e Arquitetura)”, lembra José Henrique Fabre Rolim, presidente da APCA.

Ao longo desses 60 anos, graças ao olhar apurado de seus membros, a APCA já revelou dezenas de artistas que contribuíram significativamente para a cultura brasileira, como os teatrólogos Augusto Boal e José Celso Martinez Corrêa, os atores Mateus Nachtergaele e Cleyde Yáconis, o maestro João Carlos Martins, e os músicos Chico Sciense e Maria Rita. Ícones já consagrados da cultura brasileira também foram homenageados: o poeta Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, venceu na categoria Poesia do Prêmio em 1973, com a obra As Impurezas do Branco. Já a cantora Elis Regina acumulou sete troféus. Sobre isso, Miguel Arcanjo Prado comenta: “A APCA é a entidade cultural mais querida e respeitada pelos artistas brasileiros. Isso se deve ao peso histórico e à relevância de seu prêmio nestas últimas seis décadas”.

Os premiados da 60ª edição foram escolhidos em assembleia dos críticos realizada no início de dezembro de 2016, no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Mais abaixo, segue a lista completa dos vencedores.

As Bahias e a Cozinha Mineira – Apologia às Virgens Mães

quinta-feira, 11 de maio de 2017
muse

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria da Cultura do Estado, promove Sob o Signo do Mercúrio, como parte da programação paralela à exposição Silencio, de Elisa Stecca. Na ocasião, a artista se reúne com a curadora Paula Alzugaray e com a crítica Maria Ignez Mena Barreto em uma conversa sobre aspectos preciosos do silenciar através dos tempos.
 
O encontro será precedido por uma visita guiada à mostra Silencio e seguido pela ação Silêncio Compartilhado, na qual a artista propõe aprofundar a experiência do espaço introspectivo e de reflexão que o silenciar propicia – permitindo a comunicação em níveis mais sutis, uma vez que há ausência de palavras ditas. A ideia é despertar interatividade e compartilhar momentos de silêncio entre duas pessoas ou em grupo.

A atividade Silêncio Compartilhado acontece nos próximos três finais de semana, aos sábados, a partir do dia 13 de maio.

quarta-feira, 10 de maio de 2017
artista

Considerado um dos escultores mais importantes do país e criador de um dos monumentos mais icônicos e significativos da cidade de São Paulo, Victor Brecheret tem seu trabalho celebrado pela Dan Galeria, que recebe, a partir de 8 de junho, a exposição Brecheret: Encantamento e Força, com curadoria de Daisy Peccinini, especialista na obra do artista.
A mostra inclui criações do escultor de um período que vai de 1916 a 1955, apresentando ao público um panorama bastante abrangente da carreira artística de Brecheret, expondo, inclusive, as várias possibilidades e momentos estéticos que o artista vivenciou e incorporou em seu trabalho. São 46 obras, entre esculturas e desenhos, que se dividem em núcleos e subnúcleos. “O feminino, o masculino e o idílio”, “Arte indígena”, “Arta sacra” e “Cavalos” são os temas que se sobrepõem às esculturas. “Desenhos” é apresentado como o quinto núcleo da exposição, por sua vez subdividido pelos temas equivalentes aos dos grupos escultóricos.
Para a curadora, duas qualidades se impõem como marcas estilísticas permanentes na obra do escultor, independente do tema ou código por elencado: o encantamento e a força. “Encantamento, uma especial sedução pela impecável fatura, fazendo os olhares deslizarem pelos volumes flexuosos, interagindo com a sensibilidade e o prazer de cada um que os contempla”, afirma Daisy. “E se de um lado existem encantamentos, por outro há um élan que integra as partes numa pulsão centrífuga, de modo que os volumes sedutores possuem força e tensão que os aglutinam e geram uma aura monumental”, completa.
Tema preponderante na produção de Brecheret, a figura feminina convida o público, já na parte exterior da galeria, a imergir em seu universo criativo: a monumental Morena (c. 1951), escultura em bronze com mais de 2,4 metros de altura, recebe-o como uma anfitriã do espaço.
O feminino da mitologia grega ganha forma em Três graças (início da década de 1930), com a representação das deusas da dança, da graça e do amor, que em sua reprodução simbolizam as três raças de acordo com as teorias então vigentes – negra, amarela e branca. Unidas pelos ombros, as figuras desafiavam as mentalidades da época, marcada pelo nazismo e fascismo europeus, que pregavam a superioridade dos brancos sobre os demais. “Um trabalho arrojado plástico e politicamente, que naquele contexto exaltava a harmonia e a fraternidade”, acrescenta a curadora.
O bronze Cabeça de Marisa (c. 1955) foi fundido a partir de um gesso modelado pelo artista horas antes de sua morte. Dedicado a imprimir nele o retrato de sua sobrinha, Brecheret, por meio de ordenação rigorosa e refinada, emprega na obra simplicidade, pureza e força plástica de formas, características tão comuns em seus retratos.
Beijo (c. déc. 1930) traz uma das raras peças em sua produção representando o idílio entre um homem e uma mulher. O bronze polido assume uma forma oval, alongada, quebrada por pequenas incisões horizontais, sugerindo ao espectador mão entrelaçadas do casal.
Consciente da importância dos povos da terra para a formação e a expansão territorial da nação brasileira, o artista dedicou-se também, principalmente a partir da década de 1940, ao universo das formas primitivas da cultura indígena do país. Filha da terra roxa (c. 1947-1948) foi um de seus primeiros trabalhos com a temática. Modelada inicialmente com terra roxa, a terracota foi exposta em 1948 na Galeria Domus, primeira a expor os modernistas brasileiros. Na mostra da Dan Galeria, a peça apresentada é fundida em bronze.
Apesar de não ter sido religioso, o artista tinha uma admiração muito grande pela arte sacra, presente em sua produção nas mais diversas épocas. Nesse contexto, A virgem com o Menino Jesus foi um dos temas mais trabalhados por Brecheret, tendo sido realizado em diferentes composições e materiais. Em Virgem (c. 1923-1925), ele inova a tradição iconográfica, dispondo a Virgem de joelhos, construindo um jogo complexo de curvas e contracurvas, que dançam sob a ação da luz sobre o metal polido.
O relevo Cavalos (c. 1953) traz o modelo de um dos painéis de mármore travertino que recobrem as fachadas de ingresso do Jockey Club de São Paulo, onde o artista realizou uma verdadeira saga dos cavalos de corrida, seu ciclo de vida, de vitórias e final de carreira. Na peça apresentada na exposição, os volumes conjugam a tensão e o furor da competição com a exaltação da elegância e da beleza dos animais.
Por fim, o conjunto de desenhos apresentado na mostra tem qualidade e condição singular, uma vez que muitos deles prefiguram a obra escultórica que surgiria posteriormente. Três Graças (c. início déc. 1930), em uma versão de bico de pena sobre papel, é um destes exemplos. O desenho emana o frescor das aparições subconscientes, como uma primeira expressão que depois assumirá materialidade tridimensional na obra escultórica.
San Michelle (c. 1916), um retrato de São Miguel Arcanjo, é um dos destaques do núcleo. Trata-se de um desenho, inédito até então, produzido pelo artista no período de sua formação em Roma. O ensaio, realizado a partir de uma pintura de altar de autoria de Guido Reni, já prenuncia sua grande capacidade e o olhar plástico do artista. “Impressiona a habilidade da transcrição fiel da pintura e sua capacidade de, apenas com o uso do crayon, conseguir dar o modelado dos relevos e das depressões dos corpos, mantendo uma tensão e dinamismo da cena”, afirma Daisy.
O artista
Victor Brecheret nasceu em 15 de dezembro de 1894 em Farnese di Castro, na Itália, chegando ainda menino a São Paulo, cidade que adotou como sua. Quando jovem, frequentou aulas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Aos 19 anos de idade, partiu para Roma, entrando em contato com as vanguardas artísticas das décadas de 1910 e 1920. Foi discípulo de Arturo Dazzi, que ofereceu a ele formação técnica do modelado e dos princípios de anatomia humana e animal. Ainda no período em que esteve em solo italiano, foi influenciado por escultores pós-Auguste Rodin, como Ivan Meštrović e Émile-Antoine Bourdelle.
Pouco depois de retornar ao Brasil, ao fim da Primeira Guerra Mundial, foi descoberto por jovens futuristas, sedentos de modernidade da arte e da cultura. Di Cavalcanti, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia ficaram encantados com a modernidade de suas esculturas. Ao lado de Anita Malfatti, Brecheret passou a ser considerado o precursor do Modernismo no Brasil e do pensamento vanguardista que culminou na Semana de Arte Moderna de 1922, com a exposição de 20 esculturas no saguão e nos corredores do Teatro Municipal de São Paulo.
Em 1921, o artista recebeu uma bolsa do Pensionato Artístico do Governo Paulista e partiu para Paris, em um sonho, para se aprimorar tecnicamente para realizar o Monumento às Bandeiras – concebido no ano anterior, apresentado até então somente em maquete. No período em que esteve na Europa, o artista recebeu a mais alta condecoração da República Francesa, o título de Cavaleiro da Legião de Honra da França. A designação o colocou entre os mais importantes escultores modernos e vanguardistas da época, principalmente aos olhos dos artistas e intelectuais brasileiros.
A encomenda da execução do Monumento às Bandeiras pelo Governo do Estado de São Paulo veio apenas em 1936, após a derrota paulista diante da Revolução Constitucionalista de 1932. O monumento exaltava um sentimento de orgulho perante o Estado e as expedições bandeirantes. O artista dedicou-se à realização desse projeto por quase 20 anos, sendo considerada sua maior obra, a qual foi finalizada em 1953, tornando-se um dos ícones da cidade.
Em 1951, o artista foi premiado como o melhor escultor nacional na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Brecheret faleceu na cidade de São Paulo, em 17 de dezembro de 1955.

loki news

Um gênio da música, Arnaldo Baptista vem deixando sua marca na história da cultura nacional e é referência para todas as gerações desde os anos 60, quando fundou Os Mutantes ao lado de seu irmão, Sérgio Baptista, e de Rita Lee. Em 1974, lançou seu primeiro álbum solo, “Loki?”, considerado até hoje um dos mais importantes da discografia brasileira. A partir da segunda quinzena de maio, “Loki?” volta às lojas pela coleção ‘Clássicos em Vinil’, da Polysom, em vinil de 180 gramas.

O álbum foi gravado no Estúdio Eldorado (São Paulo), com direção de produção de Roberto Menescal e Mazzola. As 10 faixas são assinadas por Arnaldo, com exceção de “Uma Pessoa Só”, em parceria com Os Mutantes. Arnaldo canta e toca piano no álbum, que traz ainda arranjos do maestro Rogério Duprat em duas canções. Acompanharam Arnaldo nas gravações grandes músicos como Dinho (bateria), Liminha (baixo) e Sergio Kaffa (baixo). Um disco indispensável, “feito para ouvir em alto volume”, como diz a nota em sua contracapa.

Além de “Loki?”, a Polysom preparou outra novidade para os fãs dos Mutantes. Os sete discos que eram vendidos apenas na caixa “Os Mutantes – Box Deluxe” agora podem ser adquiridos separadamente. São eles: “Os Mutantes” (1968), “Mutantes” (1969), “A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado” (1970), “Jardim Elétrico” (1971), “Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets” (1972), “Tecnicolor” (1999) e “Mande um Abraço pra Velha” (2014).
 

Conceição Evaristo é tema de ocupação no Itaú Cultural

Entre os dias 4 de maio e 18 de junho, o Itaú Cultural apresenta uma exposição dedicada a uma das vozes mais relevantes e necessárias da literatura brasileira contemporânea: a escritora mineira Conceição Evaristo. A mostra marca a 34ª edição do programa Ocupação – que, em 2017, tem como foco apenas a produção de mulheres representativas da arte e da cultura nacionais.

Nascida em 1946, em Belo Horizonte, Conceição compõe sua obra com base no que chama de “escrevivência”, ou a escrita que nasce do cotidiano e das experiências vividas. Em seus romances, contos e poemas, a autora explora sobretudo o universo – a realidade, a complexidade, a humanidade – da mulher negra.
Apesar de escrever desde a juventude, Conceição só se tornou um nome reconhecido no meio literário recentemente. Exemplo disso é o romance Becos da Memória, que a autora produziu a partir de situações vividas e observadas na extinta favela do Pindura Saia, na capital mineira, onde passou a infância e a adolescência. Concluída no final dos anos 1980, a obra foi publicada apenas em 2006, após o lançamento do livro de estreia da artista, Ponciá Vicêncio (2003).

Além de manuscritos, fotos, correspondências e objetos pessoais, a Ocupação Conceição Evaristo traz conteúdos audiovisuais e acessíveis para pessoas com deficiência, e ainda contempla a atuação da escritora no campo da educação – Conceição se mudou de Minas Gerais para o Rio de Janeiro na década de 1970 e, desde então, se dedicou ao ensino.

verve

A Verve Galeria inaugura amanhã dia 03 de maio a mostra coletiva Ecce Homo. Com participação de Alex Flemming, Allis Bezerra, Florian Raiss, Francisco Hurtz, Gabriel Wickbold, Guilherme Licurgo, Hudinilson Jr., João di Souza, Leonilson, Marcelo Auge, Maurício Coutinho e Paulo von Poser. Sob a curadoria de Ian Duarte Lucas, 16 trabalhos apontam o masculino como tema e apresentam diversas visões acerca deste território e suas incontáveis possibilidades, por meio de colagens, desenhos, esculturas, fotografias e pinturas.  
 
Ao longo da História, uma pluralidade de descrições identitárias foram imputadas ao homem – por muito tempo, em caracterizações restritas aos distintos papéis sociais por ele representados na sociedade. “Além das tentativas a fim de defini-lo a partir de sua identidade biológica, coexistem ainda inúmeras teorias discutidas no campo da psicanálise e da sociologia”, comenta Ian Duarte Lucas. Até a contemporaneidade, vemos a evolução de conceitos sobre o masculino, combinados e justapostos, e passamos a entender que certamente não há uma única resposta.  
 
Neste contexto, Ecce Homo busca ressaltar a construção do indivíduo masculino em sua singularidade, a despeito de conceitos e definições generalizadas, apresentando obras de artistas homens que revelam a memória, a descoberta da sexualidade, o resgate de elementos simbólicos, a construção e o questionamento de imagens e o desejo de pertencimento – paralelamente às pequenas e grandes narrativas que originaram suas identidades enquanto artistas, refletidas em trabalhos que tratam deste universo.  
 
Em um tempo em que as próprias fronteiras de gênero são questionadas, a exposição ressoa a pergunta essencial de Nietzsche em sua famosa obra Ecce Homo: “Como se chega a ser o que se é?”. Histórias, por vezes muito pessoais, despertam a reflexão nos espectadores, ao contarem um pouco do caminho percorrido por cada artista no sentido de encontrar respostas a esses questionamentos.

terça-feira, 25 de abril de 2017
melissa

Com mais de 240 unidades espalhadas por todo Brasil, o Clube Melissa dá início a uma nova fase. Desde o final de 2016, a rede de franquias da marca vem apostando em uma nova identidade visual, a partir de um projeto arquitetônico exclusivo assinado pelo escritório carioca Ouriço – com expertise de mais de 20 anos no mercado. Para este ano, a rede expande a proposta, conjugando comunicação inovadora, versatilidade e incentivo à arte.

Prezando por uma paleta monocromática e fosca, as lojas da rede ganham uma atmosfera mais moderna e confortável, além de muito mais atraente para o consumidor. Já são 22 lojas inauguradas com o novo projeto e as lojas já existentes também passarão por reformas de adaptação a partir deste ano. O grande destaque do layout é o revestimento de papel kraft, que promove um mood acolhedor, destaca a exibição dos produtos e, principalmente, possibilita a customização das paredes de acordo com as coleções, tornando o espaço muito mais interessante.

Além da estética, o material foi escolhido também por uma razão especial: lançar luz sobre artistas regionais. Esse desejo deu origem ao Melissa + Art, projeto por meio do qual a rede convida pintores, grafiteiros e designers das cidades a estamparem suas artes nas paredes de papel. “O Melissa + Art tem como objetivo fortalecer localmente um dos pilares da marca, que é a arte – além da moda e do design. O mais rico disso tudo é conhecer e valorizar os artistas locais, que têm ali um espaço para exposição. Em contrapartida, a loja ganha um cenário surpreendente e contemporâneo”, explica Beatriz Borges, responsável pela coordenação de marketing dos Clubes Melissa em todo país.

O movimento, que já acontece no Rio de Janeiro, tem artistas selecionados a partir de uma curadoria interna. Os participantes dessa primeira temporada do Melissa + Art foram apresentados às principais inspirações e conceitos da coleção de Inverno 2017 da marca, FLYGRL, para desenvolverem suas obras exclusivamente para os espaços. A marca incentiva as franquias a aproveitarem ao máximo o novo projeto arquitetônico e inovarem seus pontos de venda através do Melissa + Art. “Nossa sugestão para os franqueados é que as intervenções acompanhem as coleções da marca, sendo alteradas a cada três meses”, explica Beatriz.

terça-feira, 18 de abril de 2017
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A Vermelho inaugura hoje dia 18 de abril (terça-feira) sua oitava exposição individual de Nicolás Robbio, intitulada Arquitetura da Insônia. Na mesma ocasião, também estreia na galeria o filme Vera Cruz, de Rosangela Rennó.
Na videoinstalação A engraçada relação da conspiração, Robbio parte da teoria conspiratória do “Homem do guarda-chuva” – figura que aparece em vários filmes e fotografias durante o assassinato de John F. Kennedy, eleito presidente dos Estados Unidos em 1963 – para articular a impossibilidade de compreensão total da realidade através da razão. Diagramas e estudos feitos em cima das imagens do atentado criam desvios na investigação desse mito.
A instalação Monumentos para um conto de SP e outros também é concebida a partir de dubiedades históricas. O artista argentino parte de monumentos paulistanos que têm problemas éticos em suas origens – como a passagem dos bandeirantes pela cidade. Robbio cria estandartes para cada uma das construções e os vira do avesso, exibindo a precária estrutura de varas de madeira e papelão como um comentário político.

Por sua vez, a mineira Rosângela Rennó ocupa a Sala Antonio – o cinema da Vermelho – com o filme Vera Cruz, de 2000, feito por ocasião da exposição Brasil + 500 anos na Bienal de São Paulo.
Trata-se de um projeto experimental fundamentado na impossibilidade de se realizar um documentário sobre o descobrimento do Brasil. Baseado no conteúdo da carta escrita por Pero Vaz de Caminha, Vera Cruz exibe apenas a “imagem da película”, desgastada pelos 500 anos de existência. O som é também subtraído, e o que resta do relato assume a forma de texto-legenda.
 

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A Caixa Cultural promove entre 26 a 30/04/17, das 14h30 às 17h30, a oficina gratuita Introdução à Eletrônica para Artistas, que busca apresenta na prática conceitos de eletrônica preparada especificamente para artistas com nenhum conhecimento anterior, além de recursos práticos de luz, ritmo, som, magnetismo e movimento em suas obras de arte, através da construção de circuitos eletrônicos simples. Serão usados apenas componentes individuais de baixo custo facilmente encontrados em lojas de eletrônica: LEDs diversos, resistores, capacitores, transistores, sensores, motores, circuitos integrados. Ao final da oficina, o artista terá realizado uma série de experimentos com esses componentes e terá condições de usá-los em suas obras, além de estabelecer contato e troca entre áreas distintas.

Fernanda Takai disponibiliza making of do novo DVD

A uma semana do novo DVD de Fernanda Takai chegar às lojas, o making of que consta nos extras de “Na Medida do Impossível – Ao Vivo no Inhotim”, está disponível no YouTube. A cantora e compositora narra o vídeo, que mostra imagens das montagens para o espetáculo, da concepção do clipe que abre o DVD, conta sobre a escolha do local e apresenta a equipe que participou de todo o processo.

 
“Na Medida do Impossível – Ao Vivo no Inhotim” é o primeiro de música gravado ao vivo no Instituto, em setembro do ano passado, durante um show de seu mais recente álbum solo, “Na Medida do Impossível” (Deck). A produção é assinada por John Ulhoa e a direção de filmagem por Cristiano Trad e Nathália Marçal, da Árvore Filmes. 

Além do repertório do disco, Fernanda ainda interpreta música como “Nada Pra Mim”, do Pato Fu, “I Don’t Wanna Talk About It”, conhecida na voz de Rod Stewart, e “Fui Eu”, de Michael Sullivan.

segunda-feira, 10 de abril de 2017
zipper

Um dos representantes da produção conceitual dos anos 1980 em novos meios como arte-xerox e outros experimentos, Mario Ramiro (Taubaté, 1957) realiza na Zipper sua primeira individual em São Paulo: “Improvável”, que inaugura dia 11 de abril. Ex-integrante do importante coletivo 3NÓS3 junto com Hudinilson Jr. (1957-2013) e Rafael França (1957-1991), grupo precursor de intervenções urbanas no país, o artista apresenta um panorama de sua produção visual, incluindo trabalhos recentes e outros mais históricos. Ronaldo Entler assina o texto crítico da exposição.

O primeiro conjunto reúne, no piso térreo da galeria, séries de xerografias produzidas entre 1979 e 1991. Os trabalhos – muitos inéditos – remetem à origem da produção do artista, que participou à época de quatro edições da Bienal Internacional de São Paulo (1981, 1983, 1985 e 1989). Nesta seção, parte das sequências de cópias se assemelham a story-boards, que tratam do surgimento e do desaparecimento de objetos e partes do corpo humano, como também da realização de ações simples e banais, num clima de magia e ilusionismo. Em outras sequências, o artista discorre sobre um certa ambiguidade visual entre o suporte da obra (o papel) e o espaço tridimensional registrado pela copiadora. Há ainda a série “Últimas de Lascaux” (1991), em referência à famosa gruta francesa com desenhos rupestres, nas quais as imagens, tal como no espaço sem paredes ou teto de uma caverna, se sobrepõe umas às outras, sem uma orientação espacial determinante.

Estes trabalhos históricos convivem com duas séries recentes de Ramiro. A escultura sonora “Rádio Dante” (2014) é composta de fotografias, um aparelho de rádio sintonizado fora de estação, transmitindo ruídos, um microfone e um mini-amplificador. A escultura remete às pesquisas realizadas por Hilda Hilst no Brasil nos anos 1970, nas quais ela procurava uma forma de contato com o mundo dos espíritos por meio de aparelhos de rádio e gravadores. Já em “Mesas de acesso” (2017), constrói uma mesa de madeira e diversos materiais a partir das especificações dadas pelo espiritualista norte-americano Andrew Jackson Davis em seu livro “Present age and inner life; a sequel to spiritual intercourse”, publicado em Nova York em 1853. Segundo o autor, seria possível estabelecer contato com a dimensão do intangível por meio de uma “bateria espiritual”, feita por um cabo que circunda a mesa e cujas extremidades terminam num balde de cobre e num balde de zinco.

O último núcleo da mostra, acomodado no piso superior da Zipper, remonta uma instalação realizada em 2013 no Centro Cultural São Paulo. “Gabinete de fluídos” reúne cerca de 400 reproduções de fotografias que documentam supostas ocorrências de materializações de espíritos, exalações de ectoplasma e manifestações paranormais registradas no Brasil ao longo do século 20. O título faz referência a uma carta escrita em 25 de março de 1913 pelo escultor alemão Anton Rönnebeck ao pintor Wassily Kandinsky, em que narra seu encontro em Paris com Louis Darget, “um homem que mantinha um espaço de trabalho em seu apartamento chamado de ‘cabinet fluidifié’ no qual ele exibia uma coleção de fotografias do fluído vital, do pensamento e fotografias espíritas, colocadas em pequenos envelopes presos às paredes, que iam do chão até o teto”, que Darget havia produzido ao longo de décadas.

Em “Improvável”, que fica em cartaz até 13 de maio, Mario Ramiro reflete sobre a crença de que as tecnologias elétricas funcionariam como mediadoras entre o mundo concreto e dimensões invisíveis, uma noção que, no século 19, serviu como inspiração para superar as barreiras entre o mundo físico e o metafísico. Sobre a mostra, o crítico Ronaldo Entler escreve: “Difícil situar o que seria o lugar próprio de cada coisa: das antigas “novas tecnologias” que continuam se reinventando e provocando surpresa, do ectoplasma que dá contorno claro aos espíritos, dessas mãos que tateiam os ambientes escuros – seja o da caverna, seja o da caixa preta das tecnologias – senão para desvendá-los, ao menos, para colocar-se como sujeito de seus mistérios. O tempo destas imagens também é complexo. Tudo aqui trata de uma espécie de superação (o aufhebung da dialética hegeliana), noção que aponta tanto para a morte como para a ressurreição das coisas, para aquilo que, ao deixar de existir, realiza mais plenamente suas potências ao transformar-se em algo outro.”

sp arte

Com os holofotes da grande impressa, o evento passa por uma gourmetização terrível, bem parecida com que aconteceu com São Paulo Fashion Week, com a grande impressa você acaba atraindo curiosos entre eles playboys com seus carros importados e patricinhas com seus famosos blogs de lifestyle e afastando o colecionador e os artistas, e logo depois o patrocinador que não vê uma relevância em fazer parte do evento. Era visível a falta dos grandes artistas no evento, creio que todos perceberam que o evento já não é mais o mesmo.Apesar do recorde de galerias (134 galerias de arte sendo 90 galerias brasileiras e 44 internacionais, além de 25 galerias de design voltado para o mobiliário nacional) Muitos galeristas reclamavam da falta de vendas, e que a organização do evento precisa voltar a raízes.

Já a festa oficial do evento foi um verdadeiro Deus me salve. Sem muitas cordialidades a Casa Matarazzo tratava seus convidados, um staff totalmente arrogante já se fazia visível logo na entrada do evento, a onde a ordem era clara: Nada de simpatia! Se seu nome não estava na lista, fora.Queremos somente os amigos dos frequentadores do “Bar Numero” nesse role. O pior de tudo era que o convite para evento não avisava que era preciso incluir o nome do seu acompanhante na lista, então muitos convidados logo na entrada se recusaram a entrar na famosa festa que agitou a SP-Arte.

Quem arriscou a entrar na Casa Matarazzo logo presenciou um cena horrível de preconceito que viralizou nas redes sociais e você lê aqui na
íntegra:

GATILHO
RACISMO/TRANSFOBIA/GORDOFOBIA
“palmas ao SP-Arte, rolê branco, de classe média, no qual eu não deveria estar aqui” pra maioria que viu, poderia ser uma grandiosa performance. mas não! foi um grito de socorro. no momento sinto que nunca fui tão humilhada publicamente como fui hoje. “estava tudo bem” até minha chegada a casa matarazzo, onde aconteceu o rolê de confraternização da SP-Arte, aqui em São Paulo. nada de novo por onde tenho colado em sua nata paulistana, os pretos eram coadjuvantes, seja entre os convidados ou trampando na limpeza. ao ir buscar uma bebida com uma amiga, também gorda, fomos abordadas por uma segurança alegando que não poderíamos tirar foto naquela _situação_, situação não qual nem estávamos tirando foto e nem estávamos inadequadas para coexistimos. nos sentimos acoadas e saímos para fumar um cigarro em um espaço aberto, aquela energia já estava me corroendo. ao sair, fiz xixi e resolvi voltar, onde começou toda a dor de cabeça. um dos seguranças, no qual se identificou como “Isaque” (depois de muita insistência e nem sei qual era seu nome real), ao lado de outra segurança, a mesma que tinha pedido para nos comportarmos na festa; disse que tinha recebido ordens que eu não podia voltar a festa pois estava com trajes inadequados. trajes que eu tinha acabado de sair, pra fazer xixi e trampando na festa. “O SENHOR NÃO PODE ENTRAR, RECEBI ORDENS PARA QUE VOCÊ VESTISSE UMA ROUPA”, ao ouvir essa frase “o senhor” que me incomodou a principio, pedi para que corrigisse com pronomes femininos e disse educadamente, de forma bem didática mesmo, com toda paciência; que minhas roupas estavam lá dentro. ignorada, fui suspendida novamente com “O SENHOR NÃO PODE ENTRAR”, sendo que o transito de pessoas, claro, brancas estava acontecendo naturalmente.
em menos de 2 minutos, uma parede de seguranças pretos se formou na minha frente, além do intuito de me intimidar, me mostrar que eu teria que lidar com manos que poderiam até ser da minha quebrada, mas estavam ali pra servir e cumprir ordens.
foi uma discussão de quase uma hora, me justificando que eu deveria entrar apenas pra pegar minhas coisas e sair.
ao me verem “exaltada” chegou organizador até do cu do caralho, já que o “SENHOR” estava alterado e falando palavrões.
se formou um circo, nada de novo, aquela clássica treta da revoltada contra com a organização da festa.
corrigi a todos, “ME TRATEM NO FEMININO/’ eles pareciam não dar ideia, era um homem gordo, preto e gay querendo retornar ao local, _sendo que já teve a sua chance de estar lá dentro_..
resumidamente, não me lembro de ter me sentido tão mal e exposta quanto fui hoje, mesmo lindando com com essa galera quase toda semana. uma das organizadoras chegou para “apaziguar” dizendo que eu era convidad_O_ dela, também me tratando no masculino sem nenhuma delicadeza de saber, até então, como eu estava me sentindo com tudo aquilo.
não lembro de ter chorado tanto quanto hoje, sinto vergonha de mim. mas essa vergonha é por ter sido diminuída como existência e principalmente de ser trans, negra, gorda e periférica.
PALMAS PRA ORGANIZAÇÃO TRANSFOBICA, GORDOFOBIA E RACISTA DO SP-ARTE.
nada disso que eu escrevi vai ter validação para eles, mas não devo ficar quieta;
“minha intenção é ruim… esvazia o lugar
eu tô em cima, eu tô afim… um dois pra atirar”

O texto acima foi escrito por Marya De Uma Sonya, um dos grandes artistas da nova safra da arte brasileira.