APOIO
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
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No dia 2 de dezembro, o Red Bull Station recebe a sétima edição do Lambes na Laje, plataforma que fomenta e
difunde o formato lambe-lambe por meio de feira, oficinas, palestras e espaço de produção e discussão com artistas. Com curadoria de Nancy Betts junto à equipe Lambes na Laje e realização da produtora MOVA, o evento toma conta de todos os andares do prédio durante um dia inteiro: das 11h às 22h.

Este ano, além de reunir mais de 70 artistas oferecendo suas obras a preços que vão de R$ 25 a R$ 125 na já tradicional feira de lambes (selecionados por inscrições), o evento organiza, ainda, a oficina aberta chamada “Lambe-Letras”, ministrada pela gráfica Fábrica. Nela, os participantes poderão criar seus próprios cartazes utilizando sets tipográficos compostos por carimbos e tipos móveis. Os interessados devem se inscrever na hora.

Segundo a curadora Nancy Betts, a ideia de criar a feira há sete anos surgiu de um gosto antigo de trabalhar com artistas jovens e com uma linguagem artística que ainda era bem pouco conhecida. “Nesses sete anos, muita coisa mudou. Saímos de um espaço pequeno para um bem maior e temos muito mais artistas, jovens e mais velhos, interessados em fazer esse tipo de arte. Além disso, há um interesse maior de pessoas que consomem formas artísticas que fogem do mainstream”, diz. Outra vantagem de ter uma feira de lambes é a democratizar o acesso à arte. “Os lambes são baratos. É muito fácil levar o seu pedaço de arte para casa”, finaliza.

Como um dia inteiro de atividades pede também uma pausa para recarregar as energias, o Red Bull Station preparou uma feirinha com comidinhas na laje comandada pelo Coletivo P.U.R.A. em parceria com o projeto Comida Invisível. Eles oferecerão quitutes como um hambúrguer de kafta com salada (R$ 18), os chips de batata doce orgânica (R$ 5) e os cookies de maracujá com banana e castanhas (R$ 5). O combo com os três sai por R$ 25. Completam o line-up
gastronômico os sandubas do Mano Sanduíches (o de salmão defumado, pepino e coalhada custa R$ 22) e as guloseimas veganas do Move Institute, como o hambúrguer de espinafre e linhaça com molho de rúcula, bacon vegano, alface, tomate e cebola, a R$ 18.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017
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A Galeria Luisa Strina tem o prazer de anunciar a exposição individual de Fernanda Gomes (Rio de Janeiro, 1960). Em sua oitava mostra na galeria, a artista apresenta trabalhos recentes e inéditos, prosseguindo sua pesquisa singular que engloba pintura e escultura, luz e espaço. A abertura é quinta-feira, 23 de novembro, 19h às 21h

Entre exposições individuais recentes a artista participou de Alison Jacques Gallery, Londres (2017); Peter Kilchmann, Zurique (2015); Galeria Luisa Strina, São Paulo (2014); Centre International de l’art et du Paysage, Vassivière, França (2013); Alison Jacques Gallery, Londres (2013); Museu da Cidade, Lisboa (2012), Galerie Emmanuel Hervé, Paris (2012); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2011), Centro Cultural São Paulo, 2011.

Exposições coletivas recentes incluem: 35o Panorama da Arte Brasileira, MAM Museu de Arte Moderna, São Paulo (2017, até 17 dez ); Ready Made in Brasil, Centro Cultural Fiesp, São Paulo (2017, até 28 jan ); OSSO – Exposição-apelo ao amplo direito de defesa de Rafael Braga, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2017); “Doubles, Dobros, Pliegues, Pares, Twins, Mitades”, The Warehouse, Dallas (2017); “Third Mind. Jiri Kovanda and (Im)possibility of a Collaboration”, Galeria Nacional, Praga (2016); “Cut, Folded, Pressed & Other Actions”, David Zwirner, Nova York (2016); “Accrochage”, Punta della Dogana, Veneza (2016); “Imagine Brazil”, DHC/ART, Montreal (2015), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2015), Musée d’Art Contemporain de Lyon (2014), Astrup Fearnley Museum, Oslo (2013); “Une histoire, art, architecture et design, des années 80 à aujourd’hui”, Centre Pompidou, Paris (2014); 13a Bienal de Istambul, Turquia (2013); 30a Bienal de São Paulo, Brasil (2012).

Coleções públicas das quais seu trabalho é parte incluem Centre Pompidou, França; Tate Collection, Inglaterra; Art Institute of Chicago, EUA; Miami Art Museum, EUA; Fundación/Colección Jumex, México; Fundação Serralves, Portugal; Museum Weserburg, Alemanha; Vancouver Art Gallery, Canadá; Centre National des Arts Plastiques, França; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

terça-feira, 14 de novembro de 2017
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No dia 21 de novembro de 2017, a Japan House São Paulo abre a exposição “Futuros do Futuro”, sua última exposição do ano, assinada pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto, em cartaz até 14 de fevereiro. Com produção de TOTO GALLERY · MA, de Tóquio, a mostra é composta por painéis e pequenas maquetes que retratam parte do trabalho deste que é um dos nomes mais inventivos e aclamados da arquitetura internacional.

A exposição retrata a ambiguidade presente no trabalho do arquiteto japonês de 46 anos, nascido em Hokkaido, atualmente morador de Tóquio. Natural de uma cidade cercada por natureza, Sou Fujimoto encontrou no contraste das estreitas ruas da capital e suas pequenas e características casas, a essência de seu estudo sobre projetos arquitetônicos, como a relação entre os espaços internos que se confundem com os externos, como quintais que se assemelham com ruas e ruas que são ocupadas como quintais.

No térreo, o tema “Arquitetura Está em Toda Parte” mostra 70 peças que propõem uma aproximação com o público em geral e uma experiência de pensamento sobre novas possibilidades de uma “arquitetura a ser encontrada”. Neste momento, simples parafusos ou caixas de fósforos são retratados como inimagináveis potenciais arquitetônicos. Aqui, temos maquetes que surgem do inusitado e interessante”, declara Sou Fujimoto.

No segundo andar, o tema “Futuros do Futuro” mostra 50 peças e 20 painéis de trabalhos antigos e recentes do arquiteto. Neste panorama, que apresenta maquetes de projetos icônicos e outros que ainda estão em andamento, é possível observar a proposta de Sou Fujimoto para a arquitetura do futuro, incluindo suas tentativas, acertos e erros. A “imaginação da imaginação” pode ser observada em maquetes de projetos que ainda não foram executados e que, de alguma forma, servem como semente para idealizar o futuro na arquitetura.

Nos trabalhos de Fujimoto, a ausência de delimitações é constante, como em um dos pavilhões temporários, instalado em 2013, no jardim da Serpentine Gallery, em Londres. Apelidada como “Nuvem”, a estrutura tridimensional translúcida é feita de hastes de aço de 20mm de diâmetro que somam 8km, pintadas de branco, e que traduzem com beleza a criação de algo artificial que não anula o que é orgânico, conversando com o local onde está instalada, neste caso, no Kensington Gardens.

A visão utópica de Sou Fujimoto, que relaciona características das florestas em seus projetos arquitetônicos, revela ideias engenhosas como a House NA: uma casa transparente vertical localizada em Tóquio, com 914 m², feita de concreto, cercada por vidros em toda a sua estrutura, com espaços internos vazados que variam entre 1,95m e 7,52m. Os espaços são ligados por escadas e patamares, incluindo degraus fixos e móveis. Quem está fora, enxerga o que está dentro, quem está dentro enxerga o que está fora. O arquiteto faz uma analogia sobre a House NA, uma casa sem pilares, vigas ou telhados.

Expandir o potencial da arquitetura com projetos audaciosos é uma forte característica de Sou Fujimoto. A relação entre o ambiente e o homem está presente em diversos detalhes de seu trabalho. O arquiteto assina o projeto da Musashino Art University Museum & Library, em Tóquio, que tem como proposta instituir uma nova relação entre os livros e o usuário. Com dois andares, uma única estante com paredes de 9m de altura, em espiral, ocupa o espaço circundo de 2.883 m².

Além desses locais, os trabalhos de Sou Fujimoto podem ser vistos hoje em diversas partes do mundo. O profissional mostra uma arquitetura única, que sempre se relaciona com algum aspecto natural, um diálogo sobre a harmonia entre a complexidade e a simplicidade. Para ele, o futuro exige uma reconexão com a natureza, um resgate de algo que se perdeu ao longo do tempo.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017
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Jovem artista, a paulista Sandra Mazzini tem sido uma presença cada vez mais frequente no circuito da arte contemporânea. Suas obras integram a Feira PARTE, em cartaz no Clube A Hebraica, até domingo (12). No evento, ela apresenta três pinturas figurativas, de pequenas dimensões, exibidas no stand da Janaina Torres Galeria.

A produção de Sandra também pode ser conferida em sua primeira individual, Como os rios correm para o mar, na Janaina Torres Galeria. A exposição, que vai até 16 de dezembro, integra a segunda edição do Art Weekend São Paulo. Realizado nos dias 11 e 12 de novembro, o evento contará com uma programação exclusiva pensada por 54 galerias brasileiras de arte que estenderão seu horário de funcionamento. No sábado, o evento, que é totalmente gratuito, ocorre das 11h às

quarta-feira, 1 de novembro de 2017
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Humor negro sobre agência de suícidio dos anos 20 na telona do CINE COSMOS na famosa Avenida Corrientes com a “Madame francesa” (Cris Lopes) e o “Monsieur” (Euler Santi) e grande elenco

A atriz brasileira Cris Lopes (que vive a madame francesa protagonista de “AGS”) e seus amigos atores argentinos: Daniel Quaranta e Nahuel Yotich (protagonistas do longa argentino “Ahi Viene”) e o músico, bailarino, ator Chipote Fontan marcaram presença na estréia do filme brasileiro “Agence Générale du Suicide” no Cine Cosmos em Buenos Aires juntamente com os Diretores do Festival de Cine Inusual: Silvia Romero e Fabian Sancho e o Diretor de AGS: Rodney Borges.

A comédia de humor negro agradou o público argentino que compararam ao humor negro inglês com elogios a arte e fotografia do filme. AGS já ganhou 5 prêmios incluindo “Direção de Arte” da atriz Cris Lopes (Curta Canedo 2017 Goiás) com indicação na categoria “Melhor Atriz”; “Direção de Fotografia” de Rodney Borges, Diretor de AGS e premiado como “Melhor Roteiro” para o ator protagonista de AGS e roteirista Euler Santi. O roteiro de AGS foi inspirado na obra de mesmo nome “AGS” do po

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O Mercado Manual, festival de cultura feita à mão, que há quase dois anos cultiva curadoria voltada ao comprometimento com o design autoral, artesanal e ético, realiza a primeira edição em parceria com a Pinacoteca de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo,museu de artes mais antigo da cidade. Com entrada franca, o evento será realizado pela Floristas Produções nos dias 04 e 05 de novembro e conta com mais de 60 expositores, shows autorais, talk especial, praça gastronômica, atrações infantis e diversas oficinas.
“A Pina está muito feliz por receber esta iniciativa, que vem dando tão certo em outros espaços. Teremos entrada gratuita o feriado inteiro e esperamos que o público aproveite os dias de folga e o fim de semana para nos visitar e aproveitar a feira e as atividades culturais”, afirma Paulo Vicelli, diretor de Relações Institucionais da Pinacoteca de São Paulo.
O Mercado Manual entra no calendário de ações de 2017 do espaço – que recebe cerca de 30 exposições e 500 mil visitantes ao ano – e comemora o reconhecimento de ter sua primeira edição na Pinacoteca acontecendo durante exposições como “No Subúrbio da Modernidade – Di Cavalcanti 120 anos”, entre outras que têm tido uma média de visitação de oito mil pessoas nos feriados.
“Ter a chancela de mais um grande museu fortalece o nosso trabalho e mostra que estamos seguindo pelo caminho certo, passando exatamente a mensagem que gostaríamos desde o início”, comenta Daniela Scartezini, fundadora da Floristas Produções, fazendo referência à parceria com outro gigante das artes, o Museu da Casa Brasileira, que está no projeto desde o início e já soma seis edições, além das especiais no MorumbiShopping e no MecaInhotim.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017
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A AB Galeria, projeto idealizado por Liliam Albuquerque (28 anos) e Fabiana Brandão (25 anos), inicia suas atividades no Rio de Janeiro. Com o objetivo de se transformar em um ponto de encontro entre artistas, curadores, pensadores e entusiastas de experiências estéticas relativas aos novos caminhos da arte, a galeria busca atender a esse novo mercado que está em erupção.

“Hoje temos espalhados pelo mundo, principalmente nas grandes metrópoles, artistas que se comunicam com um novo público, mas que não se sentem representados por nenhuma galeria. Nós somos essa galeria”, explica Liliam. A paixão e o desejo das galeristas de investir em obras de arte acabou levando a um contato mais próximo com artistas e profissionais da área. “Aos poucos foi nascendo a AB, com a missão de criar novas pontes e ferramentas de aproximação para um novo público que deseja se conectar com o universo das artes”, completa Fabiana.

A Barra da Tijuca foi o endereço estrategicamente escolhido pelas galeristas. “Há um publico enorme e as galerias são quase inexistentes”, avalia Fabiana. A AB propõe unir arte ao entretenimento, aproximando o público ao universo das artes. “Vamos promover apresentação de músicos alternativos e de processo criativo avançado nas nossas mostras de artes, forte inclusão do audio visual no trabalho da galeria, e também incluir nossos artistas nos eventos de arte, com intervenções ao vivo, envolvendo a arte na cenografia de eventos”, explica.

A duração de cada exposição é em média de 40 dias e, no período entre exposições, a galeria promove ativações regulares como workshops, conversas com artistas e curadores. Também atividades para crianças e adolescentes da região, além de projetos de relacionamento com crianças de escolas publicas, com a intenção de oferecer diálogos sobre arte, profissões e trabalhos manuais.

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No sábado, dia 21, às 16h, o Mês da Cultura Independente (MCI), realizado pela Secretaria Municipal de Cultura, se une ao canal de YouTube Rap Box, para apresentar um cypher criado exclusivamente para o evento, que acontece no Boulevard São João, histórico cenário de batalhas de rap e bailes na cidade de São Paulo. A parceria entre o MCI e o canal, que é o maior brasileiro dedicado ao rap e hip-hop, cria um movimento de troca cultural da internet para a rua e vice-versa.

Batizada de RapBox Live, a programação reúne alguns dos principais nomes da cena hip-hop, como Rimas & Melodias, Froid, Lívia Cruz, entre outros.

Conhecido por produzir e registrar cyphers – rodas de MCs onde cada participante cria suas rimas de forma improvisada – o canal RapBox, idealizado pelo produtor musical Léo Casa1, promove uma apresentação inédita no MCI. Depois dos shows individuais, os artistas e grupos, que já passaram pelo canal, subirão juntos ao palco para participar do CypherBox e celebrar o rap nacional

O propósito é levar o conteúdo, que faz muito sucesso nas redes sociais e sites de compartilhamento de vídeos, às ruas da capital paulista. Após o evento, todas as apresentações serão disponibilizadas online no canal Rap Box no YouTube, fazendo o caminho inverso: do espaço público para a atmosfera virtual.

Confira a programação de shows:

Rap Box Live

Criado por Léo Cunha, o Rap Box, maior canal brasileiro dedicado ao Rap, traz ao Mês da Cultura Independente um lineup representativo com seis dos principais nomes da cena. Além dos shows, uma cypher pensada exclusivamente para o MCI, a fim de levar para a rua o que apresentam virtualmente. O evento será gravado e o resultado disponibilizado no canal Rap Box Live.

16h – DJ EB
16h30 – Nocivo Shomon
17h10 – Lívia Cruz
17h50 – PrimeiraMente
18h30 – Síntese
19h10 – Froid
19h50 – Rimas & Melodias
20h50 – CypherBox
21h – DJ EB

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Performance, ato, espetáculo e filme. Plano-Sequência – Take 2, novo trabalho do bailarino e coreógrafo Jorge Garcia, não tem uma única definição. É cheio de possibilidades e leituras. A criação estreia na segunda, 16, na Casa das Caldeiras. Desde sua origem, em 2005, a Jorge Garcia Companhia de Dança investiga o cruzamento com diferentes linguagens artísticas. Agora, explora as possibilidades entre o movimento dos corpos e o cinema. Em pouco mais de uma hora, Garcia e mais sete bailarinos criam um longa-metragem em plano-sequência enquanto se movem pelo espaço.

Plano-Sequência
Imagens do espetáculo ‘Plano-Sequência – Take 2′ Foto: Silvia Machado
“Coreografamos não só a movimentação, mas toda a parte de enquadramento. Estou tentando tirar o máximo de equipamentos mecânicos. Tudo é corpo. Se a gente faz um travelling (deslocamento da câmera pelo espaço), é um corpo que desliza, que puxamos pelo chão. Tem um bailarino que filma com patins. É a câmera como extensão do corpo. Os bailarinos se filmam e a gente vai trocando a câmera de um para o outro”, explica o coreógrafo.

O público pode assistir ao trabalho acompanhando de perto a coreografia ou olhando as imagens capturadas ao vivo em uma tela. São várias camadas de movimentos: a dança de quem é filmado, a de quem segura a câmera, a daqueles que auxiliam o bailarino cinegrafista, o percurso feito no ambiente, o fluxo das imagens na tela. O músico Eder “O” Rocha cria a trilha em sua bateria no momento da apresentação.

Garcia queria que o longa tivesse “o máximo de qualidade possível”. “A ideia é, no final da temporada, ter um filme pronto na Casa das Caldeiras”, diz. Para isso, o elenco passou por quatro workshops. Em um deles, o artista multimídia e bailarino Joaquim Tomé os ensinou a explorar técnicas de manuseio da câmera usando o corpo. A companhia também estudou dramaturgia, captação de áudio, luz e fotografia.

O grupo contou ainda com a ajuda do cineasta Heitor Dhalia, a quem Garcia chama de “nosso provocador em cinema”. Recifenses, os dois se conheceram em São Paulo. Há algum tempo, Dhalia começou a frequentar as aulas de ioga na Capital 35, sede da companhia, enquanto filmava seu novo documentário On Yoga: Arquitetura da Paz, apresentado na última semana no Festival do Rio.

Dhalia, que afirma sempre ter adorado dança, já havia colaborado com a obra anterior de Garcia, Take a Deep Breath (2016), que também usou o vídeo para investigar a cena, relações e espaço. “Tentei trazer ideias do modo de pensar do cinema para a dança. O trabalho do Jorge é incrível. Para mim, é uma experiência ver como um criador de dança pensa. Estamos tentando um diálogo entre essas duas áreas”, conta Dhalia.

Plano-Sequência – Take 2 começou a ser desenvolvido no começo do ano. Há cinco meses, a companhia trabalha quase diariamente na Casa das Caldeiras, onde realiza residência artística. Na primeira metade do século 20, o edifício histórico produzia energia para o parque industrial do conde Francisco Matarazzo (1854-1937). Em 1986, o prédio foi tombado e, 12 anos depois, começou a ser restaurado. Hoje, recebe eventos e atividades culturais. Garcia também propôs um diálogo entre seu trabalho e o lugar.

O roteiro desse espetáculo-filme foi sendo construído assim, a partir de vínculos entre pessoas, espaços e o mundo contemporâneo. “A gente está trazendo elementos de relações que, hoje em dia, necessitamos mais. Troca de olhar, pensar no toque com o outro, como podemos dialogar com o outro. Estamos sempre nos ajudando nesse trabalho. Acho que a gente se potencializa estando juntos mais do que querendo impor uma visão própria em cima dos outros. Tento falar sobre isso, não com uma narrativa com começo, meio e fim, mas com imagens e sensações dentro delas”, afirma Garcia.

JORGE GARCIA CIA. DE DANÇA

Casa das Caldeiras

Avenida Francisco Matarazzo, 2.000, tel. 3873-6696

2ª a 5ª, às 17h e 20h

Grátis

Até 24/10

Juliana Ravelli, Especial para o Estado

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No dia 19 de outubro de 2017, a Galeria Mario Cohen, uma das primeiras dedicada à fotografia no Brasil, recebe a exposição “Um Passeio Pela Nobreza”, assinada por Walter Firmo (80), considerado nome fundamental na história da fotografia brasileira, com abertura para convidados, a partir das 19h, que acontece na galeria, localizada na Rua Joaquim Antunes, n° 177, em Pinheiros, São Paulo. O período expositivo é de 20/10 a 18/11.

São expostas 14 fotos, entre elas, registros de artistas como Cartola, na Marquês de Sapucaí (16x23cm); Cartola e amigos, na GRES Mangueira (16x23cm); Cartola e Dona Zica, na GRES Mangueira (23x15cm); Chico Buarque, em Copacabana (15x23cm); Clementina de Jesus, na Quinta da Boa Vista (16x23cm); Clementina de Jesus, no Grajaú (15x23cm) e Clementina de Jesus, no palco (15x23cm); Dona Ivone Lara, em Bonsucesso (23x15cm); Dona Zica e Pixinguinha, em Ramos (2 fotos – 15x23cm e 17x23cm); Madame Satã (23x16cm); e Moreira da Silva, em Rio Comprido (16x23cm). O público colecionador pode adquirir uma caixa com seis imagens de 23x18cm, cada uma com tiragem de apenas 10 cópias.

Walter Firmo, reconhecido pelo principal tema de seu trabalho – a figura humana – revela tradições e culturas por meio de contrastes e cores saturadas. Mostra seu peculiar interesse por cenas e personagens que estão longe dos holofotes, nos subúrbios. Equilibra a história de cada personagem com a mesma exuberância. Em seu trabalho, a beleza de moradores de subúrbios, menos favorecidos, em situações cotidianas, é a mesma de artistas consagrados como Clementina de Jesus, Chico Buarque, Djavan, Fafá de Belém e Tim Maia, das gravadoras RCA e Odeon, fotografados por Firmo nas décadas de 1970 e 1980.

Walter Firmo é referência e inspiração para nomes importantes da área, como o fotógrafo Bob Wolfenson. “Suas fotografias não falam de fotografias, não têm efeitos mirabolantes, nem filigranas de estilo, vão direto ao assunto. São um libelo contra a pressa e a vulgaridade. Guiados por seu olhar singular e delicado, revisitamos um Brasil mítico que parece não existir mais. Suas imagens nos convidam a passear pela nobreza e elegância da cultura negra.”, afirma.