APOIO
country-argentina-32882

A Casa Guilherme de Almeida, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis, tem uma intensa programação com palestras, cursos e exibições de filmes para os amantes da sétima arte – referência ao pioneirismo de Guilherme na crítica cinematográfica no Brasil. Entre agosto e setembro, o Museu-casa realiza quatro cursos gratuitos sobre cinema argentino contemporâneo, cinema surrealista, cinema de monstros e narrativas de animes. As atividades são gratuitas e serão na Sala Cinematographos e as inscrições são feitas no site.

Veja abaixo a descrição dos cursos:

Cinema de monstros e os sintomas da cultura | 9/8 a 13/9, quartas às 19h
Com Adriano Messias
Intercalando exibição de trechos de obras que retratam o monstruoso e o fantástico com discussão e apresentação de ideias, o pesquisador Adriano Messias mostra quanto as produções cinematográficas são capazes de pautar questões psicanalíticas e sócio-políticas. Alguns dos temas a serem discutidos referem-se aos alienígenas nos filmes B – produções secundárias de grandes estúdios que, nas décadas de 30 e 40, dividiam suas operações e na unidade A eram feitos apenas filmes de destaque – como metáfora dos vilões da Guerra Fria; aos zumbis; e aos limites do corpo no cinema, bem como a angústia e a fobia no suspense cinematográfico.

Panorama do cinema argentino contemporâneo | 10 a 31/8, quintas às 19h
Com Natalia Christofeletti Barrenha
Os encontros abordam a produção cinematográfica argentina dos últimos 20 anos: do florescimento do chamado Nuevo cine argentino, em meados da década de 1990, à consolidação dessa geração e às novas propostas surgidas entre o final dos anos 2000 e os dias de hoje. Por meio de diálogos entre as perspectivas contextuais e estéticas, a pesquisadora Natalia Barrenha discute temas como novas formas de representação da política, uso inovador do som, guinada subjetiva nos documentários, entre outros. As reflexões surgem a partir da observação de produções como O Pântano, de Lucrecia Martel, Fotografias, de Andrés Di Tella, entre outros.

Um sonho de cinema: surrealismo na sétima arte | 12 e 19/8, sábados às 14h
Com Franthiesco Ballerini
Um dos mais famosos e exuberantes movimentos das artes plásticas do século XX invadiu o cinema a partir do Manifesto Surrealista, de André Bretton, em 1924. Nesse movimento, foram produzidas obras polêmicas como O Cão Andaluz (1928), de Luis Buñuel. Este curso discute a proposta do surrealismo no cinema, a quebra de convenções, invenções técnicas, novas propostas estéticas e os legados contemporâneos no cinema de David Cronenberg, Christopher Nolan e David Lynch.

Deusas e monstros: animes, narrativas e interseções | 20, 21, 27 e 28/9, quartas e quintas às 19h
Com Luiz Carneiro
Animes têm um jeito muito próprio de contar histórias e personagens com características muito específicas, entretanto, merecem muito mais atenção do que normalmente recebem no Brasil. Neste curso são exibidos os animes Kill la Kill, produção do Studio Trigger, Elfen Lied, dirigida por Mamoru Kanbe e A princesa e o cavaleiro, de Osamu Tezuka, para pensar as obras e seus significados relacionados a diversos aspectos sociais e culturais da cultura oriental.

sexta-feira, 21 de julho de 2017
9_catrimaniclaudiaandujarcortesiagaleriavermelho

No dia 29 de julho, sábado, às 15h, a fotógrafa Claudia Andujar conversará com o público no Galpão VB como parte da programação da exposição “Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, que encerra sua temporada. A conversa será mediada por Gabriel Bogossian, co-curador da exposição. A entrada é gratuita e não é necessário realizar inscrição.

Obra de Claudia Andujar que faz parte da exposição “Nada Levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, em cartaz até 29 de julho no Galpão VB

Ao lado do trabalho de Miguel Rio Branco, a obra da fotógrafa é um dos eixos estruturantes da exposição no Galpão VB, que conta com o slideshow Catrimani e a fotografia Casulo humano (rito mortuário Yanomami), além da videoinstalação Yano-a (Wakata-ú – Terra Indígena Yanomami), elaborada por Gisela Motta e Leandro Lima a partir de uma fotografia de Andujar.
Reconhecida internacionalmente, sua obra integra o acervo de alguns dos principais museus do mundo, como o MoMA, em Nova York; a Maison Européene de la Photographie, em Paris; e o Instituto Inhotim, em Brumadinho, Brasil. Em sua conversa com o público do Galpão VB, Claudia falará sobre sua longa relação com os Yanomami e também sobre facetas menos conhecidas de sua obra, como a atividade fotojornalística do início de sua carreira.

segunda-feira, 17 de julho de 2017
Captura de pantalla 2017-07-17 a las 09.27.46

Considerado um dos escultores mais importantes do país e criador de um dos monumentos mais icônicos e significativos da cidade de São Paulo, Victor Brecheret tem seu trabalho celebrado pela Dan Galeria, que recebe, até 29 de julho, a exposição Brecheret: Encantamento e Força, que tem curadoria de Daisy Peccinini, especialista na obra do artista.

A mostra inclui criações do escultor de um período que vai de 1916 a 1955, apresentando ao público um panorama bastante abrangente da carreira artística de Brecheret, expondo, inclusive, as várias possibilidades e momentos estéticos que o artista vivenciou e incorporou em seu trabalho. São 46 obras, entre esculturas e desenhos, que se dividem em núcleos e subnúcleos. “O feminino, o masculino e o idílio”, “Arte indígena”, “Arta sacra” e “Cavalos” são os temas que se sobrepõem às esculturas. “Desenhos” é apresentado como o quinto núcleo da exposição, por sua vez subdividido pelos temas equivalentes aos dos grupos escultóricos.

Para a curadora, duas qualidades se impõem como marcas estilísticas permanentes na obra do escultor, independente do tema ou código por elencado: o encantamento e a força. “Encantamento, uma especial sedução pela impecável fatura, fazendo os olhares deslizarem pelos volumes flexuosos, interagindo com a sensibilidade e o prazer de cada um que os contempla”, afirma Daisy. “E se de um lado existem encantamentos, por outro há um élan que integra as partes numa pulsão centrífuga, de modo que os volumes sedutores possuem força e tensão que os aglutinam e geram uma aura monumental”, completa.

Tema preponderante na produção de Brecheret, a figura feminina convida o público, já na parte exterior da galeria, a imergir em seu universo criativo: a monumental Morena (c. 1951), escultura em bronze com mais de 2,4 metros de altura, recebe-o como uma anfitriã do espaço.

O feminino da mitologia grega ganha forma em Três graças (início da década de 1930), com a representação das deusas da dança, da graça e do amor, que em sua reprodução simbolizam as três raças de acordo com as teorias então vigentes – negra, amarela e branca. Unidas pelos ombros, as figuras desafiavam as mentalidades da época, marcada pelo nazismo e fascismo europeus, que pregavam a superioridade dos brancos sobre os demais. “Um trabalho arrojado plástico e politicamente, que naquele contexto exaltava a harmonia e a fraternidade”, acrescenta a curadora.

O bronze Cabeça de Marisa (c. 1955) foi fundido a partir de um gesso modelado pelo artista horas antes de sua morte. Dedicado a imprimir nele o retrato de sua sobrinha, Brecheret, por meio de ordenação rigorosa e refinada, emprega na obra simplicidade, pureza e força plástica de formas, características tão comuns em seus retratos.

Beijo (c. déc. 1930) traz uma das raras peças em sua produção representando o idílio entre um homem e uma mulher. O bronze polido assume uma forma oval, alongada, quebrada por pequenas incisões horizontais, sugerindo ao espectador mão entrelaçadas do casal.

Consciente da importância dos povos da terra para a formação e a expansão territorial da nação brasileira, o artista dedicou-se também, principalmente a partir da década de 1940, ao universo das formas primitivas da cultura indígena do país. Filha da terra roxa (c. 1947-1948) foi um de seus primeiros trabalhos com a temática. Modelada inicialmente com terra roxa, a terracota foi exposta em 1948 na Galeria Domus, primeira a expor os modernistas brasileiros. Na mostra da Dan Galeria, a peça apresentada é fundida em bronze.

Apesar de não ter sido religioso, o artista tinha uma admiração muito grande pela arte sacra, presente em sua produção nas mais diversas épocas. Nesse contexto, A virgem com o Menino Jesus foi um dos temas mais trabalhados por Brecheret, tendo sido realizado em diferentes composições e materiais. Em Virgem (c. 1923-1925), ele inova a tradição iconográfica, dispondo a Virgem de joelhos, construindo um jogo complexo de curvas e contracurvas, que dançam sob a ação da luz sobre o metal polido.

O relevo Cavalos (c. 1953) traz o modelo de um dos painéis de mármore travertino que recobrem as fachadas de ingresso do Jockey Club de São Paulo, onde o artista realizou uma verdadeira saga dos cavalos de corrida, seu ciclo de vida, de vitórias e final de carreira. Na peça apresentada na exposição, os volumes conjugam a tensão e o furor da competição com a exaltação da elegância e da beleza dos animais.

Por fim, o conjunto de desenhos apresentado na mostra tem qualidade e condição singular, uma vez que muitos deles prefiguram a obra escultórica que surgiria posteriormente. Três Graças (c. início déc. 1930), em uma versão de bico de pena sobre papel, é um destes exemplos. O desenho emana o frescor das aparições subconscientes, como uma primeira expressão que depois assumirá materialidade tridimensional na obra escultórica.

San Michelle (c. 1916), um retrato de São Miguel Arcanjo, é um dos destaques do núcleo. Trata-se de um desenho, inédito até então, produzido pelo artista no período de sua formação em Roma. O ensaio, realizado a partir de uma pintura de altar de autoria de Guido Reni, já prenuncia sua grande capacidade e o olhar plástico do artista. “Impressiona a habilidade da transcrição fiel da pintura e sua capacidade de, apenas com o uso do crayon, conseguir dar o modelado dos relevos e das depressões dos corpos, mantendo uma tensão e dinamismo da cena”, afirma Daisy

quarta-feira, 12 de julho de 2017
Galeria_Verve1

Verve Galeria exibe Relíquias, do artista multimídia Luiz Martins, com curadoria de Ian Duarte Lucas. Montada na forma de site-specific, a exposição composta por 15 obras – esculturas e desenhos – revela as inúmeras camadas de pesquisa e experimentação desenvolvidas pelo artista em seu ateliê, revisitando sua trajetória e propondo ao público uma relação gradual de descoberta de seu trabalho.

Ao apresentar peças em diversos formatos, como se fossem verdadeiros achados arqueológicos, o intuito de Luiz Martins é aproximar sua produção do espectador, desvendando na riqueza de detalhes suas propriedades mais particulares. “Ao falar das relíquias, estamos no limiar entre o imemorial e o material. Neste território do inconsciente, depósito de relíquias do passado, Luiz Martins nos conduz por arranjos e formas arquetípicas que parecem nos apresentar algo de familiar, ainda que por algum momento esquecido”, comenta o curador Ian Duarte Lucas. A ideia é que o público interaja com essas relíquias – achados preciosos do ateliê do artista -, agrupadas em uma expografia especial ao longo de diferentes percursos possíveis, de maneira a comunicar algo para além do tempo e do espaço presentes.

As relíquias de Luiz Martins destacam sua habilidade em trabalhar as formas, o equilíbrio e a materialidade que transcende suas obras. Camada após camada, o espectador é convidado a descobrir a importância da matéria em seu processo de criação. Nas palavras do curador da mostra: “Nos trabalhos aqui apresentados, estabelece-se uma relação de intimidade, na descoberta gradual de uma grande instalação nos diferentes espaços da galeria. Sua coleção de relíquias nos apresenta um singelo convite: a pausa para o olhar mais atento, a relação direta com a arte, o detalhe, aquilo que é mais precioso; a nós mesmos”.

rs-nirvana-e9e22e4b-f7d9-4fc7-bd94-23c30084ce94

Em homenagem ao Dia do Rock, 13 de julho, a Samsung Rock Exhibition, série inteiramente dedicada às exposições de rock e cultura pop, patrocinada pela líder mundial em tecnologia em parceria com o Ministério da Cultura e realização do Instituto Dançar, liberou a entrada* para os visitantes da exposição Nirvana: Taking Punk to the Masses que adquirirem seus ingressos via internet e doarem um agasalho.

A promoção é válida somente para emissão de ingressos por meio do site de venda oficial. Ingressos adquiridos no local terão os preços regulares. A gratuidade do ingresso é exclusiva para as sessões do dia 13 de julho, Dia do Rock, acompanhada da doação de um agasalho em bom estado. A liberação do acesso está condicionada à lotação de cada sessão.

A exposição foi inaugurada em 22 de junho, no Museu Histórico Nacional, localizado no centro histórico do Rio de Janeiro, onde fica até 22 de agosto. Organizado pelo Museu de Cultura Pop em Seattle (MoPOP), o acervo tem mais de 200 peças entre instrumentos icônicos, fotos, vídeos, depoimentos, álbuns, objetos pessoais dos integrantes, cartazes, entre outras peças, que vão desde a origem do grupo, em Aberdeen, às grandes turnês internacionais.

O projeto compõe uma das atividades previstas no calendário 2017 do Samsung Conecta, iniciativa que tem por objetivo oferecer experiências únicas, na música e no esporte, para os consumidores brasileiros.

A exposição, que tem como curador Jacob McMurray, retrata a história do Nirvana e Seattle, epicentro cultural e musical da geração da década de 90. Essa é a primeira vez que a exposição sai do The Museum of Pop Culture de Seattle (MoPOP) para ganhar outras regiões.

O acervo narra detalhadamente o processo criativo do disco “In Utero”, o último da banda, e a morte de Kurt Cobain, em 1994, além de um mural com os 21 discos que fazem parte da coleção pessoal do baixista Krist Novoselic.

“No dia especial do Rock, queremos que os brasileiros possam ter a experiência única de reviver, por meio dessa exposição, todos os momentos de uma das maiores bandas de rock do mundo, o Nirvana”, ressalta Andréa Mello, Diretora de Marketing Corporativo e de Consumer Electronics da Samsung Brasil.

*A entrada gratuita está condicionada à aquisição pela internet pelo site divulgado, lotação máxima permitida e doação de um agasalho em bom estado na entrada.

Captura de pantalla 2017-07-06 a las 19.20.12

A partir de 7 de julho, a Matilha Cultural vai ser palco da exposição Tessituras – tramas de som e luz, da diretora de arte, cenógrafa, figurinista e fotógrafa Karla Pessôa. A exposição é composta por autorretratos impressos em grande formato, resulta de intensa pesquisa de luz, som e suas intervenções sobre o corpo e a cena. A exposição conta com trilha sonora exclusiva composta pelo premiado músico Ivo Senra. A curadoria é da museóloga Karina Muniz Viana. Tessituras – tramas de som e luz fica em cartaz de 7 de julho a 6 de agosto de 2017.

Tessituras – tramas de som e luz trata de questões íntimas da artista, mas que se desdobram em questões contemporâneas num tempo de exposição maciça e falta de reflexão. Nas palavras da curadora: “Pessôa, à frente de seu tempo, transmite em imagens ‘sensíveis’ o que o inconsciente humano desenha e movimenta aleatoriamente, em um jogo continuado de formas e sensações. Como navalha que rompe, penetra e liberta, sua produção trouxe aos nossos olhos um manifesto de clamor à libertação pragmática”.

O processo de construção das imagens contou com a presença da curadora, que após concluído, seguiu para as mãos do compositor Ivo Senra. A trilha sonora original é parte fundamental da exposição, assim como o projeto de iluminação, assinado pro Djalma Amaral: sem elas, as imagens impressas e as cronofotografias perderiam toda sua potência. Karla Pessôa atua há mais de 18 anos no meio cultural e sua ligação com a música é muito forte, tendo trabalhado como figurinista, cenógrafa, diretora de arte e fotógrafa com artistas dos mais variados estilos como Isabella Taviani, Bianca Gismonti, Thiago Amud e Mariana Baltar. Dessa vivência intensa com a música veio a necessidade de embalar suas imagens com uma trilha exclusiva, pensada para a exposição sob encomenda.

Fest Contrapedal exibe filmes de novos diretores lationoamericanos

A programação do Fest Contrapedal São Paulo também conta com uma programação de filmes premiados, todos de novos diretores da América Latina. A Sala Paulo Emílio do Centro Cultural de São Paulo recebe quatro títulos dias 08 e 09 de julho e todas as sessões serão gratuitas, mediante retirada de senha uma hora antes.
 
8 de julho:
18h – JAUJA (Lisandro Alonso, 2014): 
Uma coprodução entre Argentina, Dinamarca, França, México, EUA, Alemanha, Holanda e até o Brasil. Um homem e sua filha embarcam numa viagem que tem como destino um deserto localizado no fim do mundo. A beleza das locações transborda da tela, através de uma fotografia (Timo Salminen) dessas para emoldurar e pendurar em destaque naquela parede da sala. 
Trailer > https://www.youtube.com/watch?v=2gfIqlSgfNA

20h – Cinema Novo (Eryk Rocha, 2016)
Vencedor do 69º Festival de Cannes na categoria de Melhor Documentário em 2016. Um ensaio poético, um olhar aprofundado e um retrato íntimo sobre o Cinema Novo. Mergulha na aventura da criação de uma geração de cineastas que inventou uma nova forma de fazer cinema no Brasil – a partir de uma atitude política que juntava arte e revolução – e que tinha como desejo um cinema que tomasse as ruas e fosse ao encontro do povo brasileiro.
Trailer > https://www.youtube.com/watch?v=TY1TMPCnLOA

9 de julho:
18h – Los Años Azules (Sofía Gómez Córdova, 2017)
Um gato recluso e uma velha casa demolida testemunham os dramas de cinco moradores jovens, vindos de diferentes lugares e culturas opostas. Eles convivem numa harmonia fraca até a chegada de um inquilino extravagante que os transforma em uma família fugaz e disfuncional. O filme lançado recentemente ganhou prêmios como melhor diretor, melhor atriz e melhor longa-metragem, no Festival Internacional de Cine en Guadalajara, em março deste ano. 
Trailer > https://www.youtube.com/watch?v=lNNT1-2dNpQ

20h – Clever (Federico Borgia e Guillermo Madeiro, 2015)
Clever é um instrutor de artes marciais, divorciado e pai. Obcecado com alguns efeitos especiais que ele quer mandar pintar em seu carro, decide viajar para uma aldeia remota, a fim de conhecer o suposto artista que pode fazer isso acontecer. Mas, ao longo do caminho, personagens excêntricos e misteriosos irão levá-lo a um destino inesperado. Eleito o melhor filme da Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem do 26° Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, o filme tem a direção de Federico Borgia e Guilhermo Madeiro. 
Trailer > https://youtu.be/Ia_VrlYoKo8

circulovisao Luisa

Galeria Luisa Strina apresenta Circulovisão, segunda exposição de Jarbas Lopes na galeria. A união de duas palavras nomeia e traz à tona o sentido da exposição: obras interliga das compartilhando perspectivas pa ra a visão, a física e a poética, entre dualidades que também percebem o espiritual, a pré-visão, a visão ampliada em pergunta e respostas abstratas, intuito principal nas obras Círculo Oráculo e Exposição.Frutos do exercício contí nuo de Jarbas Lopes, os trabalhos se acomodam de forma a reafirmarem a sensação de presença de quem contempla a exposição, fazendo referência a uma instalação, mas que mantém a independência d e cada parte. Serão pinturas, que ganham o espaço enfatizando a importância da tela trama como plano e como base, esculturas e objeto.

Exposições individuais recentes incluem: “e a u”, CRAC Alsace, Altkirch, França (2017); Galeria Baginski, Lisboa (2015); Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2013); “Park Central”, Tilton Gallery, Nova York (2010); “Cicloviaérea”, Museo Nacional de Bellas Artes, Santiago (2010); “Padedéu” em colaboração com Laura Lima, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2009).Exposições coletivas recentes incluem: “Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture”, Museum Beelden aan Zee, Haia (2016); “Provocar Urbanos: Inquietações sobre a Cidade”, Sesc Vila Mariana, São Paulo (2016); “E de novo montanha, rio, mar, selva, floresta”, SESC Palladium, Belo Horizonte (2016); “(de) (re) construct: Artworks from the Permanent Collection”, Bronx Museum, Nova York (2015); “Look.look.again.”, The Aldrich Contemporary Art Museum, Ridgefield (2009); “Desenhos: A-Z”, Museu da Cidade, Lisboa (2009).Coleções públicas das quais seu trabalho é parte incluem: Instituto Inhotim, Brasil; Victoria and Albert Museum, Inglaterra; The Cisneros Fontanals Art Foundation, EUA; Henry Moore Foundation, Inglaterra; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte da Pampulha, Brasil; Fundación ARCO, Espanha; MoMA Museum of Modern Art, EUA.

quinta-feira, 22 de junho de 2017
Brasileiro lança parceria com o músico islandês

Thiago Cóstackz expande as variáveis de sua arte e lança no YouTube o clipe “Final Sacrifice”, ao mesmo tempo em que encerra sua exposição multimídia o “Pássaro de Fogo”, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

A música “Final Sacrifice” foi criada em parceria com o cantor e compositor islandês Hjörvar Hjörleifsson, que assina a trilha sonora do filme “Caminhando sobre a terra, uma viagem a 10 lugares ameaçados do planeta” parte de um dos projetos de grande fôlego de Cóstackz, a expedição artístico-científica “S.O.S Terra” (2014).

A partir de agora unidos no duo C2H, os artistas mesclam nesta estreia com “Final Sacrifice”, suas diferentes referências sobre culturas tribais, rock progressivo, música experimental e clássica. Não por acaso, Cóstackz faz o vídeo performance inspirado em danças primitivas e danças clássicas como a “A sagração da primavera” e “O pássaro de fogo”, de Igor Stravinsky. Além de encenar, Cóstackz também assina a letra da música, a direção e o roteiro do clipe, feito em parceria com Fernando Vitolo, da Younik.

Sobre o nome do duo, o C2H, a ideia vai além das menções aos nomes Cóstackz e Hjörvar, mas é uma referência ao hidrocarboneto, elemento químico não existente no planeta Terra, mas abundante no meio interestelar. Em breve, o duo lançará duas novas canções atreladas a um novo projeto multimídia.

“A cada novo projeto, Cóstackz impressiona pelo número de suportes que utiliza, e aqui não é diferente ao escrever a letra para o duo C2H e criar o clipe para completar a sua nova exposição multimídia”, afirma o pesquisador de artes visuais, Antonio Amoedo.

terça-feira, 20 de junho de 2017
Oskar-Metsavaht-1038x576

O Museu da Imagem e do Som recebe a instalação multimídia Soundtrack por Oskar Metsavaht. Em um singular projeto, o artista plástico Oskar Metsavaht assumiu o olhar do personagem Cris, vivido por Selton Mello, e traz para a realidade o projeto final de Cris que teria ficado no universo cinematográfico. A mostra faz um percurso estreito e cada imagem é exibida junto a um headphone, onde é possível ouvir exatamente o que o personagem do longa, um artista e fotógrafo, ouvia no momento de seus próprios retratos.
“Nesta mostra, o artista Oskar Metsavaht nos dá a sua experiência de despersonalização. Cris é ele. Ele é Cris. Esta exposição é exatamente a que o personagem Cris teria feito no filme”, explica Marc Pottier, curador da mostra. “Soundtrack é uma instalação, um caminho labiríntico íntimo, pontilhado com uma série de autorretratos em pequenos formatos e fones de ouvido que convidam o público a mergulhar no mundo de Cris”, completa.

Na trama, Cris (Selton Mello) mergulha num projeto de autorretratos e captação de sons numa fictícia estação polar de pesquisas. O lugar inóspito e o estado emocional do personagem transbordam para as imagens conforme Cris ouve as músicas que selecionou para cada shooting. O trailer do filme está exibido em looping na montagem e a estreia nos cinemas, marcada para 6 de julho.